Novamente
eu acordava em uma cama, parecia um dejavu, Elsa ao meu lado, com as bochechas
coradas, mas dessa vez meu corpo estava praticamente coberto de ataduras, mas
esse era o preço para um feitiço experimental como aquele, mas esse foi o preço
para estarmos vivos. Afaguei sua cabeça, o que foi uma má ideia pois meu braço
estava dolorido, ela estava acordando.
-
Isso está começando a parecer clichê, acordar cheio de feridas e com você ao
meu lado. – falei rindo
-
Não tenho culpa senhor Sollen, que o senhor entra sempre em confusão e se
machuca. – seu sorriso estava radiante.
-
Deita aqui comigo um minuto? – perguntei e ela se deitou ao meu lado, deixei
meu braço estendido para ela fazer de travesseiro, o que se mostrou uma má
ideia, quando eu ia falar ela colocou o dedo em minha boca e falou.
-
Obrigado por me salvar dos espíritos. – ela parecia que ia chorar.
-
Eu sei o quanto é difícil perder os pais-
a imagem de Siegfryd e Victoria mortos pairava na minha mente- mas você
não podia fazer nada, eles estavam em maior número. – ela me abraçou e lagrimas
caiam de seus olhos. De repente a porta se abre com uma Rose Sollen de olhos
arregalados e parou na frente da cama, seguida por um Damon e um Alvos
risonhos, quando os viu Elsa se levantou rapidamente.
-
Não é o que vocês estão pensando.
-
Você é minha noiva, além disso não os devemos satisfação. - foi a primeira vez
que vi Damon estupefato.
-
Bem, me pedir em casamento para chocar os espíritos de vingança, será que isso
vale? – perguntou ela sorrindo e se sentando na cama.
-
Muito heroico pequeno Sollen! – falou Damon.
-
Pequeno Sollen, sério passarinho? – acho que acertei em seu ponto fraco, a sala
ficou em silencio, uma tensão na sala, até que Damon começou a rir.
-
Passarinho, não gostei, mas achei engraçado. Vou parar de te chamar de pequeno
Sollen, já está na hora, você já se provou muitas vezes. –Elsa se levantou e
saio do quarto enquanto discutíamos. – Sabe desde que chegamos ela está ai do
seu lado.
-
Há quanto tempo estão aqui? – perguntei.
-
Rose chegou há dois meses, eu e Damon há 3 dias quando elas acharam que você
estava melhorando o suficiente para receber visitas! – falou um Alvos risonho
-
Há quanto tempo estou assim desacordado? – perguntei estupefato.
-
Pelo que conversamos com Elsa há 3 meses.
-
E Hogwarts, Dumbledore perceberia a falta de um aluno.
-
Então Anthony, - falou Damon se sentando em uma cadeira ao lado da cama. – seu
irmão tomou seu lugar, por sorte guardei cabelos seus, caso precisasse, mas seu
diretor está morto, os comensais da morte invadiram o colégio e o mataram, mas
você já sabia que isso ia acontecer, que ele ia morrer, digo- falou ele vendo
minhas lagrimas escorrendo. – Agora tome seu tonificante.
-
Claro porque eu consigo me mover muito bem! – falei tentando melhorar meu humor.
– Doutor Alvos, poderia pedir para trocar de enfermeira, essa é muito feia e
tem barba.
Nós
começamos a rir, mas em minha mente começa a imaginar o estado dos meus amigos,
além disso tinha que saber como meu irmão se comportou, seus atos, meu devaneio
acabou quando um Damon risonho apertou meu rosto fazendo minha boca se abrir e
derramou todo o liquido do copo.
-
Poderia ter colocado um canudo ou pedir para eu abrir a boca, isso doeu! -
falei em protesto
-
Você pediu para eu ser trocado do setor o que queria?!- rimos muito disso,
percebi que minha vista estava ficando negra.
Elsa
entrou no quarto pegou em minha mão, olhou em meus olhos semicerrados, beijou minha
testa e falou
-
Boa noite amorzinho, boa volta para o colégio.- meus olhos começar a pesar e os
fechei devagar, tudo foi escurecendo até o escuro total.
–
Durma garoto, logo estará melhor! – disse uma voz familiar, mas a qual eu não
reconhecia.
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