30 de novembro de 2014

Despedida

Em algum ponto de sua estadia em Oz, Anthony Sollen escreveu sua carta de despedida ao seu amor Elsa, uma poesia que do fundo de seu coração falou de seus sentimentos e depois de ter desistido de sua vida para seu pai viver, sim ele tem sentimentos.

O branco eterno que rasgava meu coração se devia ao fato da neve
Seu nome era um tabu que eu não conseguia derrubar
Seu pai me tentando a uma promessa cumprir e um amigo matar
O branco do teu corpo era meu momento de paz, mesmo que breve.

O azul dos teus olhos eram o céu que eu não podia tocar
O teu Sorriso era a perfeita criação de Deus
Meu medo era ser só mais um entre os seus
Teu toque exorcizou meus demônios para meu trono retornar.

Em uma barganha fatal vi a melhor saída te deixar viver e me casar
Por um breve período não havia neve só o calor espanhol
Com o tempo o calor foi me consumindo e tive que cessar
Como já tinha cumprido, não poderiam me impedir eu sai do sol

Rosas tropicais me viciaram embora tua neve me curava
Fantasmas não me assustavam só a tua falta
Um decênio se passou, mas a conquista espanhola ainda pulsava
Do Brasil a Londres o meu eu salta

Movi céus e terras para satisfazer meu ego
E tudo o que consegui foi que fiquei cego
Esse é um adeus de um amor que transcenderá o tempo
O frio me espera, mas não o teu frio, o frio que me deixa só ao relento.

Se nós os Sollen somos as estrelas, eu estarei lá te olhando, tentando te guiar, te guardar de todos os males que possa cair sobre ti, com isso eu Anthony Sollen declaro meu amor incondicional por ti Elsa, quem sabe se os deuses não brincassem tanto conosco, você pudesse virar Elsa Sollen ao invés de Arkin. Esse é o meu adeus para você meu eterno amor.

21 de novembro de 2014

Ato Onze

Aquele buraco se transformou em uma porta e um ponto negro começou a tentar me sugar, percebi que Siegfryd parecia estar sofrendo do mesmo problema que eu, também percebi que quanto mais eu resistia mais forte eu me sentia, olhei de relance para meu pai e ele estava sorrindo, o mundo parecia estar se acabando lá fora, um raio explodiu a porta principal da catedral, eu continuava a receber poder e minha risada ecoava pela sala, quanto mais poder recebíamos menos barulho vinha lá de fora.
- E ai pai é aquilo que você previu?- perguntei em alemão pra ele.
- Ainda melhor que do que no meu melhor sonho!- ele respondeu-me na mesma língua.
A força matriz daquela dimensão me puxava mais e mais, contudo eu dava vários passos na direção contraria, o mesmo que meu pai fazia, mas sabia que algo estava faltando, quando criamos Oz usamos sangue, teríamos que usar sangue para fechar essa dimensão, como que para esse propósito Adélia descia as ruínas das escadas de vestido branco sem brilho no olhar ouvi uma risada vinda do meu pai, logo sua risada se transformou em um grito agonizante e eu sabia o motivo, nossos corpos estavam se desintegrando, lagrimas caiam dos meus olhos de tanta dor que eu sentia, cai de joelhos, que joelhos, eu cai de cara no chão e resolvi tomar uma decisão drástica, resolvi me jogar no buraco.
- Adeus Pai, desculpas por não ser o herdeiro que você queria- o fogo consumia meu corpo célula por célula- Eu te amo pai!- o corpo dele foi envolto em uma luz branca, o de Adélia também, resolvi me dirigir a ela- Diga a ele tudo que eu disse, pois ele parece que apagou. Vá para meu mundo e viva.
Eles sumiram, tudo sumiu, estava tudo negro e eu só tinha minha consciência, nada de tato, de visão, de audição, de olfato e muito menos paladar, até que uma voz chamou meu nome.
- Anthony Sollen, que ato altruísta, salvou seu odioso pai e aquela misteriosa mulher. – uma voz de mulher falava e eu tentava falar, mas minha voz não saia- a claro, devolver esse outro sentido.

- Ele passou muito tempo fora da ação e resolvi dar a ele essa 2 chance, mas quem é você mulher?- pergunto

14 de novembro de 2014

Ato Dez

Eu estava sentado no salão, passos de todos os lados vinham em minha direção, eles sabiam, Axel deveria ter mandado uma mensagem para Siegfryd antes de voltar para seu tempo com Barbara. Damon foi o primeiro a chegar, ele tinha um ar de satisfeito, mas seu rosto não estava tão feliz.
_ Anthony Sollen ou devo chama-lo de Tony Mikaelson. Meu pupilo arquitetou a maior trapaça da família Sollen, enganou o próprio pai, quebrou todos os tabus de viagem temporal e assim criou um mundo todo seu criando copias das pessoas do nosso mundo nesse novo mundo. – ele foi interrompido por Russel que vinha descendo as escadas.
- E o premio de babão do ano vai para: Damon Sollen- ele zombava, mas tinha uma expressão diferente no rosto. – Tudo isso é sua culpa irmãozinho?!
- Chega de zombarias e perguntas retóricas Russel, temos menos de 20 minutos, eu criei uma bolha para que as catástrofes lá fora não atinjam essa casa.
As portas se abriram com uma ventania, o que era impossível, mas então vi o porquê, Siegfryd Sollen entrava na casa com varinha em punho e ódio no olhar.
- Você me enganou Anthony!- a rajada de luz verde vinha em minha direção, mas com mão eu contive o ataque, via a surpresa no rosto dele. – Eu também criei esse lugar, como não tenho esses poderes?- perguntou ele depois de outro ataque que foi 10 vezes mais forte que o ultimo, assim que me atingiu a luz preta, me fez ficar preso no teto até que me libertei e cai por que um pedaço do teto caiu em cima de mim. Minha cabeça doía, sangue escorria pelo meu rosto, mas não importava pedra foi levantada por Russel e Damon que agora se interpunham entre Siegfryd e eu.
- Eu te enganei, sabe o por quê?! Nunca foi você a escutar o choro de Victoria à noite quando estava em casa naqueles três anos, principalmente depois que o clone morreu, sabe que eu sempre quis te dar orgulho, mas depois um ódio tomou meu coração em relação a você e estou satisfeito com essa sua cara de besta, pode tentar, mas aqui em Oz eu não posso morrer, eu sou o mágico de oz- isso dito em alemão a língua materna do meu pai. – Onde está sua chave?- eu levantei minha mão e uma chave negra apareceu.
- Seria um idiota se não estivesse, afinal esse era o principal motivo, fechar oz para sempre e dividir as almas. – vi a ganância em seus olhos. Levantei-me e desenhei runas na parede, dois portais. - deixe-me adivinhar, um é o nosso o outro é o deles, mas eles não falam muito aqui não é?!

- Eles já foram há uns 5 minutos, esses dois são copias que criei, agir naturalmente é a alma do negocio, ouvi em algum lugar que o diabo está nós detalhes, quando voltarmos para nossa casa posso dizer a você se quiser.- juntei minha palmas e o som foi ecoando pela casa, Damon e Russel falsos sumiram, a barreira sumiu e os raios começaram a atingir a casa.- Assim é mais interessante. – eu andei em direção à parede e coloquei minha chave na runa que a engoliu – Sua vez papa – isso dito em alemão. Ele se aproximou sem me olhar colocou a chave na runa...

Ato Seis

 Nada que minha mãe dissesse me faria mudar de ideia, tinha que falar com meu padrinho Anthony. Só podia ser um engano o Reino-Unido entrar em guerra contra a Espanha.
- Lord Antônio me falaram que você estaria aqui. – sabia que o duque Laor não me deixaria em paz, sabia que ele queria meu posicionamento para com a guerra, ele me queria ao seu lado a todo custo, se Lannister, Monteserá e os Mendoza juntos, o rei não poderia ter outro posicionamento a não ser declarar guerra, tinha que tirar a historia a limpo com meu padrinho que subitamente voltou do Brasil.
- Laor, tenho assuntos importantes a tratar agora com Anthony Sollen.
- Você vai falar com o lado inimigo Duque. Isso é uma tentativa de golpe sua e de sua família!
- Não é nada disso Marquês de Mendoza, quero ouvir da boca do meu tio o porquê e procurar saber se posso mediar à paz, não gosto de guerras, mas não fugirei de uma, como alguns fizeram- quando Lord Julien entrou em guerra contra seu irmão Halleck, ele pediu ajuda a algumas famílias influentes de vários países e minha família o ajudou. - tenho assuntos mais importantes a tratar Laor, se possível diga a minha mãe o meu destino!- sai andando em direção à escada e desaparatei. Apareci na frente da casa do meu padrinho em Manchester, toquei a campainha e ele atendeu:
- Antônio Lannister Monteserá, a que devo essa visita em tempos tão perigosos! Estamos em um pré-guerra.
- Tio eu vou brecar essa insanidade. Não sei o motivo dessa guerra, mas posso mediar às partes a um acordo.
- Sua tia fugiu, sua família conseguiu leva-la ao Valrrala, a Grã Bretanha vai à guerra contra tudo e contra todos, lhe ofereço asilo politico total, viverá aqui e não poderá voltar até que o regime totalitarista espanhol acabe.
- Não vou deixar meu país, muito menos minha família. Nossa mediação termina aqui. - fui embora, meu tio não hesitou e fechou a porta. Alguém desaparatou na porta do meu tio, vi quem foi: Lady White. Não tive tempo de fazer nada a não ser mandar uma mensagem para minha mãe de quem eu tinha encontrado na minha visita a meu tio.
- Lady White- ela se virou- eu não quero essa guerra, tentei a mediação com o Lord Sollen e não deu certo. Por favor, de ouvido a razão, tente mudar a cabeça deles, nós não queremos uma guerra.
- Vamos a um lugar mais reservado- ela me ofereceu o braço e desaparatamos, chegamos ao canal da mancha perto da casa dela.
-Como podemos parar isso. Não tenho mais ideias, minhas noites são mal dormidas, meus dias são cansativos, peço sua ajuda.

- Não sei como para a guerra, mas sei como começar, Avada Kedavra.

4 de novembro de 2014

Ato Nove

Eu a vi do meu lado, não controlava meus movimentos, escutava minha voz saindo da minha boca, mas não era eu falando, ouvi uma risada no meu interior.
- Meu garotinho cresceu- dizia uma voz bem ríspida e ao mesmo tempo agradável- meu pequeno sol! Por mais que eu me afaste de você, você é primeiro e única reencarnação do cavaleiro templário!
- Falando de si mesmo na terceira pessoa?!- perguntei irônico
- Percebeu que está falando em latim?-
O local começou a clarear, estava em Stonehenge, três eu estava lá, um loiro de armadura e espada em punho, outro com roupas de dois mil anos atrás e um sorriso sarcástico no rosto.
- Blá blá blá- enquanto falava gesticulava com a mão se abrindo e fechando.- O cavaleiro templário, que cara mais irritante- ele olhou para o cavaleiro e fez uma careta.- Bem eu conheço o garoto a mais tempo, desde que ele nasceu, eu sempre o esperei e da armadura, tenta usar a língua vigente, o inglês!
- Calma ai vocês dois, brigando por mim, eca, se fossem duas mulheres, mas vocês dois.- comecei a coçar o queixo- Parecem duas velhas!
Os dois se aproximavam de mim, quando me dei conta duas mãos atravessaram meu peito, sentia seus dedos penetrarem meu coração, o mundo começou a tremer e eles diziam:
- Anthony acorde, acorde!- tudo ficou preto, olhos azuis eram tudo que eu conseguia distinguir no momento, podia ouvir uma risada irritante ao fundo.
- O que o senhor das trevas está fazendo aqui? 
- Quem você acha que te achou pequeno Sollen- depois de falar deu sua habitual risada- E afinal eu sou seu avô!
- Sim claro, mas não cumpriu sua parte do acordo! Ela deveria ter ido com as outras duas Rumpelstiltskin.
- Ela tem vontade própria! – disse ele.
- Como se algo ou alguém impedisse você de fazer algo Rumpelstiltskin, nós dois sabemos que não, eu vi as coisas que você fazia em 1300- minha visão não voltava e eu comecei a me irritar- E eu cansei de te chamar assim Axel Sollen.
- Não precisava revelar meu nome pequeno Sollen- do nada minha visão voltou, eu deveria estar com uma cara de bobo porque a risada que ele deu foi a maior que eu já tinha visto.
-Foi você!- ele parou de rir quando começou a levitar. – Sabia que eu não preciso de varinha para fazer magias aqui. – ele pareceu entender tudo que Siegfryd até agora não entendera.
- Então é você Tony Mikaelson. – Fiz uma reverencia e sorri. – Que engenhoso, simples, e engenhoso Anthony- ele fez uma entonação em Tony. – Mas outra coisa de onde tirou Mikaelson?
- Se você tivesse visto uma série que eu vi com certeza iria querer ser um Mikaelson. - o joguei pra cima só com olhar, mas ele apareceu ao meu lado como fumaça. – Então vai leva-la para onde pedi?
- Sim pequeno Sollen. – ele riu da minha careta.

- Odeio quando me chamam de pequeno Sollen. - ele acabara de sumir com Barbara, que nem ao menos pude dizer adeus.