15 de junho de 2014

Pós-Morte- Ato Oito

Eu só poderia ter morrido, tinha sido atingido por um raio, fora a queda levando em consideração que a torre em que o quarto do meu pai estava localizado era tão alta quanto a torre de astronomia foi uma queda e tanto, então aquele era o pós-morte... eu não tinha nenhuma religião definida só escutava as histórias de todas aquelas crenças, tinha lido uns livros falando disso enquanto eu me fingia de trouxa, fui até em alguns cultos religiosos. Naquela época eu era Julien Morgan Gillies Lanchester, filho de Joseph Morgan Lanchester e Danielle Gillies Lanchester, morei nos Estados Unidos e no Brasil, fora os muitos dias que passava com Elsa no palácio.
A neve começou a cair, eu olhava pra cima e não via nenhuma nuvem, só neve e mais neve.
- Sua vingança valeu a pena meu querido? – aquela voz doce era inconfundível, minha princesa do gelo Elsa Arkin, eu me virei e ela estava lá com aquela expressão de que tinha algo errado. Eu me aproximava dela e ela se afastava.
- Não! – eu baixei minha cabeça, mas ela continuava lá eu conseguia ver seu vestido carmim ali na minha frente. A neve parou de cair e ela estava lá na minha frente, eu olhava seu rosto e lagrimas caiam, mas eu não tinha nada para falar que consolasse ela, nenhuma palavra que fizesse ela melhorar.
Rosas começaram a cair, rosas negras, rosas brancas e amarelas, os espinhos também caiam, de repente eu fiquei sem forças nas pernas e cai de joelhos.
- Eu disse que um dia você ia cair aos meus pés Gillies meu amor, terminar comigo por causa daquela sua amiga da Groelândia. – eu olhei para Elsa e ela não me olhava e ainda via suas lagrimas caindo ao chão. Rose colocou o pé no meu peito, pegou meu rosto e me olhou nos olhos:
- Julien meu amor, você não sabe o que perdeu! – ela soltou meu rosto e me chutou – Você não me merecia e eu realmente te amava. – eu estava no chão e via meus dois amores chorando por mim, Rose Reus ainda era um dos amores que eu tive.
Um fantasma se aproximava, com aquela farda maldita, era ela, Caroline Ross, ela olhava pra mim e não falava nada só balançava o rosto negativamente. Três delas estavam lá se continuasse assim outras duas ainda apareceriam, que pós-morte horrível e que ironia logo após Caroline Alice apareceu, logo ela que foi assassina da minha Carol. Eu me levantei, ela tinha acabado de aparecer e eu já estava de saco cheio e me levantei, ela vinha com a mesma cara de choro da primeira noite de quando eu     voltei pra Londres.
- Eu te amei e você fugiu seu cretino. – eu coloquei o dedo na cara dela e joguei tudo que eu sentia pra cima dela.
- O único momento que eu te amei foi quando achei que você iria ter um filho meu e só, Elsa Arkin foi e ainda é a única mulher que eu amo. – virei o rosto e todas elas me olhavam fixamente – Eu gostava de você sim, nossa noite depois da destruição da igreja foi incrível, minha primeira noite com alguém e se nós casamos culpe seu pai que me fez casar com você e sim eu adorei matar aquele velho babaca que me infernizou todo o tempo que ficamos casados. – ela estava horrorizada e cobria o rosto com as mãos.
- Culpa de tudo deve ser minha meu filho. – a dama Sollen vinha de preto, um preto tão negro como a niote. Parecia planar em minha direção, parecia se fundir com a escuridão e voltar pra luz a cada centímetro.
- Talvez. – eu estava amargurado, meus últimos encontros com ela foi como inimiga e meu último encontro ela como Victoria eu a rejeitei mesmo ela sabendo que eu estava no corpo de Lúcius Hohenheim. Embora eu culpasse Hitchens ele só acelerou o processo.
- Você meu filho, nasceu sob uma estrela de conflito, você coexiste com Julien e com o cavaleiro templário, fora que vocês os Sollen são os herdeiros da fênix. – ela finalmente tinha aterrissado, eu novamente cai por terra, não conseguia olhar para minha própria mãe, as lagrimas que a muito tinham secado do meu rosto agora voltaram a jorrar. – Meu adorado Anthony, meu último bebê é aquele que tem o pior destino. – ela tinha se abaixado e estava me abraçando, um abraço quente, esse calor percorria todo o meu corpo. – Vocês malditos Sollen viram estrelas quando morrem e viram existências superiores é como um ciclo vicioso, sua linhagem sempre vai voltar para o mundo para melhorar ou piorar um exemplo mal é seu pai e meu marido – eu escutava as palavras da minha mãe e também escutava o bater do coração dela, enquanto falava ela enxugava as minhas lagrimas inutilmente. – Ele criou aquela dimensão que você chama de Z, mas na verdade é Oz. Trabalhando por traz da segunda guerra mundial ele criou a pedra com Tony Mikaelson que você já sabe que é, seu pai também fez coisas boas como se passar por um trouxa e catalogar as espécies de animais não magicos. – ela se levantou e depois me levantou. – Percebi uma coisa meu filho, você não tem coração! – todas as garotas se surpreenderam menos Elsa. – Sei que você conhece o feitiço e sei que você o fez, minha pergunta é: Pra qual delas você deu? – ela começou a andar de mão estendida passando por todas, cada passo da minha mãe me doía por que mesmo depois de morta ainda cuidava de mim, ela passou por Alice que negou ter o meu coração e desapareceu, o mesmo se sucedeu com Caroline e Rose que após a negativa desapareciam. Quando minha mãe chegou em Elsa a neve começou a cair, elas se olharam por alguns minutos como se conversassem como os vampiros. Por fim a princesa de gelo entregou um coração a minha mãe que vinha sorridente em minha direção – Você escolheu bem é verdade, mas lembre-se vocês dois são do sangue antigo. – Elsa se aproximava por trás da minha mãe, a cada passo a intensidade da nevasca diminuía, Victoria parou e esperou Elsa chegar do meu lado e segurar minha mão. – Provações esperam vocês dois, esse amor é proibido e causará dor se não for mútuo. –Elsa me beijou, um beijo quente como só ela sabia dar.
- Sempre seu e para sempre – ela tinha sussurrado a nossa promessa, depois dessa promessa eu tinha dado meu coração a ela, estávamos no portão principal da Ultima Lareira, o castelo da família Arkin na Groelândia. Ela se afastou e ficou do lado da minha mãe que voltou a andar em minha direção, um passo, outro passo, até estar a um passo na minha frente.
- Está aqui seu coração meu garoto. – aquele coração vermelho pulsante começou a brilhar, em um movimento ela colocou-o de volta no meu peito e todo aquele lugar começou a se desfazer.
- Adeus meu filho. – lagrimas caiam do rosto dela enquanto ela ia se desfazendo. – Adeus Anthony Vipero Sollen, o cavaleiro templário, a reencarnação de Julien Lanchester e o herdeiro da Fênix.
Tudo se desfez e eu estava de volta na terra z, ou com minha mãe disse em Oz, eu olhava pros lados e tinha um círculo negro ao meu redor, Barbara estava ao meu lado chorando sem ver que eu abri os olhos, eu agarrei sua mão e disse:

- Não é tão fácil matar um Sollen.

10 de junho de 2014

(Spin-off) Dinamarca



            Aquela casa definia o significado da palavra “mansão”! Ficamos parados a admirando por alguns minutos, toda beleza da elite dinamarquesa esculpida em um palácio de esplendor.
- Essa coisa do teleporte... não poderia ter nos colocado dentro do local? – Ian estava impaciente.
- Achei que vampiros só pudessem entrar onde fossem convidados! – eu conversava com ele enquanto contava as janelas e fazia, baseando-me nas pilastras, uma planta mental do lugar – Além disso, não se deve aparatar dentro da residência de um bruxo. Nunca se sabe quais feitiços de defesa são usados, poderíamos acabar presos em algum vórtice espaço-temporal.
Ele deu de ombros e olhou para a porta.
- Isso de precisar ser convidado é apenas quando a casa em questão pertence a algum mortal sem nada de sobrenatural. Se essa mulher é uma bruxa não há proteção desse tipo para ela.
Armazenei essa nota em meu palácio mental e prossegui com os planos de entrada.
- Acredito que aquela ruiva tenha vindo para cá. Uma vez que sem ter o volume completo dos pergaminhos de Stoltenberg ela nunca encontraria os outros. – pelo menos assim eu esperava.
- Por que chama sua mulher de ruiva? Você também é ruivo! – bem observado.
- Eu não sou ruivo natural, isso é efeito de um feitiço recente. – não podia entrar em detalhes, nem tínhamos tempo para isso.
Dirigimo-nos à porta, estava destrancada, eu a abri. Entramos e nos vemos dentro de um salão ainda mais majestoso que a frente da casa, quase não tive tempo de apreciar todos os quadros e estátuas, era como estar dentro de um museu.
Ela veio descendo as escadas, num magnífico vestido vermelho e branco, enaltecendo seu partido político. Bela e firme em seus quarenta e quatro anos de idade, Helle Thorning-Schmidt e sua longa cabeleira dourada era a peça mais apreciável daquele salão.
- Invasão ainda é crime em nosso país, rapazes. – seus olhos azuis estavam congelados em Ian – Podem se apresentar antes que eu os mande levar. Com certeza não são membros do partido liberal, são?
Helle se preparava para um ano de eleições no Parlamento trouxa, dessa forma ataques de partidários inimigos eram esperados sempre.
A identificação entre os conselheiros e a realeza era estritamente secreta. Então, usei Tarrant como Abafiatus por sobre o vampiro, para que assim as palavras permanecessem entre Helle e eu.
- Trago fome e sede, peço por pão e vinho! – ela arregalou os olhos, incrédula, seguidamente me lançou um olhar de desconfiança malévolo.
- Que meu pão seja teu banquete, e meu vinho teu mar revolto! – senti dúvida em suas palavras, mas certamente eu estava diante da Conselheira Nórdica Dinamarquesa.
Ela já estava diante de mim, Ian já podia nos ouvir, mas me olhou com desconfiança após os segundos de silêncio. Logo ela estava ajoelhada em reverência, e nessa posição permaneceu até que eu a liberasse.
- A que devo a honra de ter um membro da realeza em minha humilde residência? – humilde era só o que a mansão não era – E tão tarde da noite? Eu já estava dormindo quando os ouvi aparatando.
- Perdoe-nos, mas é caso de urgência! – Ian já não conseguia mais se segurar, mas continuei – Vim, em nome do meu direito como descendente direto de Isla Black e Bob Hitchens, requisitar a posse dos seus pergaminhos do Selo.
- Hitchens! – era demonstrou compreensão e espanto – Alguém com esse nome me procurou há alguns dias, uma mulher ruiva. – então ela andava se apresentando com meu sobrenome, a tratante – A tal derrubou todos os meus guardas usando uma nuvem de insetos, exigindo falar comigo em particular.
- Vadia! – Ian perdera o controle – Ela veio aqui antes, só o inferno sabe onde ela deve ter se metido! – e avançou à Helle – O que ela queria? Falou dos pergaminhos para ela?
Helle se afastou e logo sua varinha estava apontada para Ian, que estancou paralisado.
- Contenha seu bichinho, milorde! – ela estava furiosa – Não gosto de matar nada, mas esse ser das trevas já morreu e não vou pensar duas vezes antes de terminar o serviço!
Interpus-me entre os dois.
- Não será necessário, visto que já o imobilizou! – eu já estava sorrindo outra vez.
- Hitchens, sabia que já havia ouvido esse nome antes mesmo daquela ruiva. – pronto, acabara o tempo da diplomacia – Você é o ex-ministro inglês e já sei muito bem para o que quer os pergaminhos do Selo.
- Ótimo! Poupa-me o trabalho de explicar! – hora de partir!
- Cometerá o maior erro de sua vida se libertar aquela mulher, e quando ele souber virá atrás de você com certeza! – era com isso que eu contava.
Sem delongas, estendi a palma da mão esquerda para ela e recitei:
- Am venit din sânge regal la gheață regale, așa că am să dezvălui semnatura mea la concilier loial! – o ardor, seguido da marca dos Hitchens, e logo a vontade dela se fora.
- Tudo bem, milorde! – e sem palavras adicionais ela convocou o volume, que rápido guardei dentro da Cartola. –
- O que a ruiva queria de você? – Helle esboçou medo.
- Não me recordo. Tivemos uma conversa, todavia o conteúdo me está enevoado na lembrança.
Se aquilo era verdade, significava que algo fora extraído, é claro. Eu já sabia aonde Eleinad queria chegar, mas como estava enterrado na mente de Helle, resolvi não pressionar.
- Perdoe-me, Helle, por precisar evocar o brasão real dos Hitchens para obrigá-la, mas não tive escolha.
- Não se preocupe, milorde, percebo que está sendo o mais gentil que pode, diante de uma situação familiar. – levei meu indicador rapidamente a minha boca, fazendo-a silenciar.
Ela percebera o porquê, é claro, estava óbvio que o vampiro não me era confiável.
Gentilmente beijei sua mão. Desfiz o feitiço contra Ian e o observei.
- Obrigado. – antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Ian já estava por sobre Helle, olhando-a diretamente nos olhos – Diga-me exatamente o que Eleinad Hitchens queria de você!
A bruxa expressou frieza, e respondeu calmamente:
- Seus truques de hipnose não funcionam comigo, sanguessuga! – porém não desfez o contato visual – Mas vejo perfeitamente a razão de seu desespero, ela é linda, essa sua Daniele!

Era uma boa razão para se cruzar o Atlântico e iniciar uma caçada pela Europa. Helle revelou a razão que motivava Ian nessa missão, e logo me vi questionando.
- Por que esse tal de Armand não vai ele mesmo atrás dos pergaminhos do Selo? – e havia outra coisa que estava me incomodando há horas – Aliás, como você fez para entrar na residência de Stoltenberg? Apenas bruxos das linhagens reais e conselheiros conseguiriam tal feito.
Ian permaneceu mudo por um tempo.
- Eu não sei responder a isso, só sei que quanto mais rápido reunirmos esses papeis, mais rápido poderei encontrar aquelas cachorros e partir de volta para casa com Daniele.
De posse do volume dinamarquês dos pergaminhos do Selo, e de parte dos noruegueses, partiríamos ao encontro do próximo conselheiro. Ian, porém observou o céu e falou.
- O sol vai surgir, continuamos à noite! – só porque ele queria.
- Negativo! – virei para ele – Vou em frente e depois você me encontra pelo sangue.
Ele me olhou assassino.
- Certo, mas vou guardar os papeis de Stoltenberg comigo.
E assim ele se dirigiu a um local seguro para repousar, e eu desaparatei.

8 de junho de 2014

Rumpelstiltskin - Ato Sete

Eu e meu pai saímos em direção ao último andar da torre, a cada passo era escutado um relâmpago, subíamos degrau por degrau sem emitir nenhum som além do barulho dos sapatos batendo na madeira da escada.
- Você me esconde alguma coisa, você quer me matar é isso? – ele era realmente um bom ator porque em momento algum ele alterou a voz, sempre usando o tom de voz habitual. – E parabéns você é um bom oclumente.
- Obrigado, mas você vai me deixar no escuro mesmo? Tem algo que você esconde de mim, claro eu sou seu filho vim de outra dimensão, mandei minha esposa e meu melhor amigo para cá para achar um livro e seu anel perdido, lhe devolvi seu anel, mas claro isso não é nada que possa mostrar que sou de confiança.
- Seu sarcasmo me impressiona as vezes.- ele era realmente um psicopata
- Você o grande bruxo não encontra o outro criador desse mundo. Justo agora que eu não consigo sair, e como você disse temos menos de 4 horas, brilhante onde eu fui me meter? – cada célula do meu corpo me mandava sair daquele lugar, meu andar estava mais pesado, meu braço começou a tremer e meu coração a acelerar, coloquei a mão no bolso só para sentir minha varinha.
- Você só faz barulho Anthony, ainda parece um garoto. – ele parecia inalteradamente calmo, apenas com picos de irritação.
- Está meio irritado Grande S, talvez seja o risco eminente de extinção ou fato de você não conseguir ler meus pensamentos? – chegamos ao quarto dele. Ele estava procurando um livro na estante e eu olhava o quarto. Era todo de madeira, como uma casa antiga, uma cama relativamente grande, velas apagadas por todo lado e vários livros todos espalhados, isso não fazia o estilo dele, ele era bem organizado, talvez fosse o medo de morrer.
- Se você tivesse a chance de escolher 3 para salvar...
- Você está dizendo que só quatro pessoas podem ser salvas! – então meu plano seria preciso.
- Quem você salvaria?
- Damon, Russel e você.
- Você não salvaria suas filhas? Não sei por que não fico surpreso.
- Eu estou tendo umas ideias
- Conte-me mais, se você souber mesmo poderemos fazer com que eu não encontre aquele safado do Tony Mikaelson que me fez criar esse mundo.
- Não se pode alterar o tempo jovem padalwan, se eu o fizesse não teria porque vir aqui. Mantenha a calma nós encontraremos um jeito de sairmos daqui.
- Anthony Sollen querendo salvar seu pai da extinção que comovente, embora ache que você quer algo de mim vindo aqui me salvar.
- Salvar o mundo velho pai é o que tenho feito desde jovem e agora tenho que fazer de novo. – ele era uma ator e tanto sendo irônico perto da extinção.
- Você quer dizer se salvar e é tudo que tem feito, buscando seus objetivos sem se importar com quem feri ou quem passa por cima, você é um verdadeiro psicopata.
- A claro falou o cara que ajudou...- alguém batia a porta nós sacamos nossas varinha e esperamos, a porta se abria devagar e eu conseguia escutar o barulho do meu coração batendo até que Rumpelstiltskin entrou no quarto e baixei a varinha.
- Senhor Siegfryd. – ele com a alegria habitual fez uma reverencia. – Amigo Anthony. – ele pulou de onde estava me abraçou e voltou com outro pulo e uma risada.
- Então esse palhaço anão é sua carta na manga meu filho? – meu pai parecia decepcionado e Rumpe percebeu e pareceu que iria chorar.
- Pai esse anão de cabelos loiros e 1,50 de altura é o ser das trevas, Rumpelstiltskin. Ele é do ano de 1300 e veio nós ajudar com nosso problema. Tony Mikaelson – ele pareceu surpreso, realmente algo que não esperava ver em meu pai.
- Entendo, então você leu minha mente- a expressão dele foi muito divertida de se ver, foi da surpresa a raiva, passado por um leve sorriso de orgulho. Rumpe não parava de olhar para o meu pai e rir. Meu pai olhou ele com um ar de superioridade e fez algo que me pegou totalmente de surpresa:
- Olá papai! – eu tinha intendido mal aquelas palavras em alemão só podia.
- Você chamou ele de papai? – eu apontava para Siegfryd e via meu corpo tremendo, além de Rumpe rindo como uma criança e pulando de um lado pro outro.
- Claro garoto estupido. – eu ainda estava pasmo quando vi meu pai apontar a varinha. – Expulso.

Eu sai voando depois de bater e quebrar a janela, mas não estava caindo eu estava voando, mas não estava olhando para baixo não via nada além das nuvens de tempestade e raios, até um raio me atingir e eu apagar.

5 de junho de 2014

(Spin-Off) Reencontro



- Gostei da sua nova varinha! – o simples som daquela voz abalava meus nervos.
- Sua irmã fez para mim! – tinha que evitar os olhos dela para resistir.
- Ela sempre foi habilidosa com esse tipo de coisa. – estava sorrindo, a maldita – Meia irmã, a propósito!
A relação entre Eleinad e Irene nunca foi das melhores, mas nenhuma família realmente é perfeita. Talvez o fato de a mãe de Elly ter deixado o pai desta para casar com o Sr. Adler tenha alguma coisa a ver.
- Devia fazer a barba! – fingi que não ouvi.
O quarto onde Eleinad se hospedara era muito luxuoso, típico quarto de hotel cinco estrelas. Dando uma de minhas rápidas olhadas consegui identificar três formas de fugir dali, porém naquela noite não era mais eu quem precisaria escapar.
- Você sabe que não sei ler mentes. – sorte minha – Já terminou de memorizar os detalhes do quarto?
- Sua habilidade de sentir a magia ainda continua ótima, conseguiu perceber que era outra varinha mesmo essa sendo exatamente igual a anterior.
- Mas o cerne é diferente, achei uma escolha muito irônica da parte dela. – logo eu desabaria.
A situação era a seguinte: Ela permanecera sentada por todo o tempo, à mesa, com as mãos por sobre os pergaminhos do Selo. Eu estava a cerca de dois metros de distância, varinha em punho, esperando que ela agisse.
Logo as palavras fugiram da minha boca!
- Achei que estivesse morta! – se eu tivesse lágrimas estaria chorando – Procurei você por toda a Europa! – obviamente devia ter observado os outros continentes.
- Obviamente não observou todos os continentes, Hitchens! – minha mão esquerda estava pedindo para eu azará-la, mas o coração do velho Dimi estava batendo outra vez.
Eu não podia perder meu foco, toda minha missão estaria em risco se eu não conseguisse recuperar aqueles papeis.
- Você contou a Irene sobre sua missão? – havia poucas coisas que Irene Adler não sabia, para minha sorte os detalhes sobre o Conselho Real Nórdico eram secretos demais até para ela.
- Ela acha que estou em uma missão para limpar meu nome. – tentando desviar do assunto – Onde esteve? Por que sumiu? Por que cargas d’água você se meteu naquele tornado sem esperar por mim?
- São muitas perguntas de uma vez, sabe que mulher odeia perguntas! – alguns minutos diante dela e já perdi toda minha racionalidade.
Cansei de esperar, caí em mim e resolvi agir.
- Cistem Aperio! – as pernas da mesa se abriram, o móvel foi ao chão.
Ela pulou para trás. Os pergaminhos jaziam aos seus pés. Eleinad me lançou seu olhar incisivo, mas pude ver as lágrimas lutando para sair dos olhos.
- Você mudou completamente quando se tornou Ministro, Hitchens! Tão arrogante que não percebeu que estava colocando sua própria vida em risco. – não mesmo.
- Ora, teoricamente eu não mudei em nada, apenas confiei que seria mais respeitado como político do que eu era como soldado do mal! – doce ilusão – E outra, eu só aceitei o cargo porque facilitaria as buscas pelos itens para quebrar sua maldição, ou você já se esqueceu? Toda minha peripécia política foi categoricamente por você!
- E por isso eu tive que deixá-lo, seu idiota! – ela perdera as estribeiras – Já não bastava estarmos juntos às escondidas, eu ainda tinha que viver sabendo que você carregava todo o peso dos pecados do meu pai!
Mas eu já havia desligado minhas emoções àquela altura.
- O que raios você quer com esses pergaminhos? Por que se meter na MINHA história se você mesma me excluiu da sua?
- Você sabe muito bem o porquê, Dimizinho. – ela estava tentando manter a calma – Eu sei sobre a Helle Thorning-Schmidt!
Eu tive que sorrir para disfarçar minha surpresa. Aquilo mudava tudo, essa informação era secreta demais, se ela a tinha significava que já entrara em contato com algum dos conselheiros reais.
- Quem é essa? – hora de pegar os papeis e desaparecer.
- Não se faça de idiota, Hitchens, isso não muda o fato de eu saber.
Antes que eu pudesse agir de qualquer forma, um vulto negro entrou pela janela e me jogou na parede. Senti a pressão no meu peito enquanto o vampiro me olhava nos olhos.
- Feliz em me ver? – não, na verdade.
Eleinad nos olhou incrédula, logo foi em direção aos papeis. Ele me jogou para o outro lado rápido e avançou para cima dela. Senti o perigo, mas tinha que agir rápido.
- Flagello! – minha varinha se tornou um longo chicote, chicoteei o ar e a ponta do objeto acertou o punho do monstro, fazendo-o libertá-la.
Tudo aconteceu muito rápido a partir dali, Eleinad se desvencilhou dele, agarrou algumas folhas do pergaminho, girou rápido e aponto sua varinha para o teto.
- Deprimo! – tantas formas de se escapar, mas ela decidiu que abrir um buraco no teto era mais prático. – Ascendio! – voou até o teto, pousando próximo à abertura – Accio caldeirão! – e lá se foi seu sua joia ilegal pelo ar.
E em um movimento rápido ela se foi. Correu para longe do quarto, ainda pude ouvir som de sua desaparatação.
O vampiro ficou parado, enquanto eu refazia a forma original de minha varinha. Levantei-me e me preparei para lutar pelos pergaminhos do Selo. Ele pegou os papeis que restavam e observou.
- Ela pegou duas folhas, sua namorada. –
- Que terrível para você, seja lá quem for e o queira com os pergaminhos. –
- Sou Ian. – ele se posicionou de frente para mim – Não o interessa para quê eu os quero, ainda mais agora que não os tenho todos.
- Você me encontrou aqui, pode encontrá-la também. – sondei, precisava conhecer mais sobre aquele cara.
- Eu segui o cheiro do seu sangue, não faço ideia de como achar sua namorada. Mas vou encontrar um jeito, e quando eu a achar vou drenar até a última gota de seu sangue.
Tarrant reapareceu, Ian o observou.
- Vocês parecem dois palhaços com essas cartolas. – Tarrant riu, eu ainda estava calculando as possibilidades – Enfim, já que você não morre mesmo, vou deixá-lo aqui resolvendo essa algazarra com os mortais sem magia e vou caçar sua namorada por aí.
Pensei em algo.
- Ela provavelmente vai atrás dos outros pergaminhos, se você não souber onde procurar jamais vai encontrá-la.
- Não preciso da sua ajuda, se é isso que pretende, estou sabendo que posso rastrear os pergaminhos dos outros conselheiros usando esses.
- Mas se estão incompletos não funcionará! – logo ele cairia no meu jogo – Percebi o quão desesperado está, e também percebi que não faz ideia de para quê servem os pergaminhos, o que quer dizer que está fazendo isso a mando de alguém. Você não me parece o tipo de cara que obedece a ordens, o que quer dizer que está tentando usar os papeis como objeto de troca, ou algo assim.
Ele me olhou inexpressivo.
- Você fala demais, sabia? – é porque sou de gêmeos – Ainda assim não preciso de você! – que vampirinho teimoso.
- Ótimo! Você deve ter todo o tempo do mundo para encontrar os pergaminhos, já que obviamente está recusando a única forma de conseguir encontrá-los ainda nesse século. – com essa eu o pegara.
Ele me observou, não expressava nada além de raiva, mas com certeza travava uma batalha interna.
- Tudo bem, ex-ministro, vou deixar você vir comigo atrás dos outros pergaminhos. Mas se sua namorada der trabalho, vou exterminá-la.
- Não me importo nem um pouco com que fará com ela. – encostei-me numa pilastra enquanto sorria e olhava para ele – Só quero todos os pergaminhos reunidos antes do fim da semana.
Ele também sorriu enquanto guardava os papeis no bolso da jaqueta.
- E outra coisa, ela não é minha namorada, é minha esposa! -

2 de junho de 2014

O Anjo de Gelo - Lembranças de Anthony Sollen

Eu estava cansado, a batalha tinha se arrastado por mais de 4 horas, só deus sabe quantos eu mandei pra junto dele, os Noés fizeram muito bem o trabalho deles e o decimo quanto destroçou a falange inimiga, logico o trabalho que deu pra selar a magia dele e apagar suas memorias, pobre Alphonse. A última coisa que lembro foi de enterrar o corpo de minha mãe no centro de Stonehenge e desaparatar sem nenhum rumo em mente algo que deu muito, muito errado.
Eu estava no gelo, via um castelo a minha frente, a neve caia e um anjo se aproximava, percebi que estrunchei e o anjo estava mais perto.
- Nunca imaginei que encontraria a paz depois de tudo que fiz.
- Birgit, ele está morrendo prepare o quarto de hóspedes. – sua voz era uma doce melodia que me fazia delirar. Minha visão foi ficando negra.
- Victoria eu estou chegando. – ao pronunciar essa frase eu desmaiei.
O quarto era de pedra, sem janelas e lareira. Duas velas em cada lado da cama, o recinto estava quente considerando minhas lembranças do lado de fora. Meus movimentos estavam reduzidos um peso em minhas pernas, não meus braços estavam normais, olhei em direção a minhas pernas e vi o anjo, ela era linda, tinha um sorriso no rosto, o seu cabelo era branco feito a neve e as sobrancelhas estavam arqueadas, parecia ter um sonho bom, ela segurava minha mão direita, passaram-se 5 minutos e a porta se abriu, uma mulher corpulenta tinha uma bacia nos braços e quase deixou cair ao perceber que eu estava acordado.
- Por Odin, você finalmente acordou. – sua voz acordou a moça que segurava minha mão. - Madame Elsa desculpe-me. - a garota chamada Elsa corou ao ver que eu tinha acordado e saiu correndo do quarto.
- Desculpas, mas não entendo muito norueguês.
- Qual seu nome jovem senhor? – ela falou sem sotaque o que foi surpreendente.
- Me chamo Anthony Vipero Sollen- um segundo depois percebi que não deveria ter me identificado
- Um filho de Siegfryd Sollen vem para a Groelândia, nunca imaginei que seria tão fácil. – eu procurei minha varinha e não a encontrei no bolso da calça. - Patrão Balder, um filho de Siegfryd Sollen em sua casa. – ela gritou e passos começaram a vir de todos os lados da casa em direção ao quarto.
Quatro homens passaram pela porta e me fitavam, falavam e norueguês tão rápido que eu não conseguia entender, a única palavra que era nítida era o nome do maquiavélico do meu pai, Siegfryd Sollen
- Eu sou Balder, o líder do Clã Arkin e estou muito alegre por que minha filha encontrou o filho de Siegfryd. – ele colocou a mão na minha perna ferida e apertou.
- Sou Anthony Sollen senhor Arkin e posso afirmar que não sou igual meu pai. – ele soltou minha perna e pareceu surpreso.
- Então você não veio aqui restaurar nossa família como os reais monarcas do norte? – eu me sentei na cama e olhei bem fundo nós olhos dele.
- Monarcas, bem se você fala de Morlock Allen ele está morto, cortesia do seu convidado aqui, eu o matei... há quanto tempo eu estou desacordado? Mas vocês falam norueguês e estamos na Groelândia o que me faz pensar que vocês foram banidos por se oporem ao rei.
- Há uns dois dias eu acho. – ele coçou a barba, sua mente era clara e fluida, eu não precisava de muito esforço para saber o que ele pensava. Usar um dos filhos para reaver uma magia antiga, casar a filha comigo. – Bem perspicaz e seu pai prometeu que nos levaria ao trono.
- Bem então há dois dia e meio, o rei do norte foi morto e Sr. Arkin farei o que estiver ao meu alcance nada mais nada menos. – Senti algo molhado escorrendo pelo meu peito, passei a mão e vi que era sangue.
- Birgit os curativos, as feridas devem ter se aberto. Elsa sua magia de cura será necessária aqui! Vamos meus filhos vocês são treinados em guerra e não em cura. – eles saíram e logo em seguida Elsa entrou no quarto.
- Então é a você que devo minha vida? – ela enrubesceu, o que era lindo porque ela era branca como a neve, mas havia algo que a mantinha longe, inatingível como uma geleira.

- Sim e logo você poderá voltar para Victoria. – ouvir aquele nome me fez chorar, chorar como uma criança, mas me controlei e esperei elas irem embora sem fitar os olhos de nenhuma das duas. Quando a porta se fechou eu voltei a chorar e não me importei com os murmúrios do lado, naquele momento eu só me lembrava da minha mãe e de todos os momentos que eu passei com ela. Me lembrei de quando ela me levou ao beco diagonal e disse que se eu fosse um bruxo conseguiria passar pelo muro, embora eu tenha batido com a cabeça nos tijolos e ela me consolava dizendo que era uma brincadeira da família Vipero. O destino brinca com as pessoas, me fez ser a pessoa que teria que matar minha própria mãe, embora ela fosse a reencarnação de Halleck Lanchester e quisesse me matar, mas ainda era minha mãe. Percebi tarde demais que a magia que Elsa usou em mim estava aos poucos me fazendo perder os sentidos, com minhas ultimas forças antes de apagar gritei: - Dimitri Hitchens eu vou me vingar de você nem que para isso o mundo pague.