23 de maio de 2015

Ato 1-O despertar

Elsa estava enrolada com meus lenções, uma camisa minha em suas mãos, os travesseiros molhados de lagrimas, um meio sorriso nos lábios, aquele momento foi uma epifania para mim, vê-la feliz. Me sentei na cama sem muito movimento, coloquei meu braço ao redor de seu corpo, falei ao seu ouvido.
- Essa é novidade, eu te ver dormindo, mas dessa vez eu não estou machucado. – ela abriu os olhos devagar, quando me viu me empurrou da cama com os pés, cai no chão rindo.- Ei essa doeu. – coloquei minhas mãos na cama e quando me levantei ela estava de camisola negra cobrindo seu corpo e uma varinha apontando para min.
- Quem é você e como pegou um fio de cabelo dele! – a varinha tremia em sua mão.- Fale logo!
- Calma Elsa, sou eu Anthony.- falei, tirei minha varinha do bolso e coloquei na cama.- amor sou eu.- o ambiente estava ficando frio.
- Não é possível ele está morto.-  ela brandiu a varinha e uma luz verde saiu e vinha em minha direção, meus instintos me fizeram me abaixar.
- Se me quer tanto morto é só avisar.- tinha que pensar rápido, algo que só nós dois sabíamos, seus passos se aproximavam de mim, ela estava dando a volta na cama, seus olhos azuis, só uma coisa vinha a minha mente agora! – Você matou Thor Arkin.- ela parecia abalada, caiu de joelhos, sua mão passava pelo meu corpo, ela chorava, seu sorriso era de orelha a orelha, um sorriso tão grande que mostrava os dentes, seu abraço tão forte que chegava a machucar, eu não lembrava que ela era mais forte que eu.
- Como? Onde você esteve? – antes dela perguntar mais alguma coisa eu a beijei, ela retribua, até que me empurrou, estava com cara de decida – Poderia ter me avisado – batia em mim, se ela estivesse com uma faca nas mãos eu estaria morto. – seu canalha, 2 anos! Dois anos que voltou e não falou nada.- eu me levantei, arrumei os amaçados na camisa, ela olhou para meu gesto, sorriu de lado – Britânicos e suas manias. – dei de ombros.

- Estou com fome, vou lá embaixo comer.- sai do quarto, desço as escadas em direção a sala.

11 de maio de 2015

O Último Encontro

Novamente eu acordava em uma cama, parecia um dejavu, Elsa ao meu lado, com as bochechas coradas, mas dessa vez meu corpo estava praticamente coberto de ataduras, mas esse era o preço para um feitiço experimental como aquele, mas esse foi o preço para estarmos vivos. Afaguei sua cabeça, o que foi uma má ideia pois meu braço estava dolorido, ela estava acordando.
- Isso está começando a parecer clichê, acordar cheio de feridas e com você ao meu lado. – falei rindo
- Não tenho culpa senhor Sollen, que o senhor entra sempre em confusão e se machuca. – seu sorriso estava radiante.
- Deita aqui comigo um minuto? – perguntei e ela se deitou ao meu lado, deixei meu braço estendido para ela fazer de travesseiro, o que se mostrou uma má ideia, quando eu ia falar ela colocou o dedo em minha boca e falou.
- Obrigado por me salvar dos espíritos. – ela parecia que ia chorar.
- Eu sei o quanto é difícil perder os pais-  a imagem de Siegfryd e Victoria mortos pairava na minha mente- mas você não podia fazer nada, eles estavam em maior número. – ela me abraçou e lagrimas caiam de seus olhos. De repente a porta se abre com uma Rose Sollen de olhos arregalados e parou na frente da cama, seguida por um Damon e um Alvos risonhos, quando os viu Elsa se levantou rapidamente.
- Não é o que vocês estão pensando.
- Você é minha noiva, além disso não os devemos satisfação. - foi a primeira vez que vi Damon estupefato.
- Bem, me pedir em casamento para chocar os espíritos de vingança, será que isso vale? – perguntou ela sorrindo e se sentando na cama.
- Muito heroico pequeno Sollen! – falou Damon.
- Pequeno Sollen, sério passarinho? – acho que acertei em seu ponto fraco, a sala ficou em silencio, uma tensão na sala, até que Damon começou a rir.
- Passarinho, não gostei, mas achei engraçado. Vou parar de te chamar de pequeno Sollen, já está na hora, você já se provou muitas vezes. –Elsa se levantou e saio do quarto enquanto discutíamos. – Sabe desde que chegamos ela está ai do seu lado.
- Há quanto tempo estão aqui? – perguntei.
- Rose chegou há dois meses, eu e Damon há 3 dias quando elas acharam que você estava melhorando o suficiente para receber visitas! – falou um Alvos risonho
- Há quanto tempo estou assim desacordado? – perguntei estupefato.
- Pelo que conversamos com Elsa há 3 meses.
- E Hogwarts, Dumbledore perceberia a falta de um aluno.
- Então Anthony, - falou Damon se sentando em uma cadeira ao lado da cama. – seu irmão tomou seu lugar, por sorte guardei cabelos seus, caso precisasse, mas seu diretor está morto, os comensais da morte invadiram o colégio e o mataram, mas você já sabia que isso ia acontecer, que ele ia morrer, digo- falou ele vendo minhas lagrimas escorrendo. – Agora tome seu tonificante.
- Claro porque eu consigo me mover muito bem! – falei tentando melhorar meu humor. – Doutor Alvos, poderia pedir para trocar de enfermeira, essa é muito feia e tem barba.
Nós começamos a rir, mas em minha mente começa a imaginar o estado dos meus amigos, além disso tinha que saber como meu irmão se comportou, seus atos, meu devaneio acabou quando um Damon risonho apertou meu rosto fazendo minha boca se abrir e derramou todo o liquido do copo.
- Poderia ter colocado um canudo ou pedir para eu abrir a boca, isso doeu! - falei em protesto
- Você pediu para eu ser trocado do setor o que queria?!- rimos muito disso, percebi que minha vista estava ficando negra.
Elsa entrou no quarto pegou em minha mão, olhou em meus olhos semicerrados, beijou minha testa e falou
- Boa noite amorzinho, boa volta para o colégio.- meus olhos começar a pesar e os fechei devagar, tudo foi escurecendo até o escuro total.

– Durma garoto, logo estará melhor! – disse uma voz familiar, mas a qual eu não reconhecia.