8 de outubro de 2013

Ato Três

Procurei minha farda no guarda-roupa e não achei, lagrimas caiam dos meus olhos, lembrei-me de tudo que passei no meu “exílio”, um gato entrou no meu quarto, tinha o pelo vermelho com uma reta preta na parte de cima do corpo, seu nome era Eddard, um dos filhos do meu gato, Narciso, morto por meu melhor amigo Edward Allen em 1996. O gato subiu em cima do colchão e lá dormiu, olhei para o relógio e ainda eram 5 da manhã, me deitei de novo, lá pelas 9 da manhã o gato começou balançar sua cauda no meu rosto, até que era uma boa massagem, mas soltava muitos pelos, e eu me acordei. Tomei um bom banho, meu cabelo estava sujo lavei-o. Fui tomar café, eu estava com um sorriso no rosto, mas quando desci que olhe para ela, meu sorriso foi embora e um sentimento de culpa veio. Sai de casa logo depois do café, ela foi comigo, peguei meu carro, ela entrou colocou o cinto e saímos, liguei o som e ela desligou. Estávamos a 10 minutos do ministério ela falou:
- Você vai importuna-lo de novo não é. - ela indagou.
- Não, vou ver meus amigos, e minha esposa vem comigo, só espero que ela não solte muitas indiretas. – nossas trocas de farpas pareciam que não iriam acabar, foi ai que dei um cavalo de pau, ela praguejou, mas continuei em direção de autoestrada, levei-a ao restaurante onde comi na minha ida de bicicleta de Manchester a Londres, o lugar parecia o mesmo. Entramos, ela estava atrás observava tudo que eu fazia e todos que olhavam para min, escolhi uma mesa no canto para não chamar atenção, o que não deu em nada, com seu vestido negro, Alice conseguiu chamar a atenção de todo o restaurante. Logo à atendente veio nos atender.
-Posso ajuda-los senhores- sua voz era doce como a de Marrie. Peguei-me pensando nela, nos nós beijávamos e quando abri aos olhos para ver seu rosto era o de Alice que eu via. Ela usou seus truques de Legilimence. Eu sorri, olhei para atendente e falei:
- Duas Coca-Cola geladas, e um sanduiche, - olhei para minha adorada esposa, ela não esboçou nenhuma reação. – isso é só!- a atendente, se foi e virei-me para minha esposa e disse:- Acho que você ainda nutre algum sentimento por mim. Amor e Ódio são sentimentos muito próximos, uma linha tênue os separa.
- Apenas sinto ódio de você Sollen – eu a interrompi com minhas gracinhas para tentar melhorar minha situação.
- Nem amor, nem docinho apenas Sollen como você é fria, - meu lanche chegou – agora é serio, eu sei que tudo que eu fiz foi errado- mordi um pedaço do meu lanche, terminei de mastigar e continuei. – você pode até não me perdoar e o que eu fiz foi imperdoável. E duvido que ainda me ame, contudo lembre-se de quais famílias nós viemos, eu um Vipero Sollen, você uma Lannister Fellatio, temos uma fachada a manter, isso me choca tanto quanto pode chocar a você. Em casa podemos tentar nos matar, mas na rua, ai a coisa muda de figura- o rosto dela não mudou em nenhum aspecto- esta certo amor. – indaguei.
- Certo amor agora só tem uma duvida e quero que você me responda sinceramente. – assenti com a cabeça, ela respirou fundo e falou. – Por que Marrie. – aquele nome me era como uma faca que atrasava meu peito a cada vez que era dito.
- Porque ela era bonita, inteligente, - parei para respirar e tomar um gole da minha coca – a quem eu quero enganar, ela era igual... - cada palavra me doía como uma maldição Cruciatos – igual a você, minha única lembrança do meu mundo- seu rosto parecia horrorizado, lagrimas caiam dos seu olhos- não pense que sou uma pessoa boa, não é isso, é que... Você não merece o que a fiz passar todos esses anos, sei que nada que fizer vai mudar isso. - ficamos calados o resto do almoço todo, não consegui terminar meu almoço, tão pouco ela tocou em sua coca, ela pediu a conta, enquanto fui buscar meu dinheiro no carro, peguei uma cédula de vinte libras da carteira, e voltei para o restaurante, quando entrei ela saiu, dei o dinheiro à garçonete que me deu seu telefone, dizendo que quando precisasse de um ombro amigo para desabafar poderia ligar. Voltei ao carro Alice não estava, segui rumo a Londres, veria meus amigos por lá. Estacionei meu carro na frente da sede da Ordem da Fênix, Largo Grimmold. Segui de metro para o ministério. Entrei pela entrada de visitantes, Harry, Ronny e Hermione estavam me esperando no átrio, seus sorrisos eram animadores, segui em direção à mesa deles, me sentei e falei:
- O trio de Hogwarts, há quanto tempo não os vejo, Potter, Granger e você Weasley, vocês mudaram estão com aparência de muito velhos!- eu ri.
- Você parece o mesmo Sollen, só que aparenta mais sabedoria e austeridade. Tem uma marca de mão no rosto, parece que tem brigado com sua esposa. - Hermione lia as entrelinhas como ninguém.
- Soube que quer assumir um cargo em Hogwarts, ainda não desistiu de quebrar o tabu de um ano, pode tentar mais não vai conseguir o Harry já tentou há 3 anos e não conseguiu, Hermione também, não aguentou nem seis meses- interrompi Ronny.
-Só falta você ou será que é obtuso demais- realmente eu odeio quem me compara com outras pessoas e me coloca para baixo, ele tentou puxar a varinha, mas Harry interveio.
- Calma vocês dois, agora me conte onde esteve- ele era bom para acalmar Ronny, mas não a mim.
- Fiquei no Brasil disfarçado de trouxa- uma coruja toda negra pousou em meu ombro com uma carta, peguei e li.
“Sollen, não consigo viver com você, pensei que ficaríamos bem quando você voltasse, mas estava errada. Nossa situação não pode ficar como está, quando receber esta carta já terei partido. E você estava certo eu te amo, mas estava com ódio por ter escolhido uma trouxa a min. Tenho em mente que algo está faltando em min para você procurar trouxas para amar. Espero que me desculpe pelo que fiz, mas não aguentava te olhar todos os dias sem poder fazer nada.”

De: Alice Lannister Fellatio

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