22 de junho de 2015

Ato Três- A reunião

A sala estava cheia, poderia ser um estereótipo, mas todos os lideres nórdicos eram barbudos e corpulentos, como se fosse um feudo, haviam famílias que protegiam outras famílias e todas elas deviam servidão ao rei do norte, mesmo não estando mais no norte eles obedeciam a devida família real, para minha sorte a família da minha noiva Elsa Freya Arkin. Aquilo era um jogo de poder, os britânicos estavam odiando a imigração nórdica, aparentemente eles eram o nosso oposto, segundo o mundo nós somos reservados, raramente estamos envolvidos em brigas, mas quando nos envolvemos, eles brigavam por tudo nos bares, seu jeito estranho de falar afastava a clientela. O ministro trouxa teve vários problemas com os finlandeses, Alvos trabalha no escritório do primeiro ministro trouxa.
Ei estava na antessala, murmúrios, gargalhadas e gritos vinham do salão principal onde todos os 60 homens estavam reunidos, me aconselharam a servir comidas e bebidas, mas aquilo não era uma reunião normal, era para definir se eles ficariam no meu país por bem ou por mal, se não aceitassem nossas regras eu faria questão de banir eles do reino unido, dei um último gole no meu whisky, algo que havia ganho há um tempo, um genuíno Bourbon, oriundo de Nova Orleans, um vampiro tinha me dado, não poderia dizer que ele era meu amigo, éramos aliados. Me levantei da cadeira, abri a porta, naquele momento o salão ficou em silencio e todos os olhos se voltaram para mim, eu ac_abava de entrar em uma sala de pólvora e minha especialidade era fazer fogo, poderia muito errado, dessa vez eu não tinha nenhum reforço, era Anthony Sollen contra 60 bruxos. Segui para o centro do salão e comecei a dialogar:
- Tenho certeza que todos sabem quem eu sou- dei um sorriso presunçoso- entraram no meu país, eu ofereci a paz, contudo vocês causam levantes e brigas.- dei uma pausa para olhar nos rostos dele mais fixamente- Muitos dos meus fieis conselheiros me falaram para os expulsar, contudo minha noiva pediu para vocês ficarem aqui, fogem de algo que- eu parei de falar por que um deles levantou a mão.- pode falar senhor. – ele fugia ao estereótipo barbudo e corpulento, era muito magro e usava óculos.
-   Me chamo Victor Einar- disse ele- Achamos que você não precisa saber. – Andei pelo palco, coloquei as mãos nas costas. – Então essa reunião foi uma perca do seu tempo e do nosso. – quando ele terminou de falar eu baixei a cabeça e sorri. – Qual a graça Anthony Sollen, por acaso sou algum palhaço- era estranho escutar meu nome com aquele sotaque, mas a voz não era a de Elsa.
- Veja bem Victor- falei o nome dele com desprezo- Elsa Arkin, me pediu expressamente para deixar vocês ficarem no país e eu atendi, o ministro trouxa está cheio de problemas por culpa de vocês, eu acho muito bom entrarem na linha, que por mais que nós britânicos sejamos brandos, não vamos tolerar seus comportamentos. – eles começaram falar entre si, essa era a hora de adentrar na mente de Einar, foi um tanto cansativo, ele tinha 5 barreiras que funcionavam quase como um gatilho, o que faria ele perceber minha intromissão em sua mente, finalmente eu estava lá dentro, vendo todos os seus segredos, ele tinha uma amante, mas não a via a mais de um ano, eu tive que me conter para não gargalhar na frente deles, o nome dela era Helena Queen, a mesma mulher que eu havia matado e que meu adorável pai estava procurando. – Senhores eu como um bom anfitrião lhes darei 5 minutos para debater.- eu sai rindo, o que fez eles ficarem de cara feia, mas eu não liguei continuei os meus passos em direção a antessala, fechei a porta e só escutava os murmúrios deles, saboreei do vinho e comecei a plantar visões na mente de Einar, fiz ele ver sua mulher e filha, mortas, sangrando em sua frente, onde ele não podia fazer sem que uma espada atingisse seu corpo, quando ele chagou nelas 20 espadas e estavam cravadas em seu corpo e sua pequena filha olhava seu em seu rosto e falava:
- Papai, me ajude... – e sua cabeça tombava no chão.
Voltei ao salão onde meus convidados estavam sentados, todos pareciam tensos quando eu apareci, andei sorridente até o centro do palco, com um aceno de varinha a cadeira que eu estava sentado minutos antes estava agora atrás de mim, onde eu me sentei.
- Cavalheiros, eu deixei vocês pensado na minha proposta, eu espero que o tempo que lhes dei tenha sido suficiente.- Falei olhando para Einar. – Senhor Einar, gostaria de ouvir o que vocês tanto debateram. – ele se levantou, pude ver o medo em seus olhos, sua mão tremula.
- Ministro Sollen, nós aceitaremos seus termos – havia medo em sua voz, no início sua voz fraquejava, mas ele conseguiu ser firme- melhoraremos nossos modos e não causaremos mais problemas- ele respirava fundo- e queremos que mande nossos mais sincero obrigado a nossa rainha.
- Mandarei, pode ter certeza que mandarei.- eles começaram a levantar e sair, passei longos 10 minutos ali na cadeira pensando em tudo que tinha visto, era muito para absorver, tudo que eu tinha visto, sobre o que havia acontecido ao norte, passos se aproximavam, até que vi Elsa em um vestido vermelho me olhando como se eu fosse alguma gazela, aquele olhar me excitava, mas aquilo voltou a minha cabeça, veio andando até min e falamos em uníssono

- Temos que conversar- seu rosto branco enrrusbeceu. 

1 de junho de 2015

Ato 2- O pedido de Anthony

Eu estava tremendo, meu coração se acelerou de raiva por alguém tentar me enganar, mas era realmente ele, meu Anthony e eu tentei mata-lo, duas maldições da morte, minha sorte é que ele era o ministro, ele disse que me esperaria na mesa do café, engraçado ele estava com terno logo de manhã, seu sorriso irradiando meu dia, coloquei uma calça jeans e uma camisa branca, provavelmente dele, pois estava em seu guarda-roupa, me lembrava de quando contei a ele que matei meu irmão, todos achavam que Thor era bonzinho, mas eu sabia a verdade, ele envenenava a todos nós cada dia um pouco mais, até que eu coloquei todo o veneno que ele dava a nós e coloquei em um único copo, na última noite antes que Anthony destruísse minha casa e me salvasse, coloquei em sua bebida, para que ele provasse do próprio remédio, mas não sabia que ao fazer isso meu irmão morreria. Algo peludo passou entre as minhas pernas, peguei aquele gatuno nos braços e afaguei sua cabeça, o coloquei no chão e comecei a sair do quarto, fechei a porta, desci as escadas e uma mesa farta estava posta, me sentei ao lado de Anthony que estava lendo o jornal, parecia que uma rebelião de bruxos fugidos do norte da Europa, ninguém além de mim sabia o que realmente tinha acontecido, os selos tinham sido quebrados e aqueles dois estavam no trono. As manchetes diziam: “Onda nórdica invade a Grã-Bretanha”. Damon vinha subindo do porão quando me viu, levantou as sobrancelhas e falou:
- Pequeno Sollen, e agora o que fará? – eu olhava de Damon para Anthony que estava lendo o jornal.
- O que espera que eu faça, me case com uma nórdica? – aquele tom dele eu conhecia, mas ele nunca tinha usado comigo.
- Talvez, você é viúvo, isso pode acalmar a fúria do povo, os nórdicos brigam com qualquer um nos bares, o Tom já fez várias denúncias ao ministério. – Alvos descia a escada sorridente como se estivesse ganho o dia com alguma coisa.
- Alguém disse casamento? Que noticia fantástica, quem vai casar? – perguntou ele sorridente enquanto sentava e comia uma torrada e tomava um suco de maçã.
- Bem, eu tenho que achar uma nórdica bonita, tem que ter uma voz encantadora e se doce, por que se for outra de gênio forte. – ele mudou a página do jornal, Damon e Alvos trocaram sorrisos e me olharam – Ela tem que ser forte, conhecemos alguém assim? – ele continuava a ler o jornal até Damon começou a tossir, Anthony baixou o jornal e me viu, ficou surpreso. – Achamos a minha noiva meus caros. – disse ele sorrindo disfarçando a surpresa inicial.
- E quem disse que eu quero casar com você! – rebati – Podemos continuar como estávamos antes, como um tipo de namoro.

- Isso não vai ser possível minha cara Elsa, como ministro eu tenho que manter certos padrões e por conta desse levante nórdico se você continuar a morar aqui em casa algumas dúvidas irão surgir, como por exemplo por que eu mantenho uma mulher nórdica em minha casa. – eu suspirei, sabia reconhecer uma derrota, foi assim da última vez, mas Edward me ajudou a fugir do castelo antes que eu fosse pega por aquela magia. Anthony se levantou, parou em minha frente, pegou algo em seu bolso, era uma caixinha, eu estava ficando vermelha, era normal quando eu ficava com vergonha e com certeza eu estava muito envergonhada naquele momento, ele se ajoelhou, abriu a caixa e dentro tinha um anel, minha boca estava aberta, coloquei a mão no rosto. – Elsa Freya Arkin eu Anthony Vipero Sollen que me casar com você. – ele pausou e respirou fundo. – Aceita se casar comigo?.