28 de dezembro de 2014

Anthony Sollen

Algumas pessoas podem imaginar como ele é, outras nem tanto, contudo devo salientar que imaginei ele de um personagem de Mangá, quando virem a foto vão saber de que mangá(Pelo menos eu assim espero). Vos apresento Anthony Vipero Sollen

4 de dezembro de 2014

Ato Doze

Minha percepção do tempo já tinha acabado quando eu contei o vigésimo dia, sozinho, umas poucas horas aquele ser vinha conversar comigo, perguntei-lhe como eu poderia sair deste lugar, ele me disse que eu sabia a resposta, mas só sairia quando estivesse pronto. Aquele escuro é que me destruía, sem poder ver nada, sem saber onde estava.
- Suas duvidas são interessantes, mas onde você está Anthony Sollen?- perguntou a voz
- Se eu soubesse não estaria assim e quem é você?- eu já estava ficando irritado
- Tudo ao seu tempo, pequeno Sollen.
O lugar foi começando a tomar forma, eu estava na Romênia, mais precisamente na casa da minha família, todos estavam lá em um enterro.
- Interessante, um funeral pequeno Sollen, mas de quem seria esse funeral? - perguntou a voz.
Todos estavam lá, Damon, Rose, Russel e Siegfryd, os Sollen remanentes, o Clã Noé e seus 13 indivíduos, os outros eram bruxos amigos da família e vampiros, dentre este se encontravam Marius, lestat e Armand, além de algumas lamúrias ouvia também uivos de lobos, até que o frio começou, a nevasca começou a assolar, batendo na porta mais e mais forte, Damon entendeu quem estava chegando, foi a ele que eu entreguei a carta. As portas se abriram com um estrondo e todos se voltaram a ela, a dama de preto, eu sabia quem era, mesmo com aquele véu, eu reconheceria aqueles cabelos platinados em qualquer lugar mesmo agora que estava fora da habitual trança. Elsa Arkin tinha chegado no meu funeral, as pessoas abriram caminho para que ela chegasse no caixão, seus lábios se moviam, mas eu não a escutava, Siegfryd era quem falava com ela, ela parecia gritar com ele e colocando o dedo várias vezes no rosto dele que não se alterava, Damon se aproximou dela e lhe deu uma carta, ela abria a carta que tremia em suas mãos brancas, lagrimas manchavam o papel, gota após gota, todas caiam, Rose foi tentar consola-la que aceitou seu abraço. Os lobos voltaram a uivar lá fora, e tudo começou a ficar preto outra vez.
- Não, eu quero continuar a vê-los, eu quero voltar pra eles- depois que tudo ficou negro outra vez, ouvia risadas da voz, o que era estranho por que era parecida com a minha.
- Quer mesmo pequeno Sollen? –perguntou- Por que a meu ver não quer. Chamo-me Dean, mas você pode me conhecer como o Original. - aquele lugar começou a clarear, era a minha casa. - Sim, a casa que é passada de geração em geração pelos Sollen, - ele começou a coçar o queixo- embora aquele que você chama de Axel a tenha vendido, fiz seu pai a conseguir de volta.
- Então entidade superior, por que diz que eu não quero?- perguntei
- Aqui você pode ter tudo que quiser!
- Lá eu tenho tudo que quero minha família, meu amor e meu poder!- disse decidido, ele deu um sorriso, o que não me pareceu boa coisa. Ele foi em direção a onde hoje era o escritório e eu o segui se sentou na cadeira do visitante e eu na cadeira principal, ele fez a mesma posição que eu fazia na hora de pensar, entrelaçou os dedos e colocou o queixo apoiado nos dedos e me olhou com um brilho no olhar.
- Você volta, mas se Damon ou Siegfryd duvidarem de você eu assumo seu corpo- ele estalou os dedos- Não é por que você é uma divindade agora, que vai me derrotar- ele via meu rosto e começou a rir. - Quando você se sacrificou para salvar seu pai, todo o poder daquela dimensão foi para você e aqui está nas estrelas, no topo junto de Damon Sollen, o Dissimulado e Dean Salvatore Sollen, o Original.- com meu sorriso irônico no rosto comecei a bater palmas.
- Sou Anthony Vipero Sollen, o Grande. Temos um acordo Dean? – perguntei, vi seu sorriso.
- Ate a vista grande Sollen!- tudo começou a girar e eu comecei a cair.
Eu era uma estrela caindo do infinito, chegando à terra eu via minha velha casa em Manchester, mas esse não era meu destino, meu destino era Londres, o fogo que me cobria parecia ser uma extensão dos meus poderes e era bom, eu me sentia forte, as paisagens de Londres iam passando, Big Ben, o palácio de Buckingham, até que sabia o que fazer, penetrei mas não a destrui o que me foi uma surpresa e frustração, seria uma entrada e tanto, passei pelo nível  10 e 9, chegando no Átrio, Cyril fazia um pronunciamento:
- O ministro morreu!- flashes e mais flashes eram direcionados a ele, Damon e Siegfryd, que parecia estar farto daquilo tudo.

- Quem disse que o ministro morreu?-perguntei eu antes de cair em forma de bola de fogo na fonte, todos se viraram para ela, eu me levantei olhando para todos- Avisem ao mundo Anthony Vipero Sollen está vivo!

Fim da 2ª Temporada.

30 de novembro de 2014

Despedida

Em algum ponto de sua estadia em Oz, Anthony Sollen escreveu sua carta de despedida ao seu amor Elsa, uma poesia que do fundo de seu coração falou de seus sentimentos e depois de ter desistido de sua vida para seu pai viver, sim ele tem sentimentos.

O branco eterno que rasgava meu coração se devia ao fato da neve
Seu nome era um tabu que eu não conseguia derrubar
Seu pai me tentando a uma promessa cumprir e um amigo matar
O branco do teu corpo era meu momento de paz, mesmo que breve.

O azul dos teus olhos eram o céu que eu não podia tocar
O teu Sorriso era a perfeita criação de Deus
Meu medo era ser só mais um entre os seus
Teu toque exorcizou meus demônios para meu trono retornar.

Em uma barganha fatal vi a melhor saída te deixar viver e me casar
Por um breve período não havia neve só o calor espanhol
Com o tempo o calor foi me consumindo e tive que cessar
Como já tinha cumprido, não poderiam me impedir eu sai do sol

Rosas tropicais me viciaram embora tua neve me curava
Fantasmas não me assustavam só a tua falta
Um decênio se passou, mas a conquista espanhola ainda pulsava
Do Brasil a Londres o meu eu salta

Movi céus e terras para satisfazer meu ego
E tudo o que consegui foi que fiquei cego
Esse é um adeus de um amor que transcenderá o tempo
O frio me espera, mas não o teu frio, o frio que me deixa só ao relento.

Se nós os Sollen somos as estrelas, eu estarei lá te olhando, tentando te guiar, te guardar de todos os males que possa cair sobre ti, com isso eu Anthony Sollen declaro meu amor incondicional por ti Elsa, quem sabe se os deuses não brincassem tanto conosco, você pudesse virar Elsa Sollen ao invés de Arkin. Esse é o meu adeus para você meu eterno amor.

21 de novembro de 2014

Ato Onze

Aquele buraco se transformou em uma porta e um ponto negro começou a tentar me sugar, percebi que Siegfryd parecia estar sofrendo do mesmo problema que eu, também percebi que quanto mais eu resistia mais forte eu me sentia, olhei de relance para meu pai e ele estava sorrindo, o mundo parecia estar se acabando lá fora, um raio explodiu a porta principal da catedral, eu continuava a receber poder e minha risada ecoava pela sala, quanto mais poder recebíamos menos barulho vinha lá de fora.
- E ai pai é aquilo que você previu?- perguntei em alemão pra ele.
- Ainda melhor que do que no meu melhor sonho!- ele respondeu-me na mesma língua.
A força matriz daquela dimensão me puxava mais e mais, contudo eu dava vários passos na direção contraria, o mesmo que meu pai fazia, mas sabia que algo estava faltando, quando criamos Oz usamos sangue, teríamos que usar sangue para fechar essa dimensão, como que para esse propósito Adélia descia as ruínas das escadas de vestido branco sem brilho no olhar ouvi uma risada vinda do meu pai, logo sua risada se transformou em um grito agonizante e eu sabia o motivo, nossos corpos estavam se desintegrando, lagrimas caiam dos meus olhos de tanta dor que eu sentia, cai de joelhos, que joelhos, eu cai de cara no chão e resolvi tomar uma decisão drástica, resolvi me jogar no buraco.
- Adeus Pai, desculpas por não ser o herdeiro que você queria- o fogo consumia meu corpo célula por célula- Eu te amo pai!- o corpo dele foi envolto em uma luz branca, o de Adélia também, resolvi me dirigir a ela- Diga a ele tudo que eu disse, pois ele parece que apagou. Vá para meu mundo e viva.
Eles sumiram, tudo sumiu, estava tudo negro e eu só tinha minha consciência, nada de tato, de visão, de audição, de olfato e muito menos paladar, até que uma voz chamou meu nome.
- Anthony Sollen, que ato altruísta, salvou seu odioso pai e aquela misteriosa mulher. – uma voz de mulher falava e eu tentava falar, mas minha voz não saia- a claro, devolver esse outro sentido.

- Ele passou muito tempo fora da ação e resolvi dar a ele essa 2 chance, mas quem é você mulher?- pergunto

14 de novembro de 2014

Ato Dez

Eu estava sentado no salão, passos de todos os lados vinham em minha direção, eles sabiam, Axel deveria ter mandado uma mensagem para Siegfryd antes de voltar para seu tempo com Barbara. Damon foi o primeiro a chegar, ele tinha um ar de satisfeito, mas seu rosto não estava tão feliz.
_ Anthony Sollen ou devo chama-lo de Tony Mikaelson. Meu pupilo arquitetou a maior trapaça da família Sollen, enganou o próprio pai, quebrou todos os tabus de viagem temporal e assim criou um mundo todo seu criando copias das pessoas do nosso mundo nesse novo mundo. – ele foi interrompido por Russel que vinha descendo as escadas.
- E o premio de babão do ano vai para: Damon Sollen- ele zombava, mas tinha uma expressão diferente no rosto. – Tudo isso é sua culpa irmãozinho?!
- Chega de zombarias e perguntas retóricas Russel, temos menos de 20 minutos, eu criei uma bolha para que as catástrofes lá fora não atinjam essa casa.
As portas se abriram com uma ventania, o que era impossível, mas então vi o porquê, Siegfryd Sollen entrava na casa com varinha em punho e ódio no olhar.
- Você me enganou Anthony!- a rajada de luz verde vinha em minha direção, mas com mão eu contive o ataque, via a surpresa no rosto dele. – Eu também criei esse lugar, como não tenho esses poderes?- perguntou ele depois de outro ataque que foi 10 vezes mais forte que o ultimo, assim que me atingiu a luz preta, me fez ficar preso no teto até que me libertei e cai por que um pedaço do teto caiu em cima de mim. Minha cabeça doía, sangue escorria pelo meu rosto, mas não importava pedra foi levantada por Russel e Damon que agora se interpunham entre Siegfryd e eu.
- Eu te enganei, sabe o por quê?! Nunca foi você a escutar o choro de Victoria à noite quando estava em casa naqueles três anos, principalmente depois que o clone morreu, sabe que eu sempre quis te dar orgulho, mas depois um ódio tomou meu coração em relação a você e estou satisfeito com essa sua cara de besta, pode tentar, mas aqui em Oz eu não posso morrer, eu sou o mágico de oz- isso dito em alemão a língua materna do meu pai. – Onde está sua chave?- eu levantei minha mão e uma chave negra apareceu.
- Seria um idiota se não estivesse, afinal esse era o principal motivo, fechar oz para sempre e dividir as almas. – vi a ganância em seus olhos. Levantei-me e desenhei runas na parede, dois portais. - deixe-me adivinhar, um é o nosso o outro é o deles, mas eles não falam muito aqui não é?!

- Eles já foram há uns 5 minutos, esses dois são copias que criei, agir naturalmente é a alma do negocio, ouvi em algum lugar que o diabo está nós detalhes, quando voltarmos para nossa casa posso dizer a você se quiser.- juntei minha palmas e o som foi ecoando pela casa, Damon e Russel falsos sumiram, a barreira sumiu e os raios começaram a atingir a casa.- Assim é mais interessante. – eu andei em direção à parede e coloquei minha chave na runa que a engoliu – Sua vez papa – isso dito em alemão. Ele se aproximou sem me olhar colocou a chave na runa...

Ato Seis

 Nada que minha mãe dissesse me faria mudar de ideia, tinha que falar com meu padrinho Anthony. Só podia ser um engano o Reino-Unido entrar em guerra contra a Espanha.
- Lord Antônio me falaram que você estaria aqui. – sabia que o duque Laor não me deixaria em paz, sabia que ele queria meu posicionamento para com a guerra, ele me queria ao seu lado a todo custo, se Lannister, Monteserá e os Mendoza juntos, o rei não poderia ter outro posicionamento a não ser declarar guerra, tinha que tirar a historia a limpo com meu padrinho que subitamente voltou do Brasil.
- Laor, tenho assuntos importantes a tratar agora com Anthony Sollen.
- Você vai falar com o lado inimigo Duque. Isso é uma tentativa de golpe sua e de sua família!
- Não é nada disso Marquês de Mendoza, quero ouvir da boca do meu tio o porquê e procurar saber se posso mediar à paz, não gosto de guerras, mas não fugirei de uma, como alguns fizeram- quando Lord Julien entrou em guerra contra seu irmão Halleck, ele pediu ajuda a algumas famílias influentes de vários países e minha família o ajudou. - tenho assuntos mais importantes a tratar Laor, se possível diga a minha mãe o meu destino!- sai andando em direção à escada e desaparatei. Apareci na frente da casa do meu padrinho em Manchester, toquei a campainha e ele atendeu:
- Antônio Lannister Monteserá, a que devo essa visita em tempos tão perigosos! Estamos em um pré-guerra.
- Tio eu vou brecar essa insanidade. Não sei o motivo dessa guerra, mas posso mediar às partes a um acordo.
- Sua tia fugiu, sua família conseguiu leva-la ao Valrrala, a Grã Bretanha vai à guerra contra tudo e contra todos, lhe ofereço asilo politico total, viverá aqui e não poderá voltar até que o regime totalitarista espanhol acabe.
- Não vou deixar meu país, muito menos minha família. Nossa mediação termina aqui. - fui embora, meu tio não hesitou e fechou a porta. Alguém desaparatou na porta do meu tio, vi quem foi: Lady White. Não tive tempo de fazer nada a não ser mandar uma mensagem para minha mãe de quem eu tinha encontrado na minha visita a meu tio.
- Lady White- ela se virou- eu não quero essa guerra, tentei a mediação com o Lord Sollen e não deu certo. Por favor, de ouvido a razão, tente mudar a cabeça deles, nós não queremos uma guerra.
- Vamos a um lugar mais reservado- ela me ofereceu o braço e desaparatamos, chegamos ao canal da mancha perto da casa dela.
-Como podemos parar isso. Não tenho mais ideias, minhas noites são mal dormidas, meus dias são cansativos, peço sua ajuda.

- Não sei como para a guerra, mas sei como começar, Avada Kedavra.

4 de novembro de 2014

Ato Nove

Eu a vi do meu lado, não controlava meus movimentos, escutava minha voz saindo da minha boca, mas não era eu falando, ouvi uma risada no meu interior.
- Meu garotinho cresceu- dizia uma voz bem ríspida e ao mesmo tempo agradável- meu pequeno sol! Por mais que eu me afaste de você, você é primeiro e única reencarnação do cavaleiro templário!
- Falando de si mesmo na terceira pessoa?!- perguntei irônico
- Percebeu que está falando em latim?-
O local começou a clarear, estava em Stonehenge, três eu estava lá, um loiro de armadura e espada em punho, outro com roupas de dois mil anos atrás e um sorriso sarcástico no rosto.
- Blá blá blá- enquanto falava gesticulava com a mão se abrindo e fechando.- O cavaleiro templário, que cara mais irritante- ele olhou para o cavaleiro e fez uma careta.- Bem eu conheço o garoto a mais tempo, desde que ele nasceu, eu sempre o esperei e da armadura, tenta usar a língua vigente, o inglês!
- Calma ai vocês dois, brigando por mim, eca, se fossem duas mulheres, mas vocês dois.- comecei a coçar o queixo- Parecem duas velhas!
Os dois se aproximavam de mim, quando me dei conta duas mãos atravessaram meu peito, sentia seus dedos penetrarem meu coração, o mundo começou a tremer e eles diziam:
- Anthony acorde, acorde!- tudo ficou preto, olhos azuis eram tudo que eu conseguia distinguir no momento, podia ouvir uma risada irritante ao fundo.
- O que o senhor das trevas está fazendo aqui? 
- Quem você acha que te achou pequeno Sollen- depois de falar deu sua habitual risada- E afinal eu sou seu avô!
- Sim claro, mas não cumpriu sua parte do acordo! Ela deveria ter ido com as outras duas Rumpelstiltskin.
- Ela tem vontade própria! – disse ele.
- Como se algo ou alguém impedisse você de fazer algo Rumpelstiltskin, nós dois sabemos que não, eu vi as coisas que você fazia em 1300- minha visão não voltava e eu comecei a me irritar- E eu cansei de te chamar assim Axel Sollen.
- Não precisava revelar meu nome pequeno Sollen- do nada minha visão voltou, eu deveria estar com uma cara de bobo porque a risada que ele deu foi a maior que eu já tinha visto.
-Foi você!- ele parou de rir quando começou a levitar. – Sabia que eu não preciso de varinha para fazer magias aqui. – ele pareceu entender tudo que Siegfryd até agora não entendera.
- Então é você Tony Mikaelson. – Fiz uma reverencia e sorri. – Que engenhoso, simples, e engenhoso Anthony- ele fez uma entonação em Tony. – Mas outra coisa de onde tirou Mikaelson?
- Se você tivesse visto uma série que eu vi com certeza iria querer ser um Mikaelson. - o joguei pra cima só com olhar, mas ele apareceu ao meu lado como fumaça. – Então vai leva-la para onde pedi?
- Sim pequeno Sollen. – ele riu da minha careta.

- Odeio quando me chamam de pequeno Sollen. - ele acabara de sumir com Barbara, que nem ao menos pude dizer adeus.

21 de outubro de 2014

Apenas um gostinho do que vem por ai em Novembro

Eu a vi do meu lado, não controlava meus movimentos, escutava minha voz saindo da minha boca, mas não era eu falando, ouvi uma risada no meu interior.
- Meu garotinho cresceu- dizia uma voz bem ríspida e ao mesmo tempo agradável- meu pequeno sol! Por mais que eu me afaste de você, você é primeiro e única reencarnação do cavaleiro templário!
- Falando de si mesmo na terceira pessoa?!- perguntei irônico
- Percebeu que está falando em latim?-
O local começou a clarear, estava em Stonehenge, três eu estava lá, um loiro de armadura e espada em punho, outro com roupas de dois mil anos atrás e um sorriso sarcástico no rosto.

- Blá blá blá- enquanto falava gesticulava com a mão se abrindo e fechando.- O cavaleiro templário, que cara mais irritante- ele olhou para o cavaleiro e fez uma careta.- Bem eu conheço o garoto a mais tempo, desde que ele nasceu, eu sempre o esperei e da armadura, tenta usar a língua vigente, o inglês!

15 de junho de 2014

Pós-Morte- Ato Oito

Eu só poderia ter morrido, tinha sido atingido por um raio, fora a queda levando em consideração que a torre em que o quarto do meu pai estava localizado era tão alta quanto a torre de astronomia foi uma queda e tanto, então aquele era o pós-morte... eu não tinha nenhuma religião definida só escutava as histórias de todas aquelas crenças, tinha lido uns livros falando disso enquanto eu me fingia de trouxa, fui até em alguns cultos religiosos. Naquela época eu era Julien Morgan Gillies Lanchester, filho de Joseph Morgan Lanchester e Danielle Gillies Lanchester, morei nos Estados Unidos e no Brasil, fora os muitos dias que passava com Elsa no palácio.
A neve começou a cair, eu olhava pra cima e não via nenhuma nuvem, só neve e mais neve.
- Sua vingança valeu a pena meu querido? – aquela voz doce era inconfundível, minha princesa do gelo Elsa Arkin, eu me virei e ela estava lá com aquela expressão de que tinha algo errado. Eu me aproximava dela e ela se afastava.
- Não! – eu baixei minha cabeça, mas ela continuava lá eu conseguia ver seu vestido carmim ali na minha frente. A neve parou de cair e ela estava lá na minha frente, eu olhava seu rosto e lagrimas caiam, mas eu não tinha nada para falar que consolasse ela, nenhuma palavra que fizesse ela melhorar.
Rosas começaram a cair, rosas negras, rosas brancas e amarelas, os espinhos também caiam, de repente eu fiquei sem forças nas pernas e cai de joelhos.
- Eu disse que um dia você ia cair aos meus pés Gillies meu amor, terminar comigo por causa daquela sua amiga da Groelândia. – eu olhei para Elsa e ela não me olhava e ainda via suas lagrimas caindo ao chão. Rose colocou o pé no meu peito, pegou meu rosto e me olhou nos olhos:
- Julien meu amor, você não sabe o que perdeu! – ela soltou meu rosto e me chutou – Você não me merecia e eu realmente te amava. – eu estava no chão e via meus dois amores chorando por mim, Rose Reus ainda era um dos amores que eu tive.
Um fantasma se aproximava, com aquela farda maldita, era ela, Caroline Ross, ela olhava pra mim e não falava nada só balançava o rosto negativamente. Três delas estavam lá se continuasse assim outras duas ainda apareceriam, que pós-morte horrível e que ironia logo após Caroline Alice apareceu, logo ela que foi assassina da minha Carol. Eu me levantei, ela tinha acabado de aparecer e eu já estava de saco cheio e me levantei, ela vinha com a mesma cara de choro da primeira noite de quando eu     voltei pra Londres.
- Eu te amei e você fugiu seu cretino. – eu coloquei o dedo na cara dela e joguei tudo que eu sentia pra cima dela.
- O único momento que eu te amei foi quando achei que você iria ter um filho meu e só, Elsa Arkin foi e ainda é a única mulher que eu amo. – virei o rosto e todas elas me olhavam fixamente – Eu gostava de você sim, nossa noite depois da destruição da igreja foi incrível, minha primeira noite com alguém e se nós casamos culpe seu pai que me fez casar com você e sim eu adorei matar aquele velho babaca que me infernizou todo o tempo que ficamos casados. – ela estava horrorizada e cobria o rosto com as mãos.
- Culpa de tudo deve ser minha meu filho. – a dama Sollen vinha de preto, um preto tão negro como a niote. Parecia planar em minha direção, parecia se fundir com a escuridão e voltar pra luz a cada centímetro.
- Talvez. – eu estava amargurado, meus últimos encontros com ela foi como inimiga e meu último encontro ela como Victoria eu a rejeitei mesmo ela sabendo que eu estava no corpo de Lúcius Hohenheim. Embora eu culpasse Hitchens ele só acelerou o processo.
- Você meu filho, nasceu sob uma estrela de conflito, você coexiste com Julien e com o cavaleiro templário, fora que vocês os Sollen são os herdeiros da fênix. – ela finalmente tinha aterrissado, eu novamente cai por terra, não conseguia olhar para minha própria mãe, as lagrimas que a muito tinham secado do meu rosto agora voltaram a jorrar. – Meu adorado Anthony, meu último bebê é aquele que tem o pior destino. – ela tinha se abaixado e estava me abraçando, um abraço quente, esse calor percorria todo o meu corpo. – Vocês malditos Sollen viram estrelas quando morrem e viram existências superiores é como um ciclo vicioso, sua linhagem sempre vai voltar para o mundo para melhorar ou piorar um exemplo mal é seu pai e meu marido – eu escutava as palavras da minha mãe e também escutava o bater do coração dela, enquanto falava ela enxugava as minhas lagrimas inutilmente. – Ele criou aquela dimensão que você chama de Z, mas na verdade é Oz. Trabalhando por traz da segunda guerra mundial ele criou a pedra com Tony Mikaelson que você já sabe que é, seu pai também fez coisas boas como se passar por um trouxa e catalogar as espécies de animais não magicos. – ela se levantou e depois me levantou. – Percebi uma coisa meu filho, você não tem coração! – todas as garotas se surpreenderam menos Elsa. – Sei que você conhece o feitiço e sei que você o fez, minha pergunta é: Pra qual delas você deu? – ela começou a andar de mão estendida passando por todas, cada passo da minha mãe me doía por que mesmo depois de morta ainda cuidava de mim, ela passou por Alice que negou ter o meu coração e desapareceu, o mesmo se sucedeu com Caroline e Rose que após a negativa desapareciam. Quando minha mãe chegou em Elsa a neve começou a cair, elas se olharam por alguns minutos como se conversassem como os vampiros. Por fim a princesa de gelo entregou um coração a minha mãe que vinha sorridente em minha direção – Você escolheu bem é verdade, mas lembre-se vocês dois são do sangue antigo. – Elsa se aproximava por trás da minha mãe, a cada passo a intensidade da nevasca diminuía, Victoria parou e esperou Elsa chegar do meu lado e segurar minha mão. – Provações esperam vocês dois, esse amor é proibido e causará dor se não for mútuo. –Elsa me beijou, um beijo quente como só ela sabia dar.
- Sempre seu e para sempre – ela tinha sussurrado a nossa promessa, depois dessa promessa eu tinha dado meu coração a ela, estávamos no portão principal da Ultima Lareira, o castelo da família Arkin na Groelândia. Ela se afastou e ficou do lado da minha mãe que voltou a andar em minha direção, um passo, outro passo, até estar a um passo na minha frente.
- Está aqui seu coração meu garoto. – aquele coração vermelho pulsante começou a brilhar, em um movimento ela colocou-o de volta no meu peito e todo aquele lugar começou a se desfazer.
- Adeus meu filho. – lagrimas caiam do rosto dela enquanto ela ia se desfazendo. – Adeus Anthony Vipero Sollen, o cavaleiro templário, a reencarnação de Julien Lanchester e o herdeiro da Fênix.
Tudo se desfez e eu estava de volta na terra z, ou com minha mãe disse em Oz, eu olhava pros lados e tinha um círculo negro ao meu redor, Barbara estava ao meu lado chorando sem ver que eu abri os olhos, eu agarrei sua mão e disse:

- Não é tão fácil matar um Sollen.

10 de junho de 2014

(Spin-off) Dinamarca



            Aquela casa definia o significado da palavra “mansão”! Ficamos parados a admirando por alguns minutos, toda beleza da elite dinamarquesa esculpida em um palácio de esplendor.
- Essa coisa do teleporte... não poderia ter nos colocado dentro do local? – Ian estava impaciente.
- Achei que vampiros só pudessem entrar onde fossem convidados! – eu conversava com ele enquanto contava as janelas e fazia, baseando-me nas pilastras, uma planta mental do lugar – Além disso, não se deve aparatar dentro da residência de um bruxo. Nunca se sabe quais feitiços de defesa são usados, poderíamos acabar presos em algum vórtice espaço-temporal.
Ele deu de ombros e olhou para a porta.
- Isso de precisar ser convidado é apenas quando a casa em questão pertence a algum mortal sem nada de sobrenatural. Se essa mulher é uma bruxa não há proteção desse tipo para ela.
Armazenei essa nota em meu palácio mental e prossegui com os planos de entrada.
- Acredito que aquela ruiva tenha vindo para cá. Uma vez que sem ter o volume completo dos pergaminhos de Stoltenberg ela nunca encontraria os outros. – pelo menos assim eu esperava.
- Por que chama sua mulher de ruiva? Você também é ruivo! – bem observado.
- Eu não sou ruivo natural, isso é efeito de um feitiço recente. – não podia entrar em detalhes, nem tínhamos tempo para isso.
Dirigimo-nos à porta, estava destrancada, eu a abri. Entramos e nos vemos dentro de um salão ainda mais majestoso que a frente da casa, quase não tive tempo de apreciar todos os quadros e estátuas, era como estar dentro de um museu.
Ela veio descendo as escadas, num magnífico vestido vermelho e branco, enaltecendo seu partido político. Bela e firme em seus quarenta e quatro anos de idade, Helle Thorning-Schmidt e sua longa cabeleira dourada era a peça mais apreciável daquele salão.
- Invasão ainda é crime em nosso país, rapazes. – seus olhos azuis estavam congelados em Ian – Podem se apresentar antes que eu os mande levar. Com certeza não são membros do partido liberal, são?
Helle se preparava para um ano de eleições no Parlamento trouxa, dessa forma ataques de partidários inimigos eram esperados sempre.
A identificação entre os conselheiros e a realeza era estritamente secreta. Então, usei Tarrant como Abafiatus por sobre o vampiro, para que assim as palavras permanecessem entre Helle e eu.
- Trago fome e sede, peço por pão e vinho! – ela arregalou os olhos, incrédula, seguidamente me lançou um olhar de desconfiança malévolo.
- Que meu pão seja teu banquete, e meu vinho teu mar revolto! – senti dúvida em suas palavras, mas certamente eu estava diante da Conselheira Nórdica Dinamarquesa.
Ela já estava diante de mim, Ian já podia nos ouvir, mas me olhou com desconfiança após os segundos de silêncio. Logo ela estava ajoelhada em reverência, e nessa posição permaneceu até que eu a liberasse.
- A que devo a honra de ter um membro da realeza em minha humilde residência? – humilde era só o que a mansão não era – E tão tarde da noite? Eu já estava dormindo quando os ouvi aparatando.
- Perdoe-nos, mas é caso de urgência! – Ian já não conseguia mais se segurar, mas continuei – Vim, em nome do meu direito como descendente direto de Isla Black e Bob Hitchens, requisitar a posse dos seus pergaminhos do Selo.
- Hitchens! – era demonstrou compreensão e espanto – Alguém com esse nome me procurou há alguns dias, uma mulher ruiva. – então ela andava se apresentando com meu sobrenome, a tratante – A tal derrubou todos os meus guardas usando uma nuvem de insetos, exigindo falar comigo em particular.
- Vadia! – Ian perdera o controle – Ela veio aqui antes, só o inferno sabe onde ela deve ter se metido! – e avançou à Helle – O que ela queria? Falou dos pergaminhos para ela?
Helle se afastou e logo sua varinha estava apontada para Ian, que estancou paralisado.
- Contenha seu bichinho, milorde! – ela estava furiosa – Não gosto de matar nada, mas esse ser das trevas já morreu e não vou pensar duas vezes antes de terminar o serviço!
Interpus-me entre os dois.
- Não será necessário, visto que já o imobilizou! – eu já estava sorrindo outra vez.
- Hitchens, sabia que já havia ouvido esse nome antes mesmo daquela ruiva. – pronto, acabara o tempo da diplomacia – Você é o ex-ministro inglês e já sei muito bem para o que quer os pergaminhos do Selo.
- Ótimo! Poupa-me o trabalho de explicar! – hora de partir!
- Cometerá o maior erro de sua vida se libertar aquela mulher, e quando ele souber virá atrás de você com certeza! – era com isso que eu contava.
Sem delongas, estendi a palma da mão esquerda para ela e recitei:
- Am venit din sânge regal la gheață regale, așa că am să dezvălui semnatura mea la concilier loial! – o ardor, seguido da marca dos Hitchens, e logo a vontade dela se fora.
- Tudo bem, milorde! – e sem palavras adicionais ela convocou o volume, que rápido guardei dentro da Cartola. –
- O que a ruiva queria de você? – Helle esboçou medo.
- Não me recordo. Tivemos uma conversa, todavia o conteúdo me está enevoado na lembrança.
Se aquilo era verdade, significava que algo fora extraído, é claro. Eu já sabia aonde Eleinad queria chegar, mas como estava enterrado na mente de Helle, resolvi não pressionar.
- Perdoe-me, Helle, por precisar evocar o brasão real dos Hitchens para obrigá-la, mas não tive escolha.
- Não se preocupe, milorde, percebo que está sendo o mais gentil que pode, diante de uma situação familiar. – levei meu indicador rapidamente a minha boca, fazendo-a silenciar.
Ela percebera o porquê, é claro, estava óbvio que o vampiro não me era confiável.
Gentilmente beijei sua mão. Desfiz o feitiço contra Ian e o observei.
- Obrigado. – antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Ian já estava por sobre Helle, olhando-a diretamente nos olhos – Diga-me exatamente o que Eleinad Hitchens queria de você!
A bruxa expressou frieza, e respondeu calmamente:
- Seus truques de hipnose não funcionam comigo, sanguessuga! – porém não desfez o contato visual – Mas vejo perfeitamente a razão de seu desespero, ela é linda, essa sua Daniele!

Era uma boa razão para se cruzar o Atlântico e iniciar uma caçada pela Europa. Helle revelou a razão que motivava Ian nessa missão, e logo me vi questionando.
- Por que esse tal de Armand não vai ele mesmo atrás dos pergaminhos do Selo? – e havia outra coisa que estava me incomodando há horas – Aliás, como você fez para entrar na residência de Stoltenberg? Apenas bruxos das linhagens reais e conselheiros conseguiriam tal feito.
Ian permaneceu mudo por um tempo.
- Eu não sei responder a isso, só sei que quanto mais rápido reunirmos esses papeis, mais rápido poderei encontrar aquelas cachorros e partir de volta para casa com Daniele.
De posse do volume dinamarquês dos pergaminhos do Selo, e de parte dos noruegueses, partiríamos ao encontro do próximo conselheiro. Ian, porém observou o céu e falou.
- O sol vai surgir, continuamos à noite! – só porque ele queria.
- Negativo! – virei para ele – Vou em frente e depois você me encontra pelo sangue.
Ele me olhou assassino.
- Certo, mas vou guardar os papeis de Stoltenberg comigo.
E assim ele se dirigiu a um local seguro para repousar, e eu desaparatei.

8 de junho de 2014

Rumpelstiltskin - Ato Sete

Eu e meu pai saímos em direção ao último andar da torre, a cada passo era escutado um relâmpago, subíamos degrau por degrau sem emitir nenhum som além do barulho dos sapatos batendo na madeira da escada.
- Você me esconde alguma coisa, você quer me matar é isso? – ele era realmente um bom ator porque em momento algum ele alterou a voz, sempre usando o tom de voz habitual. – E parabéns você é um bom oclumente.
- Obrigado, mas você vai me deixar no escuro mesmo? Tem algo que você esconde de mim, claro eu sou seu filho vim de outra dimensão, mandei minha esposa e meu melhor amigo para cá para achar um livro e seu anel perdido, lhe devolvi seu anel, mas claro isso não é nada que possa mostrar que sou de confiança.
- Seu sarcasmo me impressiona as vezes.- ele era realmente um psicopata
- Você o grande bruxo não encontra o outro criador desse mundo. Justo agora que eu não consigo sair, e como você disse temos menos de 4 horas, brilhante onde eu fui me meter? – cada célula do meu corpo me mandava sair daquele lugar, meu andar estava mais pesado, meu braço começou a tremer e meu coração a acelerar, coloquei a mão no bolso só para sentir minha varinha.
- Você só faz barulho Anthony, ainda parece um garoto. – ele parecia inalteradamente calmo, apenas com picos de irritação.
- Está meio irritado Grande S, talvez seja o risco eminente de extinção ou fato de você não conseguir ler meus pensamentos? – chegamos ao quarto dele. Ele estava procurando um livro na estante e eu olhava o quarto. Era todo de madeira, como uma casa antiga, uma cama relativamente grande, velas apagadas por todo lado e vários livros todos espalhados, isso não fazia o estilo dele, ele era bem organizado, talvez fosse o medo de morrer.
- Se você tivesse a chance de escolher 3 para salvar...
- Você está dizendo que só quatro pessoas podem ser salvas! – então meu plano seria preciso.
- Quem você salvaria?
- Damon, Russel e você.
- Você não salvaria suas filhas? Não sei por que não fico surpreso.
- Eu estou tendo umas ideias
- Conte-me mais, se você souber mesmo poderemos fazer com que eu não encontre aquele safado do Tony Mikaelson que me fez criar esse mundo.
- Não se pode alterar o tempo jovem padalwan, se eu o fizesse não teria porque vir aqui. Mantenha a calma nós encontraremos um jeito de sairmos daqui.
- Anthony Sollen querendo salvar seu pai da extinção que comovente, embora ache que você quer algo de mim vindo aqui me salvar.
- Salvar o mundo velho pai é o que tenho feito desde jovem e agora tenho que fazer de novo. – ele era uma ator e tanto sendo irônico perto da extinção.
- Você quer dizer se salvar e é tudo que tem feito, buscando seus objetivos sem se importar com quem feri ou quem passa por cima, você é um verdadeiro psicopata.
- A claro falou o cara que ajudou...- alguém batia a porta nós sacamos nossas varinha e esperamos, a porta se abria devagar e eu conseguia escutar o barulho do meu coração batendo até que Rumpelstiltskin entrou no quarto e baixei a varinha.
- Senhor Siegfryd. – ele com a alegria habitual fez uma reverencia. – Amigo Anthony. – ele pulou de onde estava me abraçou e voltou com outro pulo e uma risada.
- Então esse palhaço anão é sua carta na manga meu filho? – meu pai parecia decepcionado e Rumpe percebeu e pareceu que iria chorar.
- Pai esse anão de cabelos loiros e 1,50 de altura é o ser das trevas, Rumpelstiltskin. Ele é do ano de 1300 e veio nós ajudar com nosso problema. Tony Mikaelson – ele pareceu surpreso, realmente algo que não esperava ver em meu pai.
- Entendo, então você leu minha mente- a expressão dele foi muito divertida de se ver, foi da surpresa a raiva, passado por um leve sorriso de orgulho. Rumpe não parava de olhar para o meu pai e rir. Meu pai olhou ele com um ar de superioridade e fez algo que me pegou totalmente de surpresa:
- Olá papai! – eu tinha intendido mal aquelas palavras em alemão só podia.
- Você chamou ele de papai? – eu apontava para Siegfryd e via meu corpo tremendo, além de Rumpe rindo como uma criança e pulando de um lado pro outro.
- Claro garoto estupido. – eu ainda estava pasmo quando vi meu pai apontar a varinha. – Expulso.

Eu sai voando depois de bater e quebrar a janela, mas não estava caindo eu estava voando, mas não estava olhando para baixo não via nada além das nuvens de tempestade e raios, até um raio me atingir e eu apagar.

5 de junho de 2014

(Spin-Off) Reencontro



- Gostei da sua nova varinha! – o simples som daquela voz abalava meus nervos.
- Sua irmã fez para mim! – tinha que evitar os olhos dela para resistir.
- Ela sempre foi habilidosa com esse tipo de coisa. – estava sorrindo, a maldita – Meia irmã, a propósito!
A relação entre Eleinad e Irene nunca foi das melhores, mas nenhuma família realmente é perfeita. Talvez o fato de a mãe de Elly ter deixado o pai desta para casar com o Sr. Adler tenha alguma coisa a ver.
- Devia fazer a barba! – fingi que não ouvi.
O quarto onde Eleinad se hospedara era muito luxuoso, típico quarto de hotel cinco estrelas. Dando uma de minhas rápidas olhadas consegui identificar três formas de fugir dali, porém naquela noite não era mais eu quem precisaria escapar.
- Você sabe que não sei ler mentes. – sorte minha – Já terminou de memorizar os detalhes do quarto?
- Sua habilidade de sentir a magia ainda continua ótima, conseguiu perceber que era outra varinha mesmo essa sendo exatamente igual a anterior.
- Mas o cerne é diferente, achei uma escolha muito irônica da parte dela. – logo eu desabaria.
A situação era a seguinte: Ela permanecera sentada por todo o tempo, à mesa, com as mãos por sobre os pergaminhos do Selo. Eu estava a cerca de dois metros de distância, varinha em punho, esperando que ela agisse.
Logo as palavras fugiram da minha boca!
- Achei que estivesse morta! – se eu tivesse lágrimas estaria chorando – Procurei você por toda a Europa! – obviamente devia ter observado os outros continentes.
- Obviamente não observou todos os continentes, Hitchens! – minha mão esquerda estava pedindo para eu azará-la, mas o coração do velho Dimi estava batendo outra vez.
Eu não podia perder meu foco, toda minha missão estaria em risco se eu não conseguisse recuperar aqueles papeis.
- Você contou a Irene sobre sua missão? – havia poucas coisas que Irene Adler não sabia, para minha sorte os detalhes sobre o Conselho Real Nórdico eram secretos demais até para ela.
- Ela acha que estou em uma missão para limpar meu nome. – tentando desviar do assunto – Onde esteve? Por que sumiu? Por que cargas d’água você se meteu naquele tornado sem esperar por mim?
- São muitas perguntas de uma vez, sabe que mulher odeia perguntas! – alguns minutos diante dela e já perdi toda minha racionalidade.
Cansei de esperar, caí em mim e resolvi agir.
- Cistem Aperio! – as pernas da mesa se abriram, o móvel foi ao chão.
Ela pulou para trás. Os pergaminhos jaziam aos seus pés. Eleinad me lançou seu olhar incisivo, mas pude ver as lágrimas lutando para sair dos olhos.
- Você mudou completamente quando se tornou Ministro, Hitchens! Tão arrogante que não percebeu que estava colocando sua própria vida em risco. – não mesmo.
- Ora, teoricamente eu não mudei em nada, apenas confiei que seria mais respeitado como político do que eu era como soldado do mal! – doce ilusão – E outra, eu só aceitei o cargo porque facilitaria as buscas pelos itens para quebrar sua maldição, ou você já se esqueceu? Toda minha peripécia política foi categoricamente por você!
- E por isso eu tive que deixá-lo, seu idiota! – ela perdera as estribeiras – Já não bastava estarmos juntos às escondidas, eu ainda tinha que viver sabendo que você carregava todo o peso dos pecados do meu pai!
Mas eu já havia desligado minhas emoções àquela altura.
- O que raios você quer com esses pergaminhos? Por que se meter na MINHA história se você mesma me excluiu da sua?
- Você sabe muito bem o porquê, Dimizinho. – ela estava tentando manter a calma – Eu sei sobre a Helle Thorning-Schmidt!
Eu tive que sorrir para disfarçar minha surpresa. Aquilo mudava tudo, essa informação era secreta demais, se ela a tinha significava que já entrara em contato com algum dos conselheiros reais.
- Quem é essa? – hora de pegar os papeis e desaparecer.
- Não se faça de idiota, Hitchens, isso não muda o fato de eu saber.
Antes que eu pudesse agir de qualquer forma, um vulto negro entrou pela janela e me jogou na parede. Senti a pressão no meu peito enquanto o vampiro me olhava nos olhos.
- Feliz em me ver? – não, na verdade.
Eleinad nos olhou incrédula, logo foi em direção aos papeis. Ele me jogou para o outro lado rápido e avançou para cima dela. Senti o perigo, mas tinha que agir rápido.
- Flagello! – minha varinha se tornou um longo chicote, chicoteei o ar e a ponta do objeto acertou o punho do monstro, fazendo-o libertá-la.
Tudo aconteceu muito rápido a partir dali, Eleinad se desvencilhou dele, agarrou algumas folhas do pergaminho, girou rápido e aponto sua varinha para o teto.
- Deprimo! – tantas formas de se escapar, mas ela decidiu que abrir um buraco no teto era mais prático. – Ascendio! – voou até o teto, pousando próximo à abertura – Accio caldeirão! – e lá se foi seu sua joia ilegal pelo ar.
E em um movimento rápido ela se foi. Correu para longe do quarto, ainda pude ouvir som de sua desaparatação.
O vampiro ficou parado, enquanto eu refazia a forma original de minha varinha. Levantei-me e me preparei para lutar pelos pergaminhos do Selo. Ele pegou os papeis que restavam e observou.
- Ela pegou duas folhas, sua namorada. –
- Que terrível para você, seja lá quem for e o queira com os pergaminhos. –
- Sou Ian. – ele se posicionou de frente para mim – Não o interessa para quê eu os quero, ainda mais agora que não os tenho todos.
- Você me encontrou aqui, pode encontrá-la também. – sondei, precisava conhecer mais sobre aquele cara.
- Eu segui o cheiro do seu sangue, não faço ideia de como achar sua namorada. Mas vou encontrar um jeito, e quando eu a achar vou drenar até a última gota de seu sangue.
Tarrant reapareceu, Ian o observou.
- Vocês parecem dois palhaços com essas cartolas. – Tarrant riu, eu ainda estava calculando as possibilidades – Enfim, já que você não morre mesmo, vou deixá-lo aqui resolvendo essa algazarra com os mortais sem magia e vou caçar sua namorada por aí.
Pensei em algo.
- Ela provavelmente vai atrás dos outros pergaminhos, se você não souber onde procurar jamais vai encontrá-la.
- Não preciso da sua ajuda, se é isso que pretende, estou sabendo que posso rastrear os pergaminhos dos outros conselheiros usando esses.
- Mas se estão incompletos não funcionará! – logo ele cairia no meu jogo – Percebi o quão desesperado está, e também percebi que não faz ideia de para quê servem os pergaminhos, o que quer dizer que está fazendo isso a mando de alguém. Você não me parece o tipo de cara que obedece a ordens, o que quer dizer que está tentando usar os papeis como objeto de troca, ou algo assim.
Ele me olhou inexpressivo.
- Você fala demais, sabia? – é porque sou de gêmeos – Ainda assim não preciso de você! – que vampirinho teimoso.
- Ótimo! Você deve ter todo o tempo do mundo para encontrar os pergaminhos, já que obviamente está recusando a única forma de conseguir encontrá-los ainda nesse século. – com essa eu o pegara.
Ele me observou, não expressava nada além de raiva, mas com certeza travava uma batalha interna.
- Tudo bem, ex-ministro, vou deixar você vir comigo atrás dos outros pergaminhos. Mas se sua namorada der trabalho, vou exterminá-la.
- Não me importo nem um pouco com que fará com ela. – encostei-me numa pilastra enquanto sorria e olhava para ele – Só quero todos os pergaminhos reunidos antes do fim da semana.
Ele também sorriu enquanto guardava os papeis no bolso da jaqueta.
- E outra coisa, ela não é minha namorada, é minha esposa! -