26 de outubro de 2013

Ato Quatro

Lagrimas caiam dos meus olhos ao terminar de ler aquela carta, vi a preocupação em seus rostos, a provocação era normal éramos amigos, mas naquele momento não poderiam fazer nada para me ajudar. Só eu tinha aquele poder. Dei a chave do meu carro a Hermione e falei:
- Não confio neles para dirigirem meu bebê, por favor, leve-o em segurança a minha casa, obrigado por tudo- vi no rosto deles que ficaram desapontados com o rumo da nossa tarde em grupo- não fiquem assim não vou fugir de novo, eu acho. - sorri, eles seguiram meu exemplo- mandem minhas lembranças a Gina e ao ministro Hitches!
-Não éramos o trio de Hogwarts e sim o quarteto de Hogwarts, mesmo com você metido em suas confusões estava sempre conosco quando precisávamos, e nós nunca o ajudávamos em nada- interrompi Harry.
- Vocês são os melhores amigos que alguém poderia querer. E não poderiam me ajudar, morreriam na certa. Quase não sobreviveram ao ataque do polteisgast- seus rostos mudaram de expressão- mas não se preocupem, só venci uma batalha sem ajuda por que o resto se eu for pensar é de causar pena, - agora eles começaram a rir- e com isso me despeço tenho problemas a resolver. - desaparatei.
Apareci em um castelo antigo que tinha um cheiro de mar, só com a minha presença o castelo ganhou vida, sentei em meu trono e chamei.
-Alvos, Damon, Roy, Armand, Lestat, Marius, Roud, Tick-Mick, Conde, Noés.- um a um eles apareceram conforme meu chamado, cada um que aparecia me saldava:
- Lord Lanchester!
- Meus caríssimos amigos, a mais de 10 anos que não os vejo, tio Roy; meu querido parente Damon; Alvos meu amigo; meu trio de vampiros favoritos: Armand cuidado com as donzelas de hoje, podem confundi-lo com Edward Cullen; Marius cuidado com a bebida; e Lestat meu velho amigo como tem passado; e vocês a mais bela família que eu já vi, Tick-Mick; Conde do Milênio; minha querida Roud Camelot; e seu pai Cyril Camelot; Lulubel; Skin Bolick; Jasdevi e Divitto; e vocês que lutaram por min e eu ainda não sei o nome, é uma audácia não o saber. Quero encarecidamente pedir a ajuda de vocês. Minha querida esposa fugiu... - fui interrompido.
- Aquela que após 2 anos de casamento você deixou- indagou meu tio.
- Isso mesmo Roy Vipero, isso mesmo, estou para detonar uma guerra entre Grã-Bretanha e Espanha em busca de minha esposa, e gostaria de saber se seus antigos votos ainda são validos. - todos os murmúrios da sala cessaram, todos olhavam diretamente para o trono, para min. Damon e Alvos se olharam e meu parente falou:
- Estamos com você e nossa casa está a seu dispor!
- Nós os Noés estamos com você Sollen!
- Nós os vampiros estamos com você!
- Eu meu querido sobrinho, - por um momento a tensão da sala fez presente. – estou com você. Anthony Vipero Sollen!
- Então preparem suas armas que a guerra começará em 3 meses. As casas de Lannister e Fellatio sentirão a ira de um Lanchester. - todos eles desaparataram, eu fui o ultimo a sair. Fui para minha casa, meu carro ainda não estava lá, mas podia perceber que tinha alguém na casa. Entrei com varinha em punho, tinha a sensação que as sombras me seguia, mas aquilo não era possível. Eu mesmo o destruí, então Edward Allen estava sentado na minha poltrona.
- Demorou demais na sua reunião! Estou magoado de não ter sido convidado- eu interrompi sua encenação.
- Vamos logo Ed, não tenho a noite toda, oque você quer- eu fui direto ao ponto.
- Ela não quer ser encontrada, e não está na Espanha como você pensa, - minha expressão facial mudou. Não o atacaria não em minha casa, olhei a cicatriz em sua mão, eu mesmo a tinha feito.
- Eu só tenho uma pergunta querido amigo- eu não tinha o direito de fazer nada, eu fugi e ela seguiu com a vida dela, mais ainda assim eu era o “corno”. - Você e ela, tiveram alguma coisa.- indaguei.
- Sim, há pouco tempo ela se separou de min por que teve uma noticia sua, um vampiro idiota chamado Lenox, ouviu que ela oferecia muito dinheiro e falou conosco ela não hesitou e foi atrás de você, agora esta no Valrrala, comigo.
Levantei a varinha e meu patrono saiu em direção à casa do meu tio, ele trataria de falar aos outros que meus planos tinham mudado. Eu não tinha palavras para expressar o que eu estava sentindo, ele ainda estava lá me olhando. Apontei minha varinha para ele rapidamente sem lhe dar chances e o fiz desaparecer da minha casa, sentei na cadeira do meu pai. Eu não tinha o direito de fazer aquilo. Deveria pedir desculpas a ela, eu errei e ela pagou o preço, agora eu estava sofrendo as consequências dos meus atos. Em meio a esses pensamentos dormi, meu sonho mudou. O mundo estava acabando em guerras e meu exercito esmagava vários outros, ouvia vários gritos de clemencia e adorava aquilo, então o sonho mudou, vi Alice com um anjo, que era Edward, um arconte na verdade, eu via aquilo impotente, sem poder fazer nada, eles dois juntos se beijando.  Então eu acordei sabia o deveria fazer. Declararia guerra ao norte, teria apoio do Japão com certeza. Com certa dose de sorte poderia convencer Dimitre a me apoiar, isso já me bastaria, Damon conseguiria o apoio da Romênia. Será que eu tinha esse direito de começar uma guerra por causa de uma mulher, lembrei-me de Troia, quando Helena fugiu com Paris e Menelau começou uma guerra, no final- pelo menos do filme- Helena foge com Paris. Será que eu tinha o direito de deflagrar a terceira guerra mundial, então algo inesperado aconteceu, um patrono de uma loba apareceu, e disse:
- Me encontre na torre Eiffel às 2 horas da manha!- depois disso o patrono sumiu, olhei o relógio eram 01h40min da madrugada, daria tempo de um banho. Tomei banho, tomei um copo de água e desaparatei.
Aos pés da torre, uma pessoa envolta nas sombras da noite me esperava, eu não conhecia o patrono, por isso mandei chamar meu grupo de atacantes favorito, Roud Camelot e Tick-Mick, eles ficariam atentos para que eu não sofresse um ataque de um grupo de bruxos, eu posso ser poderoso, mas não consigo dar conta de mais de cinco bruxos ao mesmo tempo.
- Você demorou Anthony Sollen, achei que iria faltar o nosso encontro- eu não reconheci a voz então deixei a pessoa continuar a falar. – você não está me reconhecendo não é mesmo, seria muito querer que se lembrasse de min, quando foi a exatamente há 13 anos nosso ultimo encontro. Temo não lhe trazer boas noticias! Meu nome é Branca Di Angello. Fui eu que lhe avisei da traição de Bryan Krastark.
Agora me lembrava exatamente de quem era ela, uma ruiva, alta, olhos verdes. Pela primeira vez me pronunciei:
- Entendo que tenha me ajudado naquela vez, mas porque agora, quando uma guerra está eminente, seria mais sensato manter-se longe do conflito. - quando era mais novo não confiava em muita gente e agora então não iria mudar meu pensamento.
- Minha família foi quase extinta pelos nórdicos, agora tenho chance de me vingar. – agora estava tudo explicado. Ela se aliou ao grupo que iria bater de frente com os assassinos da família dela, acho que faria isso com qualquer grupo que assim o fizesse.
- Tem certeza minha bela jovem, eu só tenho um interesse, - logo me lembrei do que Edward me falou- vingança, e vou acabar com tudo e todos que entrarem no meu caminho, propositalmente ou não. - vi sua expressão mudar, uma espécie de horror e medo- Dessa vez vou entrar de frente e não esperar o meio da luta. - minha exaltação diminuiu e falei calmamente- Claro que você pode se juntar ao meu exercito, agora em que você pode contribuir. – parei um segundo e falei- Qual a má noticia que você me traz a essa hora da noite.
-O numero de adeptos das ideias de Edward tem aumentado a cada dia... – eu comecei a rir compulsivamente.
- Ele não é um líder, não saberá como lidar com seus soldados, ao contrario de mim minha cara Branca, se, por exemplo, isso fosse uma armadilha com varias pessoas para me matar eu teria Tick-Mick e Roud Camelot- ao falar seus nomes eles apareceram- para uma batalha, agora se fosse um exercito, os vampiros apareceriam- quando disse isso eles apareceram pendurados na torre-, isso é ser um líder, é estar preparado para tudo, é saber o que sua rival pensa, como ele pensa cada ínfima possibilidade. Vão! – os vampiros foram embora- Tick ela será sua discípula e até a guerra responderá diretamente a você, ensine a ela suas táticas de se manter nas sombras, vá!- Tick desaparatou junto com ela- Já você minha cara Roud, faça minha amada esposa ter os piores pesadelos da vida dela. Pode ir.
Novamente eu estava só em frente à torre Eiffel, tinha impressão que alguém me observava, só não sabia de onde, mas não iria fugir em nenhuma situação, se fosse morrer, iria fazer isso com honra e levaria muitos comigo.

- Julian Lanchester. – meu corpo ficou frio, cada parte do meu corpo ficou parada, como se tivesse sido congelada. – Há quanto tempo não nos encontramos. Será que posso chama-lo de filho, Anthony. Você teve um caminho longo até aqui e tem a chance de controlar o mundo, não a jogará fora por causa de uma mulher. – cada palavra dita, era como se fosse uma faca acertasse meu corpo. 

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