Eu só poderia ter morrido, tinha sido atingido por um
raio, fora a queda levando em consideração que a torre em que o quarto do meu
pai estava localizado era tão alta quanto a torre de astronomia foi uma queda e
tanto, então aquele era o pós-morte... eu não tinha nenhuma religião definida
só escutava as histórias de todas aquelas crenças, tinha lido uns livros
falando disso enquanto eu me fingia de trouxa, fui até em alguns cultos
religiosos. Naquela época eu era Julien Morgan Gillies Lanchester, filho de
Joseph Morgan Lanchester e Danielle Gillies Lanchester, morei nos Estados
Unidos e no Brasil, fora os muitos dias que passava com Elsa no palácio.
A neve começou a cair, eu olhava pra cima e não via
nenhuma nuvem, só neve e mais neve.
- Sua vingança valeu a pena meu querido? – aquela voz
doce era inconfundível, minha princesa do gelo Elsa Arkin, eu me virei e ela
estava lá com aquela expressão de que tinha algo errado. Eu me aproximava dela
e ela se afastava.
- Não! – eu baixei minha cabeça, mas ela continuava lá eu
conseguia ver seu vestido carmim ali na minha frente. A neve parou de cair e
ela estava lá na minha frente, eu olhava seu rosto e lagrimas caiam, mas eu não
tinha nada para falar que consolasse ela, nenhuma palavra que fizesse ela melhorar.
Rosas começaram a cair, rosas negras, rosas brancas e
amarelas, os espinhos também caiam, de repente eu fiquei sem forças nas pernas
e cai de joelhos.
- Eu disse que um dia você ia cair aos meus pés Gillies
meu amor, terminar comigo por causa daquela sua amiga da Groelândia. – eu olhei
para Elsa e ela não me olhava e ainda via suas lagrimas caindo ao chão. Rose
colocou o pé no meu peito, pegou meu rosto e me olhou nos olhos:
- Julien meu amor, você não sabe o que perdeu! – ela
soltou meu rosto e me chutou – Você não me merecia e eu realmente te amava. –
eu estava no chão e via meus dois amores chorando por mim, Rose Reus ainda era
um dos amores que eu tive.
Um fantasma se aproximava, com aquela farda maldita, era
ela, Caroline Ross, ela olhava pra mim e não falava nada só balançava o rosto
negativamente. Três delas estavam lá se continuasse assim outras duas ainda
apareceriam, que pós-morte horrível e que ironia logo após Caroline Alice
apareceu, logo ela que foi assassina da minha Carol. Eu me levantei, ela tinha
acabado de aparecer e eu já estava de saco cheio e me levantei, ela vinha com a
mesma cara de choro da primeira noite de quando eu voltei pra Londres.
- Eu te amei e você fugiu seu cretino. – eu coloquei o
dedo na cara dela e joguei tudo que eu sentia pra cima dela.
- O único momento que eu te amei foi quando achei que
você iria ter um filho meu e só, Elsa Arkin foi e ainda é a única mulher que eu
amo. – virei o rosto e todas elas me olhavam fixamente – Eu gostava de você
sim, nossa noite depois da destruição da igreja foi incrível, minha primeira
noite com alguém e se nós casamos culpe seu pai que me fez casar com você e sim
eu adorei matar aquele velho babaca que me infernizou todo o tempo que ficamos
casados. – ela estava horrorizada e cobria o rosto com as mãos.
- Culpa de tudo deve ser minha meu filho. – a dama Sollen
vinha de preto, um preto tão negro como a niote. Parecia planar em minha
direção, parecia se fundir com a escuridão e voltar pra luz a cada centímetro.
- Talvez. – eu estava amargurado, meus últimos encontros
com ela foi como inimiga e meu último encontro ela como Victoria eu a rejeitei
mesmo ela sabendo que eu estava no corpo de Lúcius Hohenheim. Embora eu
culpasse Hitchens ele só acelerou o processo.
- Você meu filho, nasceu sob uma estrela de conflito,
você coexiste com Julien e com o cavaleiro templário, fora que vocês os Sollen
são os herdeiros da fênix. – ela finalmente tinha aterrissado, eu novamente cai
por terra, não conseguia olhar para minha própria mãe, as lagrimas que a muito
tinham secado do meu rosto agora voltaram a jorrar. – Meu adorado Anthony, meu
último bebê é aquele que tem o pior destino. – ela tinha se abaixado e estava
me abraçando, um abraço quente, esse calor percorria todo o meu corpo. – Vocês
malditos Sollen viram estrelas quando morrem e viram existências superiores é
como um ciclo vicioso, sua linhagem sempre vai voltar para o mundo para
melhorar ou piorar um exemplo mal é seu pai e meu marido – eu escutava as
palavras da minha mãe e também escutava o bater do coração dela, enquanto
falava ela enxugava as minhas lagrimas inutilmente. – Ele criou aquela dimensão
que você chama de Z, mas na verdade é Oz. Trabalhando por traz da segunda
guerra mundial ele criou a pedra com Tony Mikaelson que você já sabe que é, seu
pai também fez coisas boas como se passar por um trouxa e catalogar as espécies
de animais não magicos. – ela se levantou e depois me levantou. – Percebi uma
coisa meu filho, você não tem coração! – todas as garotas se surpreenderam
menos Elsa. – Sei que você conhece o feitiço e sei que você o fez, minha
pergunta é: Pra qual delas você deu? – ela começou a andar de mão estendida
passando por todas, cada passo da minha mãe me doía por que mesmo depois de
morta ainda cuidava de mim, ela passou por Alice que negou ter o meu coração e
desapareceu, o mesmo se sucedeu com Caroline e Rose que após a negativa desapareciam.
Quando minha mãe chegou em Elsa a neve começou a cair, elas se olharam por
alguns minutos como se conversassem como os vampiros. Por fim a princesa de
gelo entregou um coração a minha mãe que vinha sorridente em minha direção –
Você escolheu bem é verdade, mas lembre-se vocês dois são do sangue antigo. –
Elsa se aproximava por trás da minha mãe, a cada passo a intensidade da nevasca
diminuía, Victoria parou e esperou Elsa chegar do meu lado e segurar minha mão.
– Provações esperam vocês dois, esse amor é proibido e causará dor se não for
mútuo. –Elsa me beijou, um beijo quente como só ela sabia dar.
- Sempre seu e para sempre – ela tinha sussurrado a nossa
promessa, depois dessa promessa eu tinha dado meu coração a ela, estávamos no
portão principal da Ultima Lareira, o castelo da família Arkin na Groelândia.
Ela se afastou e ficou do lado da minha mãe que voltou a andar em minha
direção, um passo, outro passo, até estar a um passo na minha frente.
- Está aqui seu coração meu garoto. – aquele coração vermelho
pulsante começou a brilhar, em um movimento ela colocou-o de volta no meu peito
e todo aquele lugar começou a se desfazer.
- Adeus meu filho. – lagrimas caiam do rosto dela
enquanto ela ia se desfazendo. – Adeus Anthony Vipero Sollen, o cavaleiro
templário, a reencarnação de Julien Lanchester e o herdeiro da Fênix.
Tudo se desfez e eu estava de volta na terra z, ou com
minha mãe disse em Oz, eu olhava pros lados e tinha um círculo negro ao meu
redor, Barbara estava ao meu lado chorando sem ver que eu abri os olhos, eu
agarrei sua mão e disse:
- Não é tão fácil matar um Sollen.