Estava em Hogsmed, um bar
familiar no fim da do beco, Cabeça de Javali, o bar de Abeforth Dumbledore.
Mandei um patrono ao colégio com um acenar de varinha. Adentrei o bar estava
aquele velho decrépito limpando a bancada principal.
-Abe, quanto tempo. – Ele
me olhou como se não estivesse acreditando no que estava vendo.
-Sollen...- sua voz faltou,
eu pensei que ele fosse morrer ali mesmo. – Anthony Vipero Sollen, desaparecido
em 2000. Não acredito é você mesmo, venha tome um gole do meu melhor Whisky.-
Raciocinei rápido.
-Você não é Abeforth Dumbledore,
quem é você.
-Não reconhece as ilusões
do seu melhor amigo. Anthony, isso não é nada legal. - sua forma estava
mudando, os cabelos ainda continuavam brancos, a altura diminuía alguns
centímetros e com uma cicatriz na mão que ele não fazia questão de esconder.
-Edward Allen! Pelo que
lembro você foi um dos que tentou me deter à força na minha ida. O que quer? -
indaguei
-O que eu quero você
pergunta, eu quero vingança! Você matou meu pai-isso era verdade.
-Você matou o meu 1 a 1. -
ele estava perdendo a paciência, estava quase me atacando.
-Você, traiu minha
confiança!- isso me pegou como um jab certeiro!
-Esse é meu único
arrependimento!- lagrimas caiam dos meus olhos, fraquejei um instante, ele
estava preparado para me fazer algum mal, mas e fui sincero com ele, e acho que
foi isso que o fez me deixar ir. Eu dei as costas para ele o que a muito eu não
fazia por temer um ataque, mas, agora sabia que ele não me atacaria, não pelas
costas. Fui aos portões do colégio, meu velho amigo Nevile Longbotom vinha com
uma gata que o acompanhava de perto, como se fosse um cão de guarda, quando
eles chegaram a frente ao portão eu descobri quem era. Minerva Mcgonagal, a
diretora do colégio ao qual eu queria lecionar. Ele continuou andando, mas ela
parou por um momento voltou a sua forma humana, vinha imponente mesmo pela
idade avançada. Os portões do colégio se abriram com um acenar de varinha.
-A que devo sua visita
senhor Sollen. - ela indagou, conhecia seu estilo, tentaria me persuadir a
responder suas perguntas, mas, sabia bem como me esquivar.
- Estava em ostracismo,
tentei inutilmente por 10 anos viver como um trouxa... - ela me interrompeu.
- Então está se
candidatando ao cargo de professor de Estudo dos Trouxas. - Nevile ao seu lado
riu!
-Não, - disse calmamente – tenho
intenção de assumir a cadeira maldita! Nada menos que isso, só para não ficar
fazendo nada até o ano que vem quando com certeza serei transformado em
ministro da magia!- minhas palavras soaram arrogantes, Marrie sempre reclamava
quando eu fazia isso... Lagrimas caiam dos meus olhos. A sua lembrança fez o
vazio em meu coração aumentar, um arrepiu transpassou meu corpo, sua mera
lembrança faria isso com o meu corpo, ou melhor, faria isso comigo. – Nossa
conversa chegou ao fim senhora diretora! Espero uma coruja sua, ou melhor, uma
visita, se possível! Com a licença de vocês. - com aquelas palavras me despedi
deles e desaparatei. Aparatei na minha garagem, um Camaro SS 82 estava lá
parado, percebi que tinha uma frase escrita na parede (Wintter are comming) o
inverno está chegando, aquilo poderia significar tudo. Provações a serem
passadas, batalhas a serem travadas. Perdi-me em lembranças por alguns momentos
e ela estava ao meu lado com uma camisola preta, os olhos marejados, não tinha
estado de espirito para olha-la nos olhos, apenas ficamos lá na garagem olhando
as coisas. Tomei coragem e perguntei:
- Você estava lá desde o
começo não era- indaguei, ela limitou-se a balançar a cabeça negativamente,
abriu a boca, mas, logo voltou a fechar sem dizer uma palavra, a chuva começou
a bater no portão da garagem, então ela fez aquela pergunta àquela que eu não tinha
resposta, mas, iria responder sinceramente.
- Porque você fugiu?. – ela
estava chorando e tentou me olhar nos olhos, seu rosto branco estava vermelho,
eu devia isto a ela uma resposta séria e direta.
-Eu... Eu- inspirei fundo e
continuei- não tenho uma resposta ao certo de como eu pensava, mas não queria
me prender a nada, não queria uma âncora me prendendo a lugar nenhum! - ela
agora se distanciava mais de mim, eu não a culpava. Aproximei-me dela, ela não
esboçou nenhuma reação, mas quando coloquei a mão no ombro dela, Alice puxou
sua varinha e colocou no meu rosto pressionando contra minha bochecha.
-Me dê apenas um motivo
para eu não o matar agora, vamos!- vi a ira nos olhos dela, eu poderia ter feito
alguma coisa, mas a culpa era minha e tinha que arcar com as consequências.
-Eu não tenho nenhum motivo
plausível que possa lhe acalmar, e ainda acho que você está sendo calma demais.
Não sei se um dia irá me perdoar e tão pouco mereço. Mas não quero que você
carregue outro assassinato nas costas, não sei se vai me querer por perto então
pedi um emprego em Hogwarts, se não me quiserem lá vou para Romênia. - ela não
fraquejou em nenhum instante, mas, continuei a protelar- Alvos e Damon, eles
não vão se importar afinal aquela casa é minha!- com a outra mão me deu uma
tapa, não revidei, mas estranhei, eu estava muito passivo. Sem dar mais nenhuma
palavra fui ao meu quarto, da época de criança, nada tinha mudado. Dormi rapidamente,
mas antes a escutei chorando no quarto ao lado. Meu sonho foi um que há muito
não tinha. Estava no Stonehenge, eu de um lado e minha mãe do outro, eu soltava
uma maldição, o feitiço verde ia em direção a ela quando Alice entrava na
frente, minha oponente corria em direção ao corpo inerte no chão, e eu atacava.
- Morra bufão! Avada
Kedavra- o feitiço atingia Victoria pelas costas. Quando o corpo bateu no chão
pela segunda vez, eu acordei. Meu estado era deplorável, estava todo suado,
dormindo no chão com o colchão em cima de mim, levantei o colchão, até que não
estava pesado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário