18 de julho de 2015

Ato Quatro - Velhos amigos

Estávamos frente a frente, ela estava com um vestido vermelho, seu olhar estava baixo e longe, algumas lagrimas caíram de seus olhos, passei a mão em seu rosto, olhei em seus olhos, ela me deu um beijo, foi inesperado, mas retribui. Ela me abraçou, sentia seu coração acelerado, abracei-a fortemente. Ela parecia que ia falar, mas beijei-a, ela entendeu.
- Vá para casa, eu vou assinar uns papeis- falava enquanto olhava em seus olhos- você pode fazer isso por mim amor? – perguntei.
-Está bem, eu vou ficar te esperando. – falou ela docemente, sorrio de lado e saiu caminhando.
Sai da sala, segui em direção do meu escritório, haviam sim alguns papeis para eu assinar, mas não era esse o principal motivo, minha adorável amiga Road, tinha descoberto aquilo que eu queria em Hogwarts, eu confiava tanto na diretora Minerva McGonagall quanto ela confiava em mim. Abri a porta e ela estava lá, sentada em minha cadeira girando.
- Road, faz tempo que não nos vemos não?!- Ela gargalhou e eu sorri de volta
- O que estava fazendo, estava conversando com nórdicos? – falou ela, colocou as mãos na mesa e olhou para mim fulminantemente.
- Você sabia, então por quê perguntou? – revirei os olhos, fechei a porta, andei e me sentei na cadeira a frente dela, coloquei as pernas, cruzei os braços e sorri. – O que descobriu sobre aquela pessoa?
- Haviam treze amarras prendendo-o, agora só quatro, contudo se ele se soltar, nada acontecerá com a estrutura da escola e a diretora nem desconfia que você escondeu ele lá. – gargalhei com o que ela me disse.
- Quem diria que esconder Axel lá daria certo, vocês achavam que iria dar errado, principalmente depois que Dumbledore morreu, mas lá ele está até hoje.
- Você ficou com medo depois que as estruturas da escola foram comprometidas na invasão de Voldemort e os comensais? – foi uma pergunta interessante, eu mordi meu dedo e comecei a olha-la mais fundo.
- Veja minha cara Road, quando Tom Riddle foi derrotado, eu desaparatei e fui em direção da câmara secreta, peguei um caminho mais rápido para ver as amarras, ele estava lá, adormecido, coloquei mais alguns feitiços de proteção a mais. – ela me fitava incrédula. – Sabe aqui no ministério, as paredes têm ouvidos, por isso não vou falar mais coisas. – falo – Quando sair, feche a porta, não quero ninguém entrando na minha sala sem permissão. – ela revirou os olhos.
Levantei, andei em direção da lareira, peguei o pó de flúor, entrei na lareira.
- Serio Road, vá embora. – ela desaparatou e levou com consigo minha cadeira, respirei fundo para não fazer alguma besteira. – Mansão dos Sollen, Manchester. No primeiro momento estava vendo meu escritório no outro, minha sala de estar.
Estava em casa, me sentei na poltrona e peguei o jornal, a edição noturna do Profeta Diário vinha com imagens da bagunça dos nórdicos, do lado uma foto minha e de Elsa, a manchete dizia:
“Ministro Sollen anistia imigrantes subversivos em favor de noiva”
O ministro Anthony Sollen, hoje à tarde teve uma reunião com os chefes de família dos países nórdicos a portas fechados, durante as duas horas de reunião eles debateram, os problemas causados pelas famílias, a repercussão no mundo trouxa. Logo após a reunião a recém noiva do ministro Elsa Arkin apareceu na sala, eles tiveram uma breve conversa e logo seguiram caminhos opostos, ela para a residência deles em Manchester e ele para seu escritório. Fontes indicam que os lideres saíram satisfeitos com o acordo, contudo não temos mais detalhes.
Elsa desceu as escadas, com uma camisola preta, eu fiquei de boca aberta até que ela sentou no meu colo e fechou minha boca, sorrio.
- Parece que nunca me viu Senhor Sollen? – perguntou ela sorrindo, seus olhos brilhavam.
- Nunca em trajes tão informais. – respiro um pouco, mordo meu polegar- Se bem, que já te vi sem roupas. – gargalhei.
-  Que maduro ministro. – falou ela e socou meu ombro de leve – eu quero escolher a data do nosso casamento para o dia 23 desse mês, foi o dia do nascimento da minha mãe. –fui pego de surpresa, achava que esse negócio de casamento iria demorar mais alguns meses, ou pelo menos depois do início do ano letivo.
- Nossa amor, já nesse mês, eu pensei que iriamos casar em setembro. – ela fechou a cara pra mim – Poderíamos casar em maio, mês do casamento dos meus pais. -falei tentando sorrir, ela se encostou no meu peito.
-  Sabe Sollen, por um momento eu achei que você fosse ignorar por completo nosso casamento. – ela se ela se levantou, então eu peguei sua mão, me levantei e fiz ela se sentar.

- O que houve com vocês no norte, vi vislumbres do que aconteceu, mas nada muito relevante então eu quero ouvir da sua boca minha querida noiva, o que aconteceu com você?