6 de dezembro de 2013

Ato Nove

Havia exatamente cinco meses desde a ultima vez que o vi, ele estava com um rosto triste, parecia ter passado a noite em claras, fiquei curiosa e apreensiva para saber oque ele queria falar comigo, fui tola ao achar que Ed me receberia de volta com os braços abertos depois da minha ida ao Brasil atrás de Anthony, ele estava magoado e tinha razão, eu o larguei.
- Anthony Vipero Sollen, faz 16 anos que nos conhecemos e soubemos que nosso destino estava ligado. Quando o ovo de Damon apareceu!- ele me olhava com uma cara de choro, parei, ele foi buscar a comida e nada falou. Ele trouxe um frango assado, arroz a grega e as bebidas, eu me servi e esperei ele comer. Ele se serviu e antes de comer ficou olhando para mim com uma cara risonha e então comeu. Eu fiz o mesmo, ele se serviu com vinho, os olhos dele brilhavam com a muito tempo eu não via.
- Alice Fellatio ou Alice Lannister?- ele ainda tinha o sorriso no rosto, mas não olhava para min.
- Ai só depende de você!- ele olhou nos meus olhos se levantou, pegou minhas mãos me puxou e me deu um beijo.
- Você- dei-lhe uma tapa- é o mesmo garoto de 16 anos atrás... - ele não me deixou terminar, me puxou para junto de seu corpo e me beijou novamente! Quando finalmente me soltou me conduziu ao meu lugar e voltou ao seu olhou no relógio e riu de novo.
- Espero que se agrade com essa noite minha cara Alice Sollen!- Não sei porque mas fiquei vermelha, ele levantou a taça e disse- a você!- Edward apareceu.
-O que está fazendo aqui com ele Alice?- Anthony como se soubesse se levantou e seguiu andando até as minhas costas e perguntou baixinho:
- Ele ainda é o Arconte- respondi negativamente com a cabeça, ele foi até a árvore, tinham dois presentes, ele os pegou e deu um a mim e a Edward.
- Feliz Natal!- pegou minha mão e desaparatou!
Pelo menos foi isso que eu pensei, ainda estávamos em casa, barulhos de pessoas descendo a escada, Road Camelot, Tick-Mick e uma ruiva que eu não reconhecia.
-Sollen, o que você fez, a explosão deu para ser sentida daqui!- como assim explosão, não tinha sentido nada.
-Minha cara Road, você não imagina o que eu fiz. - ele estava radiante, com um sorriso maldoso, abri o presente que estava em minhas mãos, tinha um bilhete dizendo:
“Parabéns, você está viva, mas seu companheiro não, feliz natal, esses são os votos do Lord Julien Lanchester para você.”
-Você matou Edward. – indaguei, ele tinha um ar de satisfeito no rosto.

-Matei, vingança é um prato que se come frio pelas beiradas, como já dizem os brasileiros, eu sabia que ele viria e preparei essa armadilha, não ficou boa. Para enganar o inimigo primeiro tem que enganar os amigos. Nem Road, nem Tick, nem ninguém sabia do meu plano, só perceberam por causa da explosão, sinta-se honrada por ainda estar viva Alice Lannister Felatio.  Branca meu amor, faça o favor de colocar nossa convidada ao quarto dela e reforce as defesas da casa, ninguém mais aparata ou desaparata de dentro desta casa, e nossa convidada não ira sair do quarto, vocês podem usar de força se ela o tentar- ele se virou para mim- suas varinhas- não tive escolha, dei minhas varinhas a ele.

5 de dezembro de 2013

Ato Oito

Fiquei um pouco descontente por meu afilhado, não iria parar a guerra por nada, nem por ele! Teria minha vingança contra Edward e Alice voltaria para min nem que fosse dentro de um caixão, não sabia dizer se ainda a amava ou não, um turbilhão de sentimentos fazia meu coração girar. Naquela noite não tive sono, então fiquei repassando os planos, eu Road e Tick-Mick atacamos junto com os lordes de cara e meu exercito ataca por traz e pelos lados, seria um bom plano e não era meu, mas tinha uma falha o elemento surpresa, eu não o tinha comigo, Edward conhecia meu exercito, e meu amigo ministro fez o favor de dar seus planos de bandeja ao inimigo, acabamos de sofrer uma baixa, se bem que se ela fosse à guerra eu a mataria, ela matou meu afilhado, aquela vadia da Margaryh White. Eu e Cyril tivemos uma conversa com o ministro, uma ideia para nós dar mais algum tempo, ele tinha algum prestigio e sozinho conseguiria mais aliados, ele teria que me dar o controle do ministério, forjando sua morte poderíamos colocar a Inglaterra contra Edward. Mesmo que eu não quisesse admitir meu afilhado Antônio me fez pensar porque milhões teriam que lutar uma batalha de três, ele conseguiu mexer comigo naquele dia. O sono já estava chegando e eu não iria lutar, antes de me entregar ao sono escrevi uma carta destinada a Alice.
“Sei que você deve ser a ultima pessoa da terra a querer falar comigo, sei de tudo que fiz e tudo que te fiz passar, nada foi como esperávamos eu sei, mas, será que não mereço nem mais uma chance, todos merecem até eu, eu acho, se quiser conversar, me encontre na nossa casa no pico da neblina, dia 24 de dezembro às 10 horas da noite, se não aceitar pelo menos mande a coruja de volta.”
 De: Anthony Vipero Sollen.
Faltavam exatamente três dias para o natal, pedi a Cyril para comandar os assuntos bélicos enquanto eu passava o feriado no brasil. Fiz uma replica da minha casa e a fiz ir ao pico da neblina. Não sabia dizer se ela iria ou não, mas a coruja voltou ao meio dia, eu também não pedi uma resposta dela, só pedi uma chance para conversar. A casa já estava decorada como minha antiga governanta Mrs. Print fazia, escolhi um pinheiro e trouxe para casa, só tinha o presente de Eddard, não sei bem o que era, pois deixei isso nas mãos de Road, que insistiu que a deixasse ficar caso fosse uma armadilha, mas ela não sabia que eu já tinha um plano, se eu desapartasse da casa e ainda tivesse alguém lá a casa explodiria.

Mandei uma coruja ao meu amigo fiscal Vinícius Machado, queria que Cyril tivesse uma audiência com o presidente bruxo do Brasil. Queriam eles comigo, a América central já estava, bruxos e mais bruxos foram se encontrar com o representante de Julien Lanchester no castelo do Caribe. Todos os países me juraram fidelidade com uma condição, os Estados Unidos e o Brasil estarem na minha aliança contra o norte. Em compensação, Portugal, Espanha, França, Holanda, China, Coreia do Norte, Rússia e a Groelândia se juntaram a Edward. Passei os dias lendo os diários do meu pai, aprendi um ou dois feitiços novos, descobri o porquê ele se juntou a Voldemort, o porquê de se esconder em Hogwarts e também como. O dia chegou e fiz algumas comidas típicas Brasileiras. Tudo estava pronto para um jantar, mandei o gato embora, pois não sabia se conseguiria desaparatar com ele. Segui para um cabelereiro no Pará mesmo, cortei meu cabelo curto e espetado e a barba ao estilo de Siegfryd. Voltei para casa já eram dez para dez, fiquei meio apreensivo, mas exatamente às dez horas ela apareceu na minha lareira.

1 de dezembro de 2013

Ato Sete

Estava preocupada. Meu filho tinha me mandado um patrono há alguns dias falando que tentaria falar com um dos Lordes, tentar parar a guerra, disse também que a tentativa com Anthony Sollen tinha falhado, eu sabia que não iria dar certo, ele não tinha duas palavras.
- Beatrice eu vou a Manchester procurar meu filho! Deixe tudo pronto, a guerra pode começar a qualquer momento. Teremos de apoiar o rei e os Mendoza. - desaparatei na frente da casa dos Sollen. Uma garota de cabelos roxos atendeu:
- Lady de Lannister a que devemos essa honra- seu sorriso infantil quase me enganou.
- Vim falar com Anthony Sollen!
- Ele não pode atendê-la no momento, ele se encontra em uma reunião com o Ministro.
- Eu posso espera-lo tenho todo tempo do mundo, creio que me deixará entrar na casa da minha prima.
- Não creio que meu patrão se agrade com sua presença Baronesa Carmesim!- percebi que ela era da inteligência do exercito inimigo, poucos sabiam do meu titulo, ouvi uns barulhos vindos do interior da casa.
- Você protela tão bem quanto eu, Road. Lady Liriel há quanto tempo, desde meu casamento eu acho a que devo essa inesperada visita, afinal lobos e leões não ficam muito bem juntos a não ser que contra um inimigo maior. - ele tinha se informado, sabia do dom da família, não foi Alice tinha certeza ela não lhe diria nada.
- Não foi sua prima eu lhe asseguro, tenho pessoas infiltradas no alto escalão dos países inimigos desde que sua prima sumiu há três meses!- ele era um ótimo Legilimence, se infiltrou em minha mente e nem percebi. - O que quer, não posso zelar por sua segurança por muito tempo Liriel. Vá logo ao assunto... - ele parou e olhou no fundo dos meus olhos, isso me deu medo mas tinha que continuar, era a vida do meu filho que estava em jogo.- ahhh agora entendo o motivo de sua visita, não sei do meu afilhado há dias, ele veio aqui tentando o fim da guerra não lhe dei ouvidos, não sei onde ele está! Se for só isso nossa conversa acabou aqui!- lagrimas caiam dos meus olhos, onde estava aquele Anthony Sollen que quis batizar meu filho mesmo depois dele fazer 11 anos em seis de julho de 2000, o bondoso que sempre fazia visitas, aquele que cuidou do meu filho quando o pai dele morreu que o fez aderir à religião. - temo que esse Sollen morreu! Seu tempo acabou os Aurors não vão pegar leve por você ser minha parenta, mais uma coisa oque seduz um homem são um olhar, um decote e uma conversa.- desaparatei voltei para Espanha tentando pensar nas dicas que ele me deu por meio dos códigos, sabia que não poderia me dizer tudo que sabia, ele me disse que uma Lady tinha saído com meu filho e desaparatado, agora o problema era saber qual, Hermione Granger ou Margary White.

- Lady Liriel. Acharam quem matou seu filho. - meu filho estava morto, não podia ser, lagrimas quase saíram dos meus olhos, mas tinha que ser forte pelo menos até o final da guerra. - quem foi essa pessoa. - Beatrice trazia uma pessoa encapuzada, ela tirou o capuz e vi quem era, a Lady do sul, Margary White. Não tive duvida a matei sem hesitar, mandei sua cabeça para o ministério inglês.