Era meu 5 dia na casa, meus ferimentos estavam melhorando
gradativamente, embora Elsa não cuidasse mais de mim, o que era frustrante,
pois ela era o ser mais belo da casa Bírgit, aparecia 5 vezes ao dia, mas eu
não podia imaginar as horas, o quarto não tinha janelas. Balder Arkin, o
patriarca aparecia uma vez por dia, o velho era corpulento e tinha uma barba
grande e branca, as rugas e cicatrizes tomavam conta do seu rosto. Avaldamon
Arkin, o filho mais velho e aparentemente o herdeiro do velho Arkin, ele
parecia ser ágil, mas não era ele que me preocupava e o segundo filho, o que
parecia ser o mais ardiloso, Eigil era mais furtivo, tinha um ar de orgulhoso e
maquiavélico, o quarto filho tinha 15 anos embora aparentasse mais, Thor Arkin
era o filho que aparentava mais bondade, o engraçado é que todos três tinham
cabelos negros e Elsa cabelos platinados, talvez fosse herança genética da mãe,
uma pessoa que nunca apareceu no quarto.
Eu já estava farto daquele quarto, então me levantei,
abri a porta do recinto e adentrei os corredores, ouvi passos vindos da minha
frente, me aproximei devagar, ela vinha com comida para mim, leite, pão e
frutas, seu susto foi grande a me ver fora do quarto que deixou a bandeja cair.
- Aresto Mamentun- A bandeja caiu mais devagar, eu me
abaixei e peguei, mas não antes do copo de leite cair.- Mil perdoes, eu te
assuntei- tentei falar em norueguês, mas pela sua expressão facial, ela não
entendia muito bem.
- Está certo- ela disse em um perfeito inglês, me olhou
de cima a baixo – parece estar se recuperando bem, provavelmente estará
voltando para Victoria em poucos dias.- Escutar o nome dela me trouxe uma
sensação de dor, meus órgãos se remexiam, sua imagem veio a minha mente, seu
belo corpo agora era comida de larvas, minha força se foi, eu cai e vomitei
logo em seguida, ela ia me ajudar mas levantei a mão para fazê-la parar, com um
acenar de varinha ela fez tudo sumir eu me encostei na parede e fitei o teto,
engoli seco- Victoria é minha mãe e está morta.- meu corpo começou a vibrar,
então se escutou um grito vindo lá de baixo.
- Não. – seguido por uma luz verde. Eu me levantei e
descemos as escadas, no salão principal, que parecia ser bem rústico levando em
consideração que eles eram descendentes do trono nórdico, estava Thor, o filho
mais novo, seu corpo jazia de frente a lareira. Eu fitava o corpo morto, mas ai
então os outros chegaram, Balder chegou e se ajoelhou ao lado do filho morto,
eu observava a reação dele, me lembrava um pouco meu pai, só se preocupada com
o poder.
- Meu filho, meu pobre filho- ele fez algo que me surpreendeu,
agarrou o corpo do filho e começou a chorar, os outros dois chegaram perto do
pai e tocaram o ombro dele.
- Pobre irmão- disse Eigil- tinha tanto pela frente- um
liquido roxo começou a escorrer de sua boca. Todos olharam para mim depois que
meu sorriso apareceu. – Foi ele, olhe ele rindo!
- Como fui eu se eu estava
no meu quarto que é cheio de feitiços, ou achou que eu não perceberia Arkin,
ele foi envenenado, olhem o liquido saindo de sua boca, eu diria que foi essência
de urtiga vermelha sueca, alguém está de parabéns, é muito difícil encontrar
isso. – me levantei com dificuldades sob os olhares acusadores de todos, menos
de Elsa, que pareceu se interessar, eu vi um brilho em seus olhos. – Agora
vocês tem uma situação interessante em mãos Arkin’s, Thor era o filho mais novo,
então sua morte não facilitaria nada a nenhum, o mais provável é que ele tenha
descoberto o segredo de algum de vocês. – disse indo em direção ao meu quarto
até que o patriarca se pronunciou.
- Senhor Sollen, gostaria
que me acompanhasse ao meu escritório, os criados farão os preparativos
fúnebres, Avaldamon fique aqui e acompanhe tudo, Elsa venha conosco para trocar
os curativos do nosso convidado. - ele
guiou até o escritório, era duas vezes maior que o da minha casa, ele sentou e
indicou as duas cadeiras de frente as dele.
- Eu quero que você a leve
daqui antes que ele chegue!- sua voz tinha urgência, seu rosto tinha medo e seu
olhar suplicava ajuda. – Desde que saímos da Noruega, uma maldição assola nossa
família, primeiro meu amor, Hela,- olhou para Elsa, aparentemente ela era igual
a mãe.- os espíritos da família nos estão culpando por sairmos da nossa terra
natal. – eu o interrompi.
- O rei está morto então
volte para sua terra, leve seus filhos, viva, Morloki está morto.
A porta explodiu, quando
abri os olhos vi Elsa em cima de mim, do meu lado esquerdo minha varinha
apareceu, aparentemente ela estava naquele cômodo. Eu não sabia quem falava,
mas escutei uma voz:
- Balder você trouxe desonra
para sua família, sua família não merece estar viva. - com o fim da frase houve
um baque, quando olhei na direção vi o corpo do velho imóvel no chão. Peguei
minha varinha, ajeitei Elsa entre meus braços e me encostei-me à parede.
- Nos dê a garota!- a voz
falava comigo.
- Você tem ideia de com quem
fala ser imundo?- minha arrogância era um truque que poderia ser muito caro, eu
estava em um estado que não poderia desaparatar, eu pensava em maneiras de como
sair dessa enrascada. – ela está sob minha responsabilidade.
- Ela é nórdica tem o sangue
antigo, descendente dos reis, sob que pretexto acha que ela é sua
responsabilidade. – a casa estava começando a ruir, isso não era bom, ela não
acordava, meus movimentos estavam reduzidos e se eu saísse de perto dela ela
não teria chance.
- Ela minha noiva! – o
fantasma pareceu ficar atordoado, tanto que veio a sua forma, ele parecia um
viking, com armas em punhos, Elsa aparentemente estava acordada, pois me olhou
com uma cara estranha – E você não vai encostar-se à minha noiva!
- E quem é você?- ele
começou a rir, logo após um coro de fantasmas apareceram e começaram a rir.
- Eu sou- eu me levantei e
falei com arrogância- Anthony Vipero Sollen, filho de Siegfryd e Victoria
Vipero Sollen, sou o único hospedeiro do cavaleiro templário, sou a reencarnação
de Lord Julien Lanchester, matei o Pai dos pecados, matei Lady Halleck, matei o
então monarca do norte, Morloki Allen. Então quem é você mesmo para ameaçar a
mim e a minha noiva?- dei minha mão a ela que se levantou, com minha mão livre
a abracei. – Sou do sangue antigo, sou um Sollen, então quem é você para tentar
me intimidar.
- O sangue deles é
provavelmente mais antigo que o seu! – Elsa disse em meu ouvido
- Querida aqui não é lugar
nem hora para isso, mas já que insiste- eu a beijei, ela retribuiu o beijo, o
beijo continuou até a casa começar a tremer, eu a abracei- Vou lhe dar minha
varinha, vai desaparatar para fora da casa, quando eu quebrar todos os feitiços
dela e outra coisa, abra os pontos nas minhas costelas. – ela assim o fez,
senti o sangue escorrer pelo meu lado esquerdo. – Seu eu não sobreviver, siga
para casa dos Sollen, Manchester, se eu sobreviver, terá que ir para A Casa da Fênix, brasil. – a beijei novamente, ela falou em meu ouvido.
– Qual o porquê desse ultimo
beijo?
- Eu gostei- respondi a
enquanto protelávamos eu desenhei os símbolos na parede, houve um clarão tudo
ficou branco, eu a empurrei- agora! – ouvi um click, eu sabia que ela tinha saído
da casa, que estava sem proteção mágica. Sabem eu criei um feitiço – tudo estava
voltando ao normal – contra fantasmas, mas tem um custo, destrói tudo em um
raio de 3 km – eu sorri , foi ai que eles começaram a avançar em minha direção,
outros jogaram objetos, mas era tarde- Mão
de Thanatos- com minha pronuncia em latim eles explodiram, mas a casa foi junto
e eu estava dentro, fechei meus olhos.