15 de novembro de 2015

Ato sete - A virada de jogo

- Aproveitando sua nova vida pai? – perguntei sorridente a ele.
- Bem, eu estava até descobrir que Helena Queen está sumida, todas as minhas fontes indicam que você foi a última pessoa a vê-la com vida. – eu o observava suas expressões, mas não alterava em nada seu estado frio.
Eu abri a mão e fechei, então uma pequena chama se formou na palma da minha mão, ele a olhava, pela primeira vez vi meu pai com um misto de surpresa e temor.
- Você realmente quer saber o que houve com ela? – perguntei, ele ainda olhava a chama, sua boca abria e fechava, mas nenhum som saia dela -  Eu a torturei, a fiz comer os próprios dedos, logo após a vários pedidos de misericórdia eu a matei! – Ele sacou a varinha, joguei o fogo para cima da varinha dele que explodiu em sua mão.
- Então esse é o poder de uma terra? – perguntou surpreso, sua raiva era evidente, mas ele estava desarmado
- Em parte sim – disse-lhe eu sorrindo – Contudo, eu não tenho que te falar mais nada!
- Eu sou seu pai!
- Eu sou o líder dessa família, somos respeitados como a muito tempo não éramos, em dois anos eu ascendi ao posto de ministro da magia.
- Lembre-se quem derrotou Hitchens! - rosnou ele.
- Lembre-se quem te salvou de uma morte dolorosa! – saquei a varinha do bolso do roupão e apontei para porta – Abafiato. – sorri e voltei a falar – Depois de te derrotar Edward me falou que você era só um velho que tinha um anel poderoso, então baixe o tom – levantei o dedo e apontei para ele – Do mesmo jeito que eu te dei esse anel dos deuses, eu posso pegar ele de volta. – Passei por ele e sai do quarto e bati a porta, ouvi passos vindo em minha direção e desaparatei, apareci no castelo de Lanchester, no caribe. O barulho do mar parecia me acalmar um pouco, me sentei no trono ao fundo do salão e comecei a repensar tudo, lembrar das palavras que aquele ser estelar havia dito, que eu seria traído por alguém intimo a mim, agora eu tinha colocado mais uma pessoa nessa lista.
- Eu Anthony Vipero Sollen, um dos doze conselheiros, o canceriano te invoco, Dean Sollen, mostre a mim uma pequena centelha do seu infinito poder. – depois disso nada aconteceu.
- Se queria me ver, era só me mandar uma coruja! – disse ele descendo as escadas.
- Bem, eu sei que você gosta disso, faz bem ao seu ego – disse-lhe eu rindo.
- Então o que há de tão importante que me fez vir aqui?
- Sabe, eu sei que você quer que eu perca a aposta, mas sinceramente eu tenho dúvidas, tenho medos. – ele começou a bater palmas
- Anthony Sollen, finalmente baixou a cabeça e contou a verdade. – baixei a cabeça, ele estava na minha frente agora. – Sabe o porquê da aposta? – eu levantei a cabeça e quando eu ia falar ele respondeu – Sua arrogância, vejo a agonia e o medo em seus olhos, está perdido e não pode confiar em ninguém, seu melhor amigo está perdido, seu pai te odeia, tem dúvidas sobre sua futura esposa, não pode desabafar com Damon que sempre te deu os melhores conselhos ou com Alvos que sempre apoiou seus planos malucos, então sim eu te ergui para te derrubar.



4 de novembro de 2015

Ato Seis- Infinito estelar

Eu estava novamente no infinito estelar, onde tinha passado aqueles meses com Dean, como ele era um tanto entediante, passei a vislumbrar as estrelas, aquela voz vinha da constelação de libra, a frente tinha uma mulher, seu rosto estava meio escuro e irreconhecível.
- O que está fazendo? Qual o seu real objetivo pequeno Anthony?
- Realmente importa o que eu quero fazer libriana? – perguntei.
- Reconhece as constelações, que garoto exemplar – revirei os olhos-  Salvou seu pai, mas nem ao menos fala com ele desde que voltou, fez uma barganha em que sairia perdendo e continua a brincar com a balança. – eu sorri com o que ela disse.
- Bem, meu pai- sorri arrogante- tem o que pediu, poder, o poder do anel dos deuses. – fiz uma pausa, respirei fundo – ele deve estar atrás de uma tal de Helena Queen, que por acaso está morta. – fiz uma cara de criança inocente. – Sabe aquela aposta foi bem interessante embora, eu possa me dar muito mal e ficar aqui por toda eternidade vendo ele usando meu corpo. – me virei e apontei as estrelas da constelação de Câncer –Sabe, segundo muitos eu sou um psicopata em busca de uma redenção, mas eu sou apenas um canceriano que diferente dos habituais nativos da constelação, não sou apegado aos meus sentimentos, logico há alguma exceção.
- Como quem, Alice? – ela gargalhou – Janeiro de 97, vocês se encontraram e se apaixonaram, pode ser que as vidas passadas tenham feito terem uma atração fatal, mas vocês se amaram isso eu posso dizer e a linda Elsa Arkin, a qual você guardou no seu coração por anos a fio, talvez possamos falar de sua primeira paixão Hermione ou quem sabe sua primeira namorada Lilá. – revirei os olhos.
- Vocês seres celestias deveriam ser mais diretos, embora o pouco tempo que passei por aqui percebi a solidão que passam, tentam estender ao maximo a estadia e a conversa, mas eu realmente queria voltar para minha noiva e para meu corpo. – sorri ao falar.
- Sabe Anthony, você não passa de um arrogante e prepotente que tem um pouco mais de poder que a maioria das pessoas, com isso acha que todos lhe devem obdiencia, mas se aqueles que te seguem se unirem, você corre um serio risco de vir passar a eternidade aqui. – eu a interrompi.
- Rodeios, rodeios e rodeios, seja direta Libriana!- disse eu sem paciencia.
- Você pode achar que tem todo o controle da situação mas será traido por alguém muito proximo.
- Como quem? Os Noés? Já sei, meu pai, quem sabe meu irmão e ainda temos minha amada Elsa Arkin! Minha cara Libriana, você sabe muito bem quem eu não estou no conselho dos Doze atoa, sim eu sou arrogante, sim eu prepotente e sim eu sou muito orgulhoso, mas uma coisa que eu não sou é desprevenido. – eu sorri maliciosamente. – Eu nunca entro em um jogo para perder, nunca.
- Não estou entendendo, está falando que sabe de tudo? – perguntou me ela.
- Não sei de tudo, – me aproximei dela e peguei em sua mão – mas tenho consciência que posso ser traído e criei protocolos para ao menos poder derrotar quem atentar contra mim. – puxei-a para os meus braços e comecei a dançar com ela uma valsa sem música. – Por exemplo, se minha futura esposa tentar a me matar, meu atual representante Cyril Camelot irá começar a operação Ragnarok, onde todos os cidadãos oriundos dessa imigração nórdica serão executados... – ela me interrompeu.
- Então você deu a Damon Sollen o comando, para quando os Noés se rebelarem e deu o nome de operação Hiroshima?! – eu ri um pouco.
- Ouvindo você falar assim parece que foi uma coisa idiota – falo ao seu ouvido
- Isso é um flerte Canceriano? – perguntou ela me afastando
- Bem, você está aqui, eu estou aqui, pensei que poderia acontecer alguma coisa. – falo rindo, ela pareceu perder a paciência.
- Guarde minhas palavras Anthony Sollen, você será traído e nenhum desses seus planos dará resultado, lance bem os dados pois o jogo do caminho começou! – disse ela e me empurrou, no momento seguinte eu estava de volta no meu corpo, com Elsa, Rose, Damon, Alvos, Russel e Siegfryd ao meu redor.
- Olá família, como vocês estão? – falei rindo – Estou muito bem, só não estava dormindo bem, então apaguei.
- Engraçado Anthony, mas fazem dois dias desde que você dormiu – falou meu pai secamente.

- Então pai, achou sua rainha? – perguntei rindo, ele me fuzilou com os olhos – poderiam sair, gostaria de falar a sós com meu pai.

27 de outubro de 2015

Ato Cinco - A fatidica conversa

- Sabe, eu não queria falar nesse assunto agora. – disse-me ela, colocou a mão no rosto depois de apoiar os cotovelos no joelho.
- Eu sei que não, ninguém quer falar, mas é preciso, como eu já disse vou atrás dele mesmo que tenha que ir sozinho, eu irei depois do casamento. – Me deitei no sofá e coloquei meu braço no rosto – Sabe, quando eu o conheci, ele era um garoto novo em hogwarts e eu estava passando por alguns problemas, ele foi meu único amigo, quando eu tive uma luta crucial pelo mundo, ele estava lá comigo, me ajudou a derrotar o Pai dos pecados.
- Quem foi seu primeiro amor colégio? – ela me perguntou, levantei o braço um pouco, vi sua expressão facial, ela tinha um sorriso no canto do rosto.
- Eu estou falando sério! – Respirei fundo – Eu estava falando de salvar meu melhor amigo e você vem perguntar por Lilá Brown, vamos Elsa, fale sério, você é a regente nórdica, ultima da família real, tem uma grande responsabilidade em suas mãos, ajudar seus conterrâneos a viverem melhor aqui no país! – quando olhei-a outra vez, lagrimas caiam dos seus olhos, me levantei e me sentei aos seus pés, coloquei meu rosto em seu colo e continuei a falar – Sabe que eu também tinha os mesmos medos que você, eu não sabia como iria derrotar Lady Halleck, mas sabia que tinha que fazer.- fiz uma pausa- Sabe esses dois paspalhões, são minha família, me ajudaram em tudo, me ensinaram feitiços, me ensinaram a história do mundo, me moldaram como pessoa.
- Você sabe como levantar uma pessoa. – falou ela olhando em meus olhos e alisando meu cabelo – Você sabe onde eu vivi – eu revirei os olhos.
- Veja, eu vivi aqui, o cara que eu chamava de pai era um impostor, mas ele era muito legal, quando ele foi assassinado na minha frente, minha mãe me amarrou, me fez beber veritasserum para falar a verdade, mas tenho certeza que me torturaria para saber quem o havia matado, Victoria não era bem, a mãe do ano. Não que eu esteja reclamando, mas eu vivi sozinho nessa casa, você tinha seus irmãos... – ela me interrompeu.
- Você seus amigos em hogwarts – sorri de lado com o que ela falou.
- Nem tanto, eu gostava de impressionar, fiz isso com o professor Slughorn, ele gostava de ter os melhores e mais badalados alunos ao seu redor, mas na época meu pai acabara de morrer- fiz uma aspa com os dedos- eu era o filho do comensal da morte, para eles não era ninguém, amigo de Harry Potter, não gosto de segundos lugares, na primeira aula do velho Slug, eu fiz uma Felix Felicis, segundo ele, a minha foi a segunda melhor – respiro fundo- Harry conseguiu a melhor poção, estava com o livro do Snape, mas não tiro seu mérito soube seguir bem as instruções. – ela começou a rir.- Você não seguiu as instruções! – disse-lhe eu.
- Quais instruções eu não segui? – perguntou Elsa com uma cara de dúvida.
- A de escolher o melhor partido e não o vilão. – ela tinha uma cara de choque – Eu não sou quem você acha amor... – fui interrompido por ela.
- Você é a melhor pessoa que existe, você me salvou quando poderia ter corrido.
- Todos os meus problemas começaram quando eu dei a pedra filosofal ao Pai, ele ia destruir todos os seres viventes, roubar suas almas, isso em 94, em 96 eu salvei o mundo de Lady Halleck, salvando assim a minha vida, acho que o único gesto altruísta que eu tive, foi não matar Victor Fellatio quando ele te ameaçou! –a cara dela, estava meio abismada. – Por isso eu não fui atrás de você quando terminei Hogwarts. –
Me levantei, comecei a andar pela sala, me virei e olhei para ela e escutei uma voz um tanto familiar.

- Anthony Sollen- dizia uma voz feminina vinda do alto, olhei automaticamente para cima, meus sentidos se foram.

28 de setembro de 2015

A Volta a Hogsmed

Aquela ideia de Alvos me pareceu idiota, quem por ai anda com um lobo prata por ai e é claro eu era o lobo, Elsa me levava em uma coleira um tanto apertada, Damon conseguiu tirar uma fotografia minha naquela cena.
Nós quatro desaparatamos em Hogsmead, me transformei em lobo, então eu e Elsa começamos a andar pelo povoado para encontrar meu querido irmão que passeava por ai com o meu rosto, tudo que ele fizesse, eu teria feito, passamos pela três vassouras, cabeça de javali, dedos de mel e nada de encontrar ele, então me veio uma ideia, puxei Elsa que segurava a coleira forte, corri em direção ao cabeça de javali, estavam lá Harry, Rony, Hermione e meu irmão, com um último puxão meu, Elsa soltou a coleira, corri e pulei em cima dele, passei por cima de Hermione que estava de costas para a porta, com meu peso e o dele a cadeira caiu para trás, eu uivava e lambia seu rosto. Elsa ria e logo em seguida correu, me tirou de cima dele com a ajuda de Harry e Ronny.
- Me desculpe, ele puxou demais e soltei a coleira, sou Elsa Arkin.- Ele se levantou com ódio no olhar, limpava as vestes e começou falar.
- Cuidado com esse cão – ela o interrompeu.
- É um lobo!
- Então cuidado com esse lobo, ou ele pode virar um casaco! – Rony, ria da resposta.
- Creio que não ousaria tocar na pele desse lobo, ele pertence a uma poderosa família! – eu voltei para perto de Elsa e fiquei sentado alerta.
- Bem, eu sou um Sollen! – eu falaria isso, então ele estava indo bem, Harry virou o rosto desinteressado ao contrário de Hermione que ao meu ver estava colocando as engrenagens para funcionar, talvez isso não me fosse bom.
- Uma família interessante, mas a dele é mais antiga.
- O pedigree dele é melhor que o seu Sollen. – disse Rony
- Ronald, quer mesmo que eu te responda algo? – perguntou Russel, ele foi gentil, eu teria perguntado qual seria o dele. – Então de que família é?
- Hohenheim!
- Impossível, eles estão mortos a muito tempo!
- Você sabe tanto quanto eu que é possível Sollen, tanto que eles são seus familiares. – Russel ergueu a sobrancelha e sorriu.
- Senhorita Arkin, poderia ter dito que esse é o cachorro do meu tio Damon! – ele sorriu para mim e apontou para o lado de fora. – Ele está lá fora me esperando não está senhorita?
- Sim, está-  ela afagou minha cabeça.- o senhor Damon disse que você entenderia mais rápido.
- Não estou tão afim de enigmas de uns meses pra cá, amigos, vou falar um pouco com o meu parente e volto rápido. – eles olharam para Russel e se olharam.
Sai andando e Russel vinha logo atrás. Corri até as arvores e ele vinha vagarosamente.
- Três meses irmãozinho! Fiquei aqui malditos três meses, acha que eu gosto de ficar aqui novamente! – Eu me transformei em humano.
- Sinceramente irmão, obrigado, você me cobriu esses meses que eu estava doente, quando você chegar na casa dos gritos Damon e Alvos vão te explicar tudo.
- Você é um idiota sabia!
- Eu também gosto de você – me abaixei e peguei uma sacola com roupas. –aqui, para você não ir caminhando até lá sem roupa. – ele sorriu e abaixou a cabeça.
- Você é desprezível. – ele tirou o casaco e jogou para mim, logo após isso a camisa, eu coloquei as roupas e ele já tinha colocado as da sacola, tirou a calça e colocou a nova. – Mais uma coisa irmão, você me deve. – falou isso e virou-se, ia a toda para a casa dos gritos.
Eu terminei de colocar os sapatos e voltei andando para a taberna, quando entrei Elsa estava saindo, quase batemos a cabeça.
- Indo tão cedo senhorita Arkin, mal tivemos tempo para conversar. – disse eu.
- Talvez quando você estiver de férias Senhor Sollen.
- Pode me chamar de Anthony.
- Então me chame de Elsa. – os três nos olhavam atentamente, não me contive a beijei, poderia ser a última vez, ela retribuiu, mas logo depois me empurrou e saiu do bar correndo, respirei fundo e fui me sentar com eles. Hermione me olhava como se algo estivesse errado, Harry e Rony como se eu tivesse feito algo de outro mundo.
- Você beijou ela! – disse Rony.
- Beijei!
- Do nada, parecia que já a conhecia. – disse Harry.
- Nunca vi mais linda. – falei eu
- Você está diferente Sollen, mais alegre.
- Como não estaria alegre, acabou de beijar uma loira linda. – Hermione ficou um tanto vermelha, não sabia o porquê, mas tinha algo estranho
- Vamos Harry – disse Rony – já vai ficar tarde e temos que fazer os preparativos do jogo de amanhã – ele me olhou com desdém- Acho bom você ter pedido para sair Sollen, assim nós ganharemos.
- Rony, você realmente é um cara de sorte, estou de muito bom humor para te dar uma resposta, mas enfim, podem ir, quero ficar mais um pouco aqui. - falei
- Vê se não se mete em confusão Sollen – Disse-me Harry
- Podem ir eu não deixarei ele entrar em confusão. – disse Hermione, eles se levantaram e saíram do bar. – Agora Anthony Sollen, quero que me conte o porquê de todo esse escarcéu.
- Quando vi sua sobrancelha arqueada percebi que as engrenagens da sua cabeça estavam a todo vapor, mas antes o que me delatou? – perguntei eu.
- Talvez tenha sido que o seu tio Damon está morto desde 1993, o fato de um lobo em uma coleira e eu estava desconfiada do seu outro eu, nunca respondeu ou ameaçou o Ronald quando ele vinha com as piadas dele.
- Bem, segundo você diz meu irmão Russel foi educado, bem quanto ao meu tio Damon, ele fingiu a morte, então eu também fui enganado anos atrás e por último, devo dizer que a ideia da coleira não foi minha. – disse-lhe sorrindo – Você poderia me atualizar das coisas? – perguntei a ela que ia se levantando, deixei um galeão na mesa para pagar a conta.
- Só se você me contar onde esteve Anthony.
- Vocês nunca acreditaram no que eu falei, por que se interessar agora? – perguntei
- Bem, com o seu sumiço e o aparecimento do outro Sollen, devo admitir que sua história possa ser verdade.- falou ela.

- Bem, senhorita Granger, o caminho é longo e auspicioso a verdade! - falei e comecei a contar toda a história.

18 de julho de 2015

Ato Quatro - Velhos amigos

Estávamos frente a frente, ela estava com um vestido vermelho, seu olhar estava baixo e longe, algumas lagrimas caíram de seus olhos, passei a mão em seu rosto, olhei em seus olhos, ela me deu um beijo, foi inesperado, mas retribui. Ela me abraçou, sentia seu coração acelerado, abracei-a fortemente. Ela parecia que ia falar, mas beijei-a, ela entendeu.
- Vá para casa, eu vou assinar uns papeis- falava enquanto olhava em seus olhos- você pode fazer isso por mim amor? – perguntei.
-Está bem, eu vou ficar te esperando. – falou ela docemente, sorrio de lado e saiu caminhando.
Sai da sala, segui em direção do meu escritório, haviam sim alguns papeis para eu assinar, mas não era esse o principal motivo, minha adorável amiga Road, tinha descoberto aquilo que eu queria em Hogwarts, eu confiava tanto na diretora Minerva McGonagall quanto ela confiava em mim. Abri a porta e ela estava lá, sentada em minha cadeira girando.
- Road, faz tempo que não nos vemos não?!- Ela gargalhou e eu sorri de volta
- O que estava fazendo, estava conversando com nórdicos? – falou ela, colocou as mãos na mesa e olhou para mim fulminantemente.
- Você sabia, então por quê perguntou? – revirei os olhos, fechei a porta, andei e me sentei na cadeira a frente dela, coloquei as pernas, cruzei os braços e sorri. – O que descobriu sobre aquela pessoa?
- Haviam treze amarras prendendo-o, agora só quatro, contudo se ele se soltar, nada acontecerá com a estrutura da escola e a diretora nem desconfia que você escondeu ele lá. – gargalhei com o que ela me disse.
- Quem diria que esconder Axel lá daria certo, vocês achavam que iria dar errado, principalmente depois que Dumbledore morreu, mas lá ele está até hoje.
- Você ficou com medo depois que as estruturas da escola foram comprometidas na invasão de Voldemort e os comensais? – foi uma pergunta interessante, eu mordi meu dedo e comecei a olha-la mais fundo.
- Veja minha cara Road, quando Tom Riddle foi derrotado, eu desaparatei e fui em direção da câmara secreta, peguei um caminho mais rápido para ver as amarras, ele estava lá, adormecido, coloquei mais alguns feitiços de proteção a mais. – ela me fitava incrédula. – Sabe aqui no ministério, as paredes têm ouvidos, por isso não vou falar mais coisas. – falo – Quando sair, feche a porta, não quero ninguém entrando na minha sala sem permissão. – ela revirou os olhos.
Levantei, andei em direção da lareira, peguei o pó de flúor, entrei na lareira.
- Serio Road, vá embora. – ela desaparatou e levou com consigo minha cadeira, respirei fundo para não fazer alguma besteira. – Mansão dos Sollen, Manchester. No primeiro momento estava vendo meu escritório no outro, minha sala de estar.
Estava em casa, me sentei na poltrona e peguei o jornal, a edição noturna do Profeta Diário vinha com imagens da bagunça dos nórdicos, do lado uma foto minha e de Elsa, a manchete dizia:
“Ministro Sollen anistia imigrantes subversivos em favor de noiva”
O ministro Anthony Sollen, hoje à tarde teve uma reunião com os chefes de família dos países nórdicos a portas fechados, durante as duas horas de reunião eles debateram, os problemas causados pelas famílias, a repercussão no mundo trouxa. Logo após a reunião a recém noiva do ministro Elsa Arkin apareceu na sala, eles tiveram uma breve conversa e logo seguiram caminhos opostos, ela para a residência deles em Manchester e ele para seu escritório. Fontes indicam que os lideres saíram satisfeitos com o acordo, contudo não temos mais detalhes.
Elsa desceu as escadas, com uma camisola preta, eu fiquei de boca aberta até que ela sentou no meu colo e fechou minha boca, sorrio.
- Parece que nunca me viu Senhor Sollen? – perguntou ela sorrindo, seus olhos brilhavam.
- Nunca em trajes tão informais. – respiro um pouco, mordo meu polegar- Se bem, que já te vi sem roupas. – gargalhei.
-  Que maduro ministro. – falou ela e socou meu ombro de leve – eu quero escolher a data do nosso casamento para o dia 23 desse mês, foi o dia do nascimento da minha mãe. –fui pego de surpresa, achava que esse negócio de casamento iria demorar mais alguns meses, ou pelo menos depois do início do ano letivo.
- Nossa amor, já nesse mês, eu pensei que iriamos casar em setembro. – ela fechou a cara pra mim – Poderíamos casar em maio, mês do casamento dos meus pais. -falei tentando sorrir, ela se encostou no meu peito.
-  Sabe Sollen, por um momento eu achei que você fosse ignorar por completo nosso casamento. – ela se ela se levantou, então eu peguei sua mão, me levantei e fiz ela se sentar.

- O que houve com vocês no norte, vi vislumbres do que aconteceu, mas nada muito relevante então eu quero ouvir da sua boca minha querida noiva, o que aconteceu com você?

22 de junho de 2015

Ato Três- A reunião

A sala estava cheia, poderia ser um estereótipo, mas todos os lideres nórdicos eram barbudos e corpulentos, como se fosse um feudo, haviam famílias que protegiam outras famílias e todas elas deviam servidão ao rei do norte, mesmo não estando mais no norte eles obedeciam a devida família real, para minha sorte a família da minha noiva Elsa Freya Arkin. Aquilo era um jogo de poder, os britânicos estavam odiando a imigração nórdica, aparentemente eles eram o nosso oposto, segundo o mundo nós somos reservados, raramente estamos envolvidos em brigas, mas quando nos envolvemos, eles brigavam por tudo nos bares, seu jeito estranho de falar afastava a clientela. O ministro trouxa teve vários problemas com os finlandeses, Alvos trabalha no escritório do primeiro ministro trouxa.
Ei estava na antessala, murmúrios, gargalhadas e gritos vinham do salão principal onde todos os 60 homens estavam reunidos, me aconselharam a servir comidas e bebidas, mas aquilo não era uma reunião normal, era para definir se eles ficariam no meu país por bem ou por mal, se não aceitassem nossas regras eu faria questão de banir eles do reino unido, dei um último gole no meu whisky, algo que havia ganho há um tempo, um genuíno Bourbon, oriundo de Nova Orleans, um vampiro tinha me dado, não poderia dizer que ele era meu amigo, éramos aliados. Me levantei da cadeira, abri a porta, naquele momento o salão ficou em silencio e todos os olhos se voltaram para mim, eu ac_abava de entrar em uma sala de pólvora e minha especialidade era fazer fogo, poderia muito errado, dessa vez eu não tinha nenhum reforço, era Anthony Sollen contra 60 bruxos. Segui para o centro do salão e comecei a dialogar:
- Tenho certeza que todos sabem quem eu sou- dei um sorriso presunçoso- entraram no meu país, eu ofereci a paz, contudo vocês causam levantes e brigas.- dei uma pausa para olhar nos rostos dele mais fixamente- Muitos dos meus fieis conselheiros me falaram para os expulsar, contudo minha noiva pediu para vocês ficarem aqui, fogem de algo que- eu parei de falar por que um deles levantou a mão.- pode falar senhor. – ele fugia ao estereótipo barbudo e corpulento, era muito magro e usava óculos.
-   Me chamo Victor Einar- disse ele- Achamos que você não precisa saber. – Andei pelo palco, coloquei as mãos nas costas. – Então essa reunião foi uma perca do seu tempo e do nosso. – quando ele terminou de falar eu baixei a cabeça e sorri. – Qual a graça Anthony Sollen, por acaso sou algum palhaço- era estranho escutar meu nome com aquele sotaque, mas a voz não era a de Elsa.
- Veja bem Victor- falei o nome dele com desprezo- Elsa Arkin, me pediu expressamente para deixar vocês ficarem no país e eu atendi, o ministro trouxa está cheio de problemas por culpa de vocês, eu acho muito bom entrarem na linha, que por mais que nós britânicos sejamos brandos, não vamos tolerar seus comportamentos. – eles começaram falar entre si, essa era a hora de adentrar na mente de Einar, foi um tanto cansativo, ele tinha 5 barreiras que funcionavam quase como um gatilho, o que faria ele perceber minha intromissão em sua mente, finalmente eu estava lá dentro, vendo todos os seus segredos, ele tinha uma amante, mas não a via a mais de um ano, eu tive que me conter para não gargalhar na frente deles, o nome dela era Helena Queen, a mesma mulher que eu havia matado e que meu adorável pai estava procurando. – Senhores eu como um bom anfitrião lhes darei 5 minutos para debater.- eu sai rindo, o que fez eles ficarem de cara feia, mas eu não liguei continuei os meus passos em direção a antessala, fechei a porta e só escutava os murmúrios deles, saboreei do vinho e comecei a plantar visões na mente de Einar, fiz ele ver sua mulher e filha, mortas, sangrando em sua frente, onde ele não podia fazer sem que uma espada atingisse seu corpo, quando ele chagou nelas 20 espadas e estavam cravadas em seu corpo e sua pequena filha olhava seu em seu rosto e falava:
- Papai, me ajude... – e sua cabeça tombava no chão.
Voltei ao salão onde meus convidados estavam sentados, todos pareciam tensos quando eu apareci, andei sorridente até o centro do palco, com um aceno de varinha a cadeira que eu estava sentado minutos antes estava agora atrás de mim, onde eu me sentei.
- Cavalheiros, eu deixei vocês pensado na minha proposta, eu espero que o tempo que lhes dei tenha sido suficiente.- Falei olhando para Einar. – Senhor Einar, gostaria de ouvir o que vocês tanto debateram. – ele se levantou, pude ver o medo em seus olhos, sua mão tremula.
- Ministro Sollen, nós aceitaremos seus termos – havia medo em sua voz, no início sua voz fraquejava, mas ele conseguiu ser firme- melhoraremos nossos modos e não causaremos mais problemas- ele respirava fundo- e queremos que mande nossos mais sincero obrigado a nossa rainha.
- Mandarei, pode ter certeza que mandarei.- eles começaram a levantar e sair, passei longos 10 minutos ali na cadeira pensando em tudo que tinha visto, era muito para absorver, tudo que eu tinha visto, sobre o que havia acontecido ao norte, passos se aproximavam, até que vi Elsa em um vestido vermelho me olhando como se eu fosse alguma gazela, aquele olhar me excitava, mas aquilo voltou a minha cabeça, veio andando até min e falamos em uníssono

- Temos que conversar- seu rosto branco enrrusbeceu. 

1 de junho de 2015

Ato 2- O pedido de Anthony

Eu estava tremendo, meu coração se acelerou de raiva por alguém tentar me enganar, mas era realmente ele, meu Anthony e eu tentei mata-lo, duas maldições da morte, minha sorte é que ele era o ministro, ele disse que me esperaria na mesa do café, engraçado ele estava com terno logo de manhã, seu sorriso irradiando meu dia, coloquei uma calça jeans e uma camisa branca, provavelmente dele, pois estava em seu guarda-roupa, me lembrava de quando contei a ele que matei meu irmão, todos achavam que Thor era bonzinho, mas eu sabia a verdade, ele envenenava a todos nós cada dia um pouco mais, até que eu coloquei todo o veneno que ele dava a nós e coloquei em um único copo, na última noite antes que Anthony destruísse minha casa e me salvasse, coloquei em sua bebida, para que ele provasse do próprio remédio, mas não sabia que ao fazer isso meu irmão morreria. Algo peludo passou entre as minhas pernas, peguei aquele gatuno nos braços e afaguei sua cabeça, o coloquei no chão e comecei a sair do quarto, fechei a porta, desci as escadas e uma mesa farta estava posta, me sentei ao lado de Anthony que estava lendo o jornal, parecia que uma rebelião de bruxos fugidos do norte da Europa, ninguém além de mim sabia o que realmente tinha acontecido, os selos tinham sido quebrados e aqueles dois estavam no trono. As manchetes diziam: “Onda nórdica invade a Grã-Bretanha”. Damon vinha subindo do porão quando me viu, levantou as sobrancelhas e falou:
- Pequeno Sollen, e agora o que fará? – eu olhava de Damon para Anthony que estava lendo o jornal.
- O que espera que eu faça, me case com uma nórdica? – aquele tom dele eu conhecia, mas ele nunca tinha usado comigo.
- Talvez, você é viúvo, isso pode acalmar a fúria do povo, os nórdicos brigam com qualquer um nos bares, o Tom já fez várias denúncias ao ministério. – Alvos descia a escada sorridente como se estivesse ganho o dia com alguma coisa.
- Alguém disse casamento? Que noticia fantástica, quem vai casar? – perguntou ele sorridente enquanto sentava e comia uma torrada e tomava um suco de maçã.
- Bem, eu tenho que achar uma nórdica bonita, tem que ter uma voz encantadora e se doce, por que se for outra de gênio forte. – ele mudou a página do jornal, Damon e Alvos trocaram sorrisos e me olharam – Ela tem que ser forte, conhecemos alguém assim? – ele continuava a ler o jornal até Damon começou a tossir, Anthony baixou o jornal e me viu, ficou surpreso. – Achamos a minha noiva meus caros. – disse ele sorrindo disfarçando a surpresa inicial.
- E quem disse que eu quero casar com você! – rebati – Podemos continuar como estávamos antes, como um tipo de namoro.

- Isso não vai ser possível minha cara Elsa, como ministro eu tenho que manter certos padrões e por conta desse levante nórdico se você continuar a morar aqui em casa algumas dúvidas irão surgir, como por exemplo por que eu mantenho uma mulher nórdica em minha casa. – eu suspirei, sabia reconhecer uma derrota, foi assim da última vez, mas Edward me ajudou a fugir do castelo antes que eu fosse pega por aquela magia. Anthony se levantou, parou em minha frente, pegou algo em seu bolso, era uma caixinha, eu estava ficando vermelha, era normal quando eu ficava com vergonha e com certeza eu estava muito envergonhada naquele momento, ele se ajoelhou, abriu a caixa e dentro tinha um anel, minha boca estava aberta, coloquei a mão no rosto. – Elsa Freya Arkin eu Anthony Vipero Sollen que me casar com você. – ele pausou e respirou fundo. – Aceita se casar comigo?.  

23 de maio de 2015

Ato 1-O despertar

Elsa estava enrolada com meus lenções, uma camisa minha em suas mãos, os travesseiros molhados de lagrimas, um meio sorriso nos lábios, aquele momento foi uma epifania para mim, vê-la feliz. Me sentei na cama sem muito movimento, coloquei meu braço ao redor de seu corpo, falei ao seu ouvido.
- Essa é novidade, eu te ver dormindo, mas dessa vez eu não estou machucado. – ela abriu os olhos devagar, quando me viu me empurrou da cama com os pés, cai no chão rindo.- Ei essa doeu. – coloquei minhas mãos na cama e quando me levantei ela estava de camisola negra cobrindo seu corpo e uma varinha apontando para min.
- Quem é você e como pegou um fio de cabelo dele! – a varinha tremia em sua mão.- Fale logo!
- Calma Elsa, sou eu Anthony.- falei, tirei minha varinha do bolso e coloquei na cama.- amor sou eu.- o ambiente estava ficando frio.
- Não é possível ele está morto.-  ela brandiu a varinha e uma luz verde saiu e vinha em minha direção, meus instintos me fizeram me abaixar.
- Se me quer tanto morto é só avisar.- tinha que pensar rápido, algo que só nós dois sabíamos, seus passos se aproximavam de mim, ela estava dando a volta na cama, seus olhos azuis, só uma coisa vinha a minha mente agora! – Você matou Thor Arkin.- ela parecia abalada, caiu de joelhos, sua mão passava pelo meu corpo, ela chorava, seu sorriso era de orelha a orelha, um sorriso tão grande que mostrava os dentes, seu abraço tão forte que chegava a machucar, eu não lembrava que ela era mais forte que eu.
- Como? Onde você esteve? – antes dela perguntar mais alguma coisa eu a beijei, ela retribua, até que me empurrou, estava com cara de decida – Poderia ter me avisado – batia em mim, se ela estivesse com uma faca nas mãos eu estaria morto. – seu canalha, 2 anos! Dois anos que voltou e não falou nada.- eu me levantei, arrumei os amaçados na camisa, ela olhou para meu gesto, sorriu de lado – Britânicos e suas manias. – dei de ombros.

- Estou com fome, vou lá embaixo comer.- sai do quarto, desço as escadas em direção a sala.

11 de maio de 2015

O Último Encontro

Novamente eu acordava em uma cama, parecia um dejavu, Elsa ao meu lado, com as bochechas coradas, mas dessa vez meu corpo estava praticamente coberto de ataduras, mas esse era o preço para um feitiço experimental como aquele, mas esse foi o preço para estarmos vivos. Afaguei sua cabeça, o que foi uma má ideia pois meu braço estava dolorido, ela estava acordando.
- Isso está começando a parecer clichê, acordar cheio de feridas e com você ao meu lado. – falei rindo
- Não tenho culpa senhor Sollen, que o senhor entra sempre em confusão e se machuca. – seu sorriso estava radiante.
- Deita aqui comigo um minuto? – perguntei e ela se deitou ao meu lado, deixei meu braço estendido para ela fazer de travesseiro, o que se mostrou uma má ideia, quando eu ia falar ela colocou o dedo em minha boca e falou.
- Obrigado por me salvar dos espíritos. – ela parecia que ia chorar.
- Eu sei o quanto é difícil perder os pais-  a imagem de Siegfryd e Victoria mortos pairava na minha mente- mas você não podia fazer nada, eles estavam em maior número. – ela me abraçou e lagrimas caiam de seus olhos. De repente a porta se abre com uma Rose Sollen de olhos arregalados e parou na frente da cama, seguida por um Damon e um Alvos risonhos, quando os viu Elsa se levantou rapidamente.
- Não é o que vocês estão pensando.
- Você é minha noiva, além disso não os devemos satisfação. - foi a primeira vez que vi Damon estupefato.
- Bem, me pedir em casamento para chocar os espíritos de vingança, será que isso vale? – perguntou ela sorrindo e se sentando na cama.
- Muito heroico pequeno Sollen! – falou Damon.
- Pequeno Sollen, sério passarinho? – acho que acertei em seu ponto fraco, a sala ficou em silencio, uma tensão na sala, até que Damon começou a rir.
- Passarinho, não gostei, mas achei engraçado. Vou parar de te chamar de pequeno Sollen, já está na hora, você já se provou muitas vezes. –Elsa se levantou e saio do quarto enquanto discutíamos. – Sabe desde que chegamos ela está ai do seu lado.
- Há quanto tempo estão aqui? – perguntei.
- Rose chegou há dois meses, eu e Damon há 3 dias quando elas acharam que você estava melhorando o suficiente para receber visitas! – falou um Alvos risonho
- Há quanto tempo estou assim desacordado? – perguntei estupefato.
- Pelo que conversamos com Elsa há 3 meses.
- E Hogwarts, Dumbledore perceberia a falta de um aluno.
- Então Anthony, - falou Damon se sentando em uma cadeira ao lado da cama. – seu irmão tomou seu lugar, por sorte guardei cabelos seus, caso precisasse, mas seu diretor está morto, os comensais da morte invadiram o colégio e o mataram, mas você já sabia que isso ia acontecer, que ele ia morrer, digo- falou ele vendo minhas lagrimas escorrendo. – Agora tome seu tonificante.
- Claro porque eu consigo me mover muito bem! – falei tentando melhorar meu humor. – Doutor Alvos, poderia pedir para trocar de enfermeira, essa é muito feia e tem barba.
Nós começamos a rir, mas em minha mente começa a imaginar o estado dos meus amigos, além disso tinha que saber como meu irmão se comportou, seus atos, meu devaneio acabou quando um Damon risonho apertou meu rosto fazendo minha boca se abrir e derramou todo o liquido do copo.
- Poderia ter colocado um canudo ou pedir para eu abrir a boca, isso doeu! - falei em protesto
- Você pediu para eu ser trocado do setor o que queria?!- rimos muito disso, percebi que minha vista estava ficando negra.
Elsa entrou no quarto pegou em minha mão, olhou em meus olhos semicerrados, beijou minha testa e falou
- Boa noite amorzinho, boa volta para o colégio.- meus olhos começar a pesar e os fechei devagar, tudo foi escurecendo até o escuro total.

– Durma garoto, logo estará melhor! – disse uma voz familiar, mas a qual eu não reconhecia.

30 de abril de 2015

Algo que vem por ai em maio!

- Claro porque eu consigo me mover muito bem! – falei tentando melhorar meu humor. – Doutor Alvos, poderia pedir para trocar de enfermeira, essa é muito feia e tem barba.
Nós começamos a rir, mas em minha mente começa a imaginar o estado dos meus amigos, além disso tinha que saber como meu irmão se comportou, seus atos, meu devaneio acabou quando um Damon risonho apertou meu rosto fazendo minha boca se abrir e derramou todo o liquido do copo.
- Poderia ter colocado um canudo ou pedir para eu abrir a boca, isso doeu! - falei em protesto
- Você pediu para eu ser trocado do setor o que queria?!- rimos muito disso, percebi que minha vista estava ficando negra.

– Durma garoto, logo estará melhor! – disse uma voz familiar, mas a qual eu não reconhecia.

1 de fevereiro de 2015

Castelo de Cristal

Era meu 5 dia na casa, meus ferimentos estavam melhorando gradativamente, embora Elsa não cuidasse mais de mim, o que era frustrante, pois ela era o ser mais belo da casa Bírgit, aparecia 5 vezes ao dia, mas eu não podia imaginar as horas, o quarto não tinha janelas. Balder Arkin, o patriarca aparecia uma vez por dia, o velho era corpulento e tinha uma barba grande e branca, as rugas e cicatrizes tomavam conta do seu rosto. Avaldamon Arkin, o filho mais velho e aparentemente o herdeiro do velho Arkin, ele parecia ser ágil, mas não era ele que me preocupava e o segundo filho, o que parecia ser o mais ardiloso, Eigil era mais furtivo, tinha um ar de orgulhoso e maquiavélico, o quarto filho tinha 15 anos embora aparentasse mais, Thor Arkin era o filho que aparentava mais bondade, o engraçado é que todos três tinham cabelos negros e Elsa cabelos platinados, talvez fosse herança genética da mãe, uma pessoa que nunca apareceu no quarto.
Eu já estava farto daquele quarto, então me levantei, abri a porta do recinto e adentrei os corredores, ouvi passos vindos da minha frente, me aproximei devagar, ela vinha com comida para mim, leite, pão e frutas, seu susto foi grande a me ver fora do quarto que deixou a bandeja cair.
- Aresto Mamentun- A bandeja caiu mais devagar, eu me abaixei e peguei, mas não antes do copo de leite cair.- Mil perdoes, eu te assuntei- tentei falar em norueguês, mas pela sua expressão facial, ela não entendia muito bem.
- Está certo- ela disse em um perfeito inglês, me olhou de cima a baixo – parece estar se recuperando bem, provavelmente estará voltando para Victoria em poucos dias.- Escutar o nome dela me trouxe uma sensação de dor, meus órgãos se remexiam, sua imagem veio a minha mente, seu belo corpo agora era comida de larvas, minha força se foi, eu cai e vomitei logo em seguida, ela ia me ajudar mas levantei a mão para fazê-la parar, com um acenar de varinha ela fez tudo sumir eu me encostei na parede e fitei o teto, engoli seco- Victoria é minha mãe e está morta.- meu corpo começou a vibrar, então se escutou um grito vindo lá de baixo.
- Não. – seguido por uma luz verde. Eu me levantei e descemos as escadas, no salão principal, que parecia ser bem rústico levando em consideração que eles eram descendentes do trono nórdico, estava Thor, o filho mais novo, seu corpo jazia de frente a lareira. Eu fitava o corpo morto, mas ai então os outros chegaram, Balder chegou e se ajoelhou ao lado do filho morto, eu observava a reação dele, me lembrava um pouco meu pai, só se preocupada com o poder.
- Meu filho, meu pobre filho- ele fez algo que me surpreendeu, agarrou o corpo do filho e começou a chorar, os outros dois chegaram perto do pai e tocaram o ombro dele.
- Pobre irmão- disse Eigil- tinha tanto pela frente- um liquido roxo começou a escorrer de sua boca. Todos olharam para mim depois que meu sorriso apareceu. – Foi ele, olhe ele rindo!
- Como fui eu se eu estava no meu quarto que é cheio de feitiços, ou achou que eu não perceberia Arkin, ele foi envenenado, olhem o liquido saindo de sua boca, eu diria que foi essência de urtiga vermelha sueca, alguém está de parabéns, é muito difícil encontrar isso. – me levantei com dificuldades sob os olhares acusadores de todos, menos de Elsa, que pareceu se interessar, eu vi um brilho em seus olhos. – Agora vocês tem uma situação interessante em mãos Arkin’s, Thor era o filho mais novo, então sua morte não facilitaria nada a nenhum, o mais provável é que ele tenha descoberto o segredo de algum de vocês. – disse indo em direção ao meu quarto até que o patriarca se pronunciou.
- Senhor Sollen, gostaria que me acompanhasse ao meu escritório, os criados farão os preparativos fúnebres, Avaldamon fique aqui e acompanhe tudo, Elsa venha conosco para trocar os curativos do nosso convidado. -  ele guiou até o escritório, era duas vezes maior que o da minha casa, ele sentou e indicou as duas cadeiras de frente as dele.
- Eu quero que você a leve daqui antes que ele chegue!- sua voz tinha urgência, seu rosto tinha medo e seu olhar suplicava ajuda. – Desde que saímos da Noruega, uma maldição assola nossa família, primeiro meu amor, Hela,- olhou para Elsa, aparentemente ela era igual a mãe.- os espíritos da família nos estão culpando por sairmos da nossa terra natal. – eu o interrompi.
- O rei está morto então volte para sua terra, leve seus filhos, viva, Morloki está morto.
A porta explodiu, quando abri os olhos vi Elsa em cima de mim, do meu lado esquerdo minha varinha apareceu, aparentemente ela estava naquele cômodo. Eu não sabia quem falava, mas escutei uma voz:
- Balder você trouxe desonra para sua família, sua família não merece estar viva. - com o fim da frase houve um baque, quando olhei na direção vi o corpo do velho imóvel no chão. Peguei minha varinha, ajeitei Elsa entre meus braços e me encostei-me à parede.
- Nos dê a garota!- a voz falava comigo.
- Você tem ideia de com quem fala ser imundo?- minha arrogância era um truque que poderia ser muito caro, eu estava em um estado que não poderia desaparatar, eu pensava em maneiras de como sair dessa enrascada. – ela está sob minha responsabilidade.
- Ela é nórdica tem o sangue antigo, descendente dos reis, sob que pretexto acha que ela é sua responsabilidade. – a casa estava começando a ruir, isso não era bom, ela não acordava, meus movimentos estavam reduzidos e se eu saísse de perto dela ela não teria chance.
- Ela minha noiva! – o fantasma pareceu ficar atordoado, tanto que veio a sua forma, ele parecia um viking, com armas em punhos, Elsa aparentemente estava acordada, pois me olhou com uma cara estranha – E você não vai encostar-se à minha noiva!
- E quem é você?- ele começou a rir, logo após um coro de fantasmas apareceram e começaram a rir.
- Eu sou- eu me levantei e falei com arrogância- Anthony Vipero Sollen, filho de Siegfryd e Victoria Vipero Sollen, sou o único hospedeiro do cavaleiro templário, sou a reencarnação de Lord Julien Lanchester, matei o Pai dos pecados, matei Lady Halleck, matei o então monarca do norte, Morloki Allen. Então quem é você mesmo para ameaçar a mim e a minha noiva?- dei minha mão a ela que se levantou, com minha mão livre a abracei. – Sou do sangue antigo, sou um Sollen, então quem é você para tentar me intimidar.
- O sangue deles é provavelmente mais antigo que o seu! – Elsa disse em meu ouvido
- Querida aqui não é lugar nem hora para isso, mas já que insiste- eu a beijei, ela retribuiu o beijo, o beijo continuou até a casa começar a tremer, eu a abracei- Vou lhe dar minha varinha, vai desaparatar para fora da casa, quando eu quebrar todos os feitiços dela e outra coisa, abra os pontos nas minhas costelas. – ela assim o fez, senti o sangue escorrer pelo meu lado esquerdo. – Seu eu não sobreviver, siga para casa dos Sollen, Manchester, se eu sobreviver, terá que ir para A Casa da Fênix, brasil.a beijei novamente, ela falou em meu ouvido.
– Qual o porquê desse ultimo beijo?

- Eu gostei- respondi a enquanto protelávamos eu desenhei os símbolos na parede, houve um clarão tudo ficou branco, eu a empurrei- agora! – ouvi um click, eu sabia que ela tinha saído da casa, que estava sem proteção mágica. Sabem eu criei um feitiço – tudo estava voltando ao normal – contra fantasmas, mas tem um custo, destrói tudo em um raio de 3 km – eu sorri , foi ai que eles começaram a avançar em minha direção, outros jogaram objetos, mas era tarde- Mão de Thanatos- com minha pronuncia em latim eles explodiram, mas a casa foi junto e eu estava dentro, fechei meus olhos.