4 de novembro de 2015

Ato Seis- Infinito estelar

Eu estava novamente no infinito estelar, onde tinha passado aqueles meses com Dean, como ele era um tanto entediante, passei a vislumbrar as estrelas, aquela voz vinha da constelação de libra, a frente tinha uma mulher, seu rosto estava meio escuro e irreconhecível.
- O que está fazendo? Qual o seu real objetivo pequeno Anthony?
- Realmente importa o que eu quero fazer libriana? – perguntei.
- Reconhece as constelações, que garoto exemplar – revirei os olhos-  Salvou seu pai, mas nem ao menos fala com ele desde que voltou, fez uma barganha em que sairia perdendo e continua a brincar com a balança. – eu sorri com o que ela disse.
- Bem, meu pai- sorri arrogante- tem o que pediu, poder, o poder do anel dos deuses. – fiz uma pausa, respirei fundo – ele deve estar atrás de uma tal de Helena Queen, que por acaso está morta. – fiz uma cara de criança inocente. – Sabe aquela aposta foi bem interessante embora, eu possa me dar muito mal e ficar aqui por toda eternidade vendo ele usando meu corpo. – me virei e apontei as estrelas da constelação de Câncer –Sabe, segundo muitos eu sou um psicopata em busca de uma redenção, mas eu sou apenas um canceriano que diferente dos habituais nativos da constelação, não sou apegado aos meus sentimentos, logico há alguma exceção.
- Como quem, Alice? – ela gargalhou – Janeiro de 97, vocês se encontraram e se apaixonaram, pode ser que as vidas passadas tenham feito terem uma atração fatal, mas vocês se amaram isso eu posso dizer e a linda Elsa Arkin, a qual você guardou no seu coração por anos a fio, talvez possamos falar de sua primeira paixão Hermione ou quem sabe sua primeira namorada Lilá. – revirei os olhos.
- Vocês seres celestias deveriam ser mais diretos, embora o pouco tempo que passei por aqui percebi a solidão que passam, tentam estender ao maximo a estadia e a conversa, mas eu realmente queria voltar para minha noiva e para meu corpo. – sorri ao falar.
- Sabe Anthony, você não passa de um arrogante e prepotente que tem um pouco mais de poder que a maioria das pessoas, com isso acha que todos lhe devem obdiencia, mas se aqueles que te seguem se unirem, você corre um serio risco de vir passar a eternidade aqui. – eu a interrompi.
- Rodeios, rodeios e rodeios, seja direta Libriana!- disse eu sem paciencia.
- Você pode achar que tem todo o controle da situação mas será traido por alguém muito proximo.
- Como quem? Os Noés? Já sei, meu pai, quem sabe meu irmão e ainda temos minha amada Elsa Arkin! Minha cara Libriana, você sabe muito bem quem eu não estou no conselho dos Doze atoa, sim eu sou arrogante, sim eu prepotente e sim eu sou muito orgulhoso, mas uma coisa que eu não sou é desprevenido. – eu sorri maliciosamente. – Eu nunca entro em um jogo para perder, nunca.
- Não estou entendendo, está falando que sabe de tudo? – perguntou me ela.
- Não sei de tudo, – me aproximei dela e peguei em sua mão – mas tenho consciência que posso ser traído e criei protocolos para ao menos poder derrotar quem atentar contra mim. – puxei-a para os meus braços e comecei a dançar com ela uma valsa sem música. – Por exemplo, se minha futura esposa tentar a me matar, meu atual representante Cyril Camelot irá começar a operação Ragnarok, onde todos os cidadãos oriundos dessa imigração nórdica serão executados... – ela me interrompeu.
- Então você deu a Damon Sollen o comando, para quando os Noés se rebelarem e deu o nome de operação Hiroshima?! – eu ri um pouco.
- Ouvindo você falar assim parece que foi uma coisa idiota – falo ao seu ouvido
- Isso é um flerte Canceriano? – perguntou ela me afastando
- Bem, você está aqui, eu estou aqui, pensei que poderia acontecer alguma coisa. – falo rindo, ela pareceu perder a paciência.
- Guarde minhas palavras Anthony Sollen, você será traído e nenhum desses seus planos dará resultado, lance bem os dados pois o jogo do caminho começou! – disse ela e me empurrou, no momento seguinte eu estava de volta no meu corpo, com Elsa, Rose, Damon, Alvos, Russel e Siegfryd ao meu redor.
- Olá família, como vocês estão? – falei rindo – Estou muito bem, só não estava dormindo bem, então apaguei.
- Engraçado Anthony, mas fazem dois dias desde que você dormiu – falou meu pai secamente.

- Então pai, achou sua rainha? – perguntei rindo, ele me fuzilou com os olhos – poderiam sair, gostaria de falar a sós com meu pai.

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