27 de outubro de 2015

Ato Cinco - A fatidica conversa

- Sabe, eu não queria falar nesse assunto agora. – disse-me ela, colocou a mão no rosto depois de apoiar os cotovelos no joelho.
- Eu sei que não, ninguém quer falar, mas é preciso, como eu já disse vou atrás dele mesmo que tenha que ir sozinho, eu irei depois do casamento. – Me deitei no sofá e coloquei meu braço no rosto – Sabe, quando eu o conheci, ele era um garoto novo em hogwarts e eu estava passando por alguns problemas, ele foi meu único amigo, quando eu tive uma luta crucial pelo mundo, ele estava lá comigo, me ajudou a derrotar o Pai dos pecados.
- Quem foi seu primeiro amor colégio? – ela me perguntou, levantei o braço um pouco, vi sua expressão facial, ela tinha um sorriso no canto do rosto.
- Eu estou falando sério! – Respirei fundo – Eu estava falando de salvar meu melhor amigo e você vem perguntar por Lilá Brown, vamos Elsa, fale sério, você é a regente nórdica, ultima da família real, tem uma grande responsabilidade em suas mãos, ajudar seus conterrâneos a viverem melhor aqui no país! – quando olhei-a outra vez, lagrimas caiam dos seus olhos, me levantei e me sentei aos seus pés, coloquei meu rosto em seu colo e continuei a falar – Sabe que eu também tinha os mesmos medos que você, eu não sabia como iria derrotar Lady Halleck, mas sabia que tinha que fazer.- fiz uma pausa- Sabe esses dois paspalhões, são minha família, me ajudaram em tudo, me ensinaram feitiços, me ensinaram a história do mundo, me moldaram como pessoa.
- Você sabe como levantar uma pessoa. – falou ela olhando em meus olhos e alisando meu cabelo – Você sabe onde eu vivi – eu revirei os olhos.
- Veja, eu vivi aqui, o cara que eu chamava de pai era um impostor, mas ele era muito legal, quando ele foi assassinado na minha frente, minha mãe me amarrou, me fez beber veritasserum para falar a verdade, mas tenho certeza que me torturaria para saber quem o havia matado, Victoria não era bem, a mãe do ano. Não que eu esteja reclamando, mas eu vivi sozinho nessa casa, você tinha seus irmãos... – ela me interrompeu.
- Você seus amigos em hogwarts – sorri de lado com o que ela falou.
- Nem tanto, eu gostava de impressionar, fiz isso com o professor Slughorn, ele gostava de ter os melhores e mais badalados alunos ao seu redor, mas na época meu pai acabara de morrer- fiz uma aspa com os dedos- eu era o filho do comensal da morte, para eles não era ninguém, amigo de Harry Potter, não gosto de segundos lugares, na primeira aula do velho Slug, eu fiz uma Felix Felicis, segundo ele, a minha foi a segunda melhor – respiro fundo- Harry conseguiu a melhor poção, estava com o livro do Snape, mas não tiro seu mérito soube seguir bem as instruções. – ela começou a rir.- Você não seguiu as instruções! – disse-lhe eu.
- Quais instruções eu não segui? – perguntou Elsa com uma cara de dúvida.
- A de escolher o melhor partido e não o vilão. – ela tinha uma cara de choque – Eu não sou quem você acha amor... – fui interrompido por ela.
- Você é a melhor pessoa que existe, você me salvou quando poderia ter corrido.
- Todos os meus problemas começaram quando eu dei a pedra filosofal ao Pai, ele ia destruir todos os seres viventes, roubar suas almas, isso em 94, em 96 eu salvei o mundo de Lady Halleck, salvando assim a minha vida, acho que o único gesto altruísta que eu tive, foi não matar Victor Fellatio quando ele te ameaçou! –a cara dela, estava meio abismada. – Por isso eu não fui atrás de você quando terminei Hogwarts. –
Me levantei, comecei a andar pela sala, me virei e olhei para ela e escutei uma voz um tanto familiar.

- Anthony Sollen- dizia uma voz feminina vinda do alto, olhei automaticamente para cima, meus sentidos se foram.

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