29 de abril de 2014

Ato Um

Eu fugi de Londres em direção a Recife, tinha que voltar a minha velha vida, mas toda noite eu sonhava com ela, embora não me arrependa de tê-la mandado naquela missão. Parei para pensar no motivo e só tinha um, não era mais uma coisa sem sentido que eu tinha feito. Novamente eu falsifiquei uma documentação para mim, a partir de hoje seria Richard Lewis Castle e tinha 16 anos, nascido nos estados unidos e era emancipado, poderia viver onde quisesse e não precisaria dos meus pais por perto; oque em tese era ótimo, pois os dois estavam mortos; estava no segundo ano do ensino médio no colégio irmãs Consuelo, uma escola católica no centro da cidade. Quando as aulas começaram no mês de fevereiro eu era novamente um novato em algum lugar, a principio um desajustado, mantinha-me longe de futilidades, foquei-me nos estudos embora nada fosse muito difícil, eu não tinha um desafio, minhas notas eram as mais altas da turma, em historia era a única matéria que eu tinha um concorrente que se eu vacilasse passaria minhas notas seu nome era Cristina Correia Teles, era branca como a neve e tinha os cabelos loiros, alguns diziam que éramos irmãos separados no berço, ela era uma adversaria a altura de um Sollen, as vezes me lembrava de Hermione sempre disposta a tirar notas mais altas que as minhas.
No dia 8 de março de 2011 voltava para meu apartamento em casa forte pensei ter visto umas sombras me seguindo então armei uma emboscada, mudei meu rumo em direção a várzea onde tinha ótimos bosques na propriedade de Brennand, entrei furtivamente na propriedade e vi que alguém me seguia, aumentei minha vantagem me transformando em lobo e sumi na escuridão, não dificultei muito para que a pessoa me achasse e a confrontei:
- O que quer? - olhei nos olhos um preto tão negro quanto a noite me fitava, percebi também algo se movendo na altura das mãos, supus que era uma varinha e ataquei rapidamente desarmando-o.
- Vejo que sua volta a Londres o fez bem Sr. Sollen! Meus patrocinadores ficariam encantados com sua presença, ou pelo menos com sua cabeça. Mas vejo que não sou páreo para você, temo que se duelássemos eu poderia perder minha vida! Meu patrão lhe manda um recado Sr. Sollen:
“Eu sei seu plano maldito, sei oque fará, ficarei no seu encalço e quando você vacilar estarei lá para dar cabo da sua vida pelo que fez com o tio e com a prima da Baronesa Carmesim, darei sua cabeça de presente aos espanhóis e forjaremos uma aliança!”
- Sabe que não te deixaremos sair daqui com vida não é Richard, você pode ser um dos bruxos mais fortes do mundo, mas se julga muito esperto...- outra voz na escuridão.
- Eu sou muito esperto e ainda sou o bruxo mais poderoso do mundo...
- E nem um pouco modesto. - ele respondeu.
- Para que modéstia quando se tem poder e inteligência, e eu vi seu amiguinho me seguindo e despistá-lo-ia facilmente o problema seria despistar você Barnabas Collins, líder dos Seven Devils. Creio eu que você não veio sozinho. - eu sabia quem era mais não o via.
- Como você disse Richard Castle... - percebi tarde demais que haviam me cercado, os sete estavam com ele, todos explodiram em risadas- ou será Anthony Vipero Sollen, você mais que ninguém deveria saber que nos podemos encontrar quem quisermos! Já o convidamos uma vez e você recusou agora é tarde demais! Você morrerá aqui! - eu sabia que eles trabalhavam em uni solo, teria que esperar o segundo exato para desviar, eles usavam capas negras seu rostos estavam envoltos em mascaras. - Ultimo desejo?
- Sim, - eu tinha uma carta na manga e era muito arriscado- mande um abraço para minha mãe e digam que eu a amo muito!
- Certo... - ele tinha caído na armadilha. - mas sua mãe já morreu. - com a hesitação dele pus meu plano em pratica.
- Belial servum suum auxilium hoc quaeso! Offero tibi hæc VII pythones Belial apparent incidere in favorem sui, iram, púeri sui!- raios negros emergiram do chão e extinguiram qualquer sinal dos sete, agora só faltava um- Bem só sobrou você, creio que o empasse foi resolvido e agora só falta você, primeiro diga pra quem trabalha!
- Terá que me matar, e para saber quem é meu patrão é só... - uma flecha atravessou a cabeça dele, nem ao menos sabia seu nome, fiz o mínimo, uma cova rasa e o enterrei. Voltei pra casa, nunca me preocupei de alguém estar me seguindo, peguei um taxi, adormeci, tive o mesmo sonho, eu estava matando Alice como Julien matou Angelica, o motorista me acordou, estava em frente ao meu prédio quando vi uma sombra estranha, a forma de uma mulher e achei que fosse só minha imaginação. Cheguei a casa nem comi, dormi logo ao sentar no sofá, o despertador tocou e eu já estava no banho, carry on my wayward son começou a tocar no meu telefone, ela estava me ligando embora fosse estranho, essa hora ela ainda estaria dormindo, sai molhando a casa e peguei o telefone:

- Alô!

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