Eu estava novamente no
infinito estelar, onde tinha passado aqueles meses com Dean, como ele era um
tanto entediante, passei a vislumbrar as estrelas, aquela voz vinha da
constelação de libra, a frente tinha uma mulher, seu rosto estava meio escuro e
irreconhecível.
- O que está fazendo? Qual o
seu real objetivo pequeno Anthony?
- Realmente importa o que eu
quero fazer libriana? – perguntei.
- Reconhece as constelações,
que garoto exemplar – revirei os olhos-
Salvou seu pai, mas nem ao menos fala com ele desde que voltou, fez uma
barganha em que sairia perdendo e continua a brincar com a balança. – eu sorri
com o que ela disse.
- Bem, meu pai- sorri
arrogante- tem o que pediu, poder, o poder do anel dos deuses. – fiz uma pausa,
respirei fundo – ele deve estar atrás de uma tal de Helena Queen, que por acaso
está morta. – fiz uma cara de criança inocente. – Sabe aquela aposta foi bem
interessante embora, eu possa me dar muito mal e ficar aqui por toda eternidade
vendo ele usando meu corpo. – me virei e apontei as estrelas da constelação de
Câncer –Sabe, segundo muitos eu sou um psicopata em busca de uma redenção, mas
eu sou apenas um canceriano que diferente dos habituais nativos da constelação,
não sou apegado aos meus sentimentos, logico há alguma exceção.
- Como quem, Alice? – ela
gargalhou – Janeiro de 97, vocês se encontraram e se apaixonaram, pode ser que
as vidas passadas tenham feito terem uma atração fatal, mas vocês se amaram
isso eu posso dizer e a linda Elsa Arkin, a qual você guardou no seu coração
por anos a fio, talvez possamos falar de sua primeira paixão Hermione ou quem
sabe sua primeira namorada Lilá. – revirei os olhos.
- Vocês seres celestias deveriam ser
mais diretos, embora o pouco tempo que passei por aqui percebi a solidão que
passam, tentam estender ao maximo a estadia e a conversa, mas eu realmente
queria voltar para minha noiva e para meu corpo. – sorri ao falar.
- Sabe Anthony, você não passa de um arrogante e prepotente
que tem um pouco mais de poder que a maioria das pessoas, com isso acha que
todos lhe devem obdiencia, mas se aqueles que te seguem se unirem, você corre
um serio risco de vir passar a eternidade aqui. – eu a interrompi.
- Rodeios, rodeios e rodeios, seja direta Libriana!- disse eu
sem paciencia.
- Você pode achar que tem todo o controle da situação mas
será traido por alguém muito proximo.
- Como quem? Os Noés? Já
sei, meu pai, quem sabe meu irmão e ainda temos minha amada Elsa Arkin! Minha
cara Libriana, você sabe muito bem quem eu não estou no conselho dos Doze atoa,
sim eu sou arrogante, sim eu prepotente e sim eu sou muito orgulhoso, mas uma
coisa que eu não sou é desprevenido. – eu sorri maliciosamente. – Eu nunca
entro em um jogo para perder, nunca.
- Não estou entendendo, está
falando que sabe de tudo? – perguntou me ela.
- Não sei de tudo, – me
aproximei dela e peguei em sua mão – mas tenho consciência que posso ser traído
e criei protocolos para ao menos poder derrotar quem atentar contra mim. –
puxei-a para os meus braços e comecei a dançar com ela uma valsa sem música. –
Por exemplo, se minha futura esposa tentar a me matar, meu atual representante
Cyril Camelot irá começar a operação Ragnarok, onde todos os cidadãos oriundos
dessa imigração nórdica serão executados... – ela me interrompeu.
- Então você deu a Damon
Sollen o comando, para quando os Noés se rebelarem e deu o nome de operação
Hiroshima?! – eu ri um pouco.
- Ouvindo você falar assim
parece que foi uma coisa idiota – falo ao seu ouvido
- Isso é um flerte
Canceriano? – perguntou ela me afastando
- Bem, você está aqui, eu
estou aqui, pensei que poderia acontecer alguma coisa. – falo rindo, ela
pareceu perder a paciência.
- Guarde minhas palavras
Anthony Sollen, você será traído e nenhum desses seus planos dará resultado,
lance bem os dados pois o jogo do caminho começou! – disse ela e me empurrou,
no momento seguinte eu estava de volta no meu corpo, com Elsa, Rose, Damon,
Alvos, Russel e Siegfryd ao meu redor.
- Olá família, como vocês
estão? – falei rindo – Estou muito bem, só não estava dormindo bem, então
apaguei.
- Engraçado Anthony, mas
fazem dois dias desde que você dormiu – falou meu pai secamente.
- Então pai, achou sua
rainha? – perguntei rindo, ele me fuzilou com os olhos – poderiam sair,
gostaria de falar a sós com meu pai.
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