Procurei minha farda no
guarda-roupa e não achei, lagrimas caiam dos meus olhos, lembrei-me de tudo que
passei no meu “exílio”, um gato entrou no meu quarto, tinha o pelo vermelho com
uma reta preta na parte de cima do corpo, seu nome era Eddard, um dos filhos do
meu gato, Narciso, morto por meu melhor amigo Edward Allen em 1996. O gato subiu
em cima do colchão e lá dormiu, olhei para o relógio e ainda eram 5 da manhã,
me deitei de novo, lá pelas 9 da manhã o gato começou balançar sua cauda no meu
rosto, até que era uma boa massagem, mas soltava muitos pelos, e eu me acordei.
Tomei um bom banho, meu cabelo estava sujo lavei-o. Fui tomar café, eu estava
com um sorriso no rosto, mas quando desci que olhe para ela, meu sorriso foi
embora e um sentimento de culpa veio. Sai de casa logo depois do café, ela foi
comigo, peguei meu carro, ela entrou colocou o cinto e saímos, liguei o som e
ela desligou. Estávamos a 10 minutos do ministério ela falou:
- Você vai importuna-lo de
novo não é. - ela indagou.
- Não, vou ver meus amigos,
e minha esposa vem comigo, só espero que ela não solte muitas indiretas. –
nossas trocas de farpas pareciam que não iriam acabar, foi ai que dei um cavalo
de pau, ela praguejou, mas continuei em direção de autoestrada, levei-a ao
restaurante onde comi na minha ida de bicicleta de Manchester a Londres, o
lugar parecia o mesmo. Entramos, ela estava atrás observava tudo que eu fazia e
todos que olhavam para min, escolhi uma mesa no canto para não chamar atenção,
o que não deu em nada, com seu vestido negro, Alice conseguiu chamar a atenção
de todo o restaurante. Logo à atendente veio nos atender.
-Posso ajuda-los senhores-
sua voz era doce como a de Marrie. Peguei-me pensando nela, nos nós beijávamos
e quando abri aos olhos para ver seu rosto era o de Alice que eu via. Ela usou
seus truques de Legilimence. Eu sorri, olhei para atendente e falei:
- Duas Coca-Cola geladas, e
um sanduiche, - olhei para minha adorada esposa, ela não esboçou nenhuma
reação. – isso é só!- a atendente, se foi e virei-me para minha esposa e
disse:- Acho que você ainda nutre algum sentimento por mim. Amor e Ódio são
sentimentos muito próximos, uma linha tênue os separa.
- Apenas sinto ódio de você
Sollen – eu a interrompi com minhas gracinhas para tentar melhorar minha
situação.
- Nem amor, nem docinho
apenas Sollen como você é fria, - meu lanche chegou – agora é serio, eu sei que
tudo que eu fiz foi errado- mordi um pedaço do meu lanche, terminei de mastigar
e continuei. – você pode até não me perdoar e o que eu fiz foi imperdoável. E
duvido que ainda me ame, contudo lembre-se de quais famílias nós viemos, eu um
Vipero Sollen, você uma Lannister Fellatio, temos uma fachada a manter, isso me
choca tanto quanto pode chocar a você. Em casa podemos tentar nos matar, mas na
rua, ai a coisa muda de figura- o rosto dela não mudou em nenhum aspecto- esta
certo amor. – indaguei.
- Certo amor agora só tem
uma duvida e quero que você me responda sinceramente. – assenti com a cabeça,
ela respirou fundo e falou. – Por que Marrie. – aquele nome me era como uma
faca que atrasava meu peito a cada vez que era dito.
- Porque ela era bonita,
inteligente, - parei para respirar e tomar um gole da minha coca – a quem eu
quero enganar, ela era igual... - cada palavra me doía como uma maldição
Cruciatos – igual a você, minha única lembrança do meu mundo- seu rosto parecia
horrorizado, lagrimas caiam dos seu olhos- não pense que sou uma pessoa boa,
não é isso, é que... Você não merece o que a fiz passar todos esses anos, sei
que nada que fizer vai mudar isso. - ficamos calados o resto do almoço todo, não
consegui terminar meu almoço, tão pouco ela tocou em sua coca, ela pediu a
conta, enquanto fui buscar meu dinheiro no carro, peguei uma cédula de vinte
libras da carteira, e voltei para o restaurante, quando entrei ela saiu, dei o
dinheiro à garçonete que me deu seu telefone, dizendo que quando precisasse de
um ombro amigo para desabafar poderia ligar. Voltei ao carro Alice não estava,
segui rumo a Londres, veria meus amigos por lá. Estacionei meu carro na frente
da sede da Ordem da Fênix, Largo Grimmold. Segui de metro para o ministério. Entrei
pela entrada de visitantes, Harry, Ronny e Hermione estavam me esperando no
átrio, seus sorrisos eram animadores, segui em direção à mesa deles, me sentei
e falei:
- O trio de Hogwarts, há
quanto tempo não os vejo, Potter, Granger e você Weasley, vocês mudaram estão
com aparência de muito velhos!- eu ri.
- Você parece o mesmo
Sollen, só que aparenta mais sabedoria e austeridade. Tem uma marca de mão no
rosto, parece que tem brigado com sua esposa. - Hermione lia as entrelinhas
como ninguém.
- Soube que quer assumir um
cargo em Hogwarts, ainda não desistiu de quebrar o tabu de um ano, pode tentar
mais não vai conseguir o Harry já tentou há 3 anos e não conseguiu, Hermione
também, não aguentou nem seis meses- interrompi Ronny.
-Só falta você ou será que
é obtuso demais- realmente eu odeio quem me compara com outras pessoas e me
coloca para baixo, ele tentou puxar a varinha, mas Harry interveio.
- Calma vocês dois, agora
me conte onde esteve- ele era bom para acalmar Ronny, mas não a mim.
- Fiquei no Brasil
disfarçado de trouxa- uma coruja toda negra pousou em meu ombro com uma carta,
peguei e li.
“Sollen, não consigo viver
com você, pensei que ficaríamos bem quando você voltasse, mas estava errada.
Nossa situação não pode ficar como está, quando receber esta carta já terei
partido. E você estava certo eu te amo, mas estava com ódio por ter escolhido
uma trouxa a min. Tenho em mente que algo está faltando em min para você
procurar trouxas para amar. Espero que me desculpe pelo que fiz, mas não
aguentava te olhar todos os dias sem poder fazer nada.”
De: Alice Lannister
Fellatio
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