Eu estava cansado, a batalha tinha se arrastado por mais
de 4 horas, só deus sabe quantos eu mandei pra junto dele, os Noés fizeram
muito bem o trabalho deles e o decimo quanto destroçou a falange inimiga,
logico o trabalho que deu pra selar a magia dele e apagar suas memorias, pobre
Alphonse. A última coisa que lembro foi de enterrar o corpo de minha mãe no
centro de Stonehenge e desaparatar sem nenhum rumo em mente algo que deu muito,
muito errado.
Eu estava no gelo, via um castelo a minha frente, a neve
caia e um anjo se aproximava, percebi que estrunchei e o anjo estava mais
perto.
- Nunca imaginei que encontraria a paz depois de tudo que
fiz.
- Birgit, ele está morrendo prepare o quarto de hóspedes.
– sua voz era uma doce melodia que me fazia delirar. Minha visão foi ficando
negra.
- Victoria eu estou chegando. – ao pronunciar essa frase
eu desmaiei.
O quarto era de pedra, sem janelas e lareira. Duas velas
em cada lado da cama, o recinto estava quente considerando minhas lembranças do
lado de fora. Meus movimentos estavam reduzidos um peso em minhas pernas, não
meus braços estavam normais, olhei em direção a minhas pernas e vi o anjo, ela
era linda, tinha um sorriso no rosto, o seu cabelo era branco feito a neve e as
sobrancelhas estavam arqueadas, parecia ter um sonho bom, ela segurava minha
mão direita, passaram-se 5 minutos e a porta se abriu, uma mulher corpulenta
tinha uma bacia nos braços e quase deixou cair ao perceber que eu estava
acordado.
- Por Odin, você
finalmente acordou. – sua voz acordou a moça que segurava minha mão. - Madame Elsa desculpe-me. - a garota
chamada Elsa corou ao ver que eu tinha acordado e saiu correndo do quarto.
- Desculpas, mas não entendo muito norueguês.
- Qual seu nome jovem senhor? – ela falou sem sotaque o
que foi surpreendente.
- Me chamo Anthony Vipero Sollen- um segundo depois
percebi que não deveria ter me identificado
- Um filho de Siegfryd Sollen vem para a Groelândia, nunca imaginei que seria tão fácil. – eu
procurei minha varinha e não a encontrei no bolso da calça. - Patrão Balder, um filho de Siegfryd Sollen
em sua casa. – ela gritou e passos começaram a vir de todos os lados da
casa em direção ao quarto.
Quatro homens passaram pela porta e me fitavam, falavam e
norueguês tão rápido que eu não conseguia entender, a única palavra que era
nítida era o nome do maquiavélico do meu pai, Siegfryd Sollen
- Eu sou Balder, o líder do Clã Arkin e estou muito
alegre por que minha filha encontrou o filho de Siegfryd. – ele colocou a mão
na minha perna ferida e apertou.
- Sou Anthony Sollen senhor Arkin e posso afirmar que não
sou igual meu pai. – ele soltou minha perna e pareceu surpreso.
- Então você não veio aqui restaurar nossa família como
os reais monarcas do norte? – eu me sentei na cama e olhei bem fundo nós olhos
dele.
- Monarcas, bem se você fala de Morlock Allen ele está
morto, cortesia do seu convidado aqui, eu o matei... há quanto tempo eu estou
desacordado? Mas vocês falam norueguês e estamos na Groelândia o que me faz
pensar que vocês foram banidos por se oporem ao rei.
- Há uns dois dias eu acho. – ele coçou a barba, sua
mente era clara e fluida, eu não precisava de muito esforço para saber o que
ele pensava. Usar um dos filhos para reaver uma magia antiga, casar a filha
comigo. – Bem perspicaz e seu pai prometeu que nos levaria ao trono.
- Bem então há dois dia e meio, o rei do norte foi morto
e Sr. Arkin farei o que estiver ao meu alcance nada mais nada menos. – Senti
algo molhado escorrendo pelo meu peito, passei a mão e vi que era sangue.
- Birgit os curativos, as feridas devem ter se aberto.
Elsa sua magia de cura será necessária aqui! Vamos meus filhos vocês são
treinados em guerra e não em cura. – eles saíram e logo em seguida Elsa entrou
no quarto.
- Então é a você que devo minha vida? – ela enrubesceu, o
que era lindo porque ela era branca como a neve, mas havia algo que a mantinha
longe, inatingível como uma geleira.
- Sim e logo você poderá voltar para Victoria. – ouvir
aquele nome me fez chorar, chorar como uma criança, mas me controlei e esperei
elas irem embora sem fitar os olhos de nenhuma das duas. Quando a porta se
fechou eu voltei a chorar e não me importei com os murmúrios do lado, naquele
momento eu só me lembrava da minha mãe e de todos os momentos que eu passei com
ela. Me lembrei de quando ela me levou ao beco diagonal e disse que se eu fosse
um bruxo conseguiria passar pelo muro, embora eu tenha batido com a cabeça nos
tijolos e ela me consolava dizendo que era uma brincadeira da família Vipero. O
destino brinca com as pessoas, me fez ser a pessoa que teria que matar minha
própria mãe, embora ela fosse a reencarnação de Halleck Lanchester e quisesse
me matar, mas ainda era minha mãe. Percebi tarde demais que a magia que Elsa
usou em mim estava aos poucos me fazendo perder os sentidos, com minhas ultimas
forças antes de apagar gritei: - Dimitri Hitchens eu vou me vingar de você nem
que para isso o mundo pague.
Oush, Anthony realmente não entende que a mãe dele era a encarnação de Hallec? Ela despertaria como ele outra vez, cedo ou tarde, aff.
ResponderExcluirPS: Ótimo capítulo, gostei da emoção que Anthony demostrou, embora ele seja um psicopata e provavelmente esteja apenas fingindo.
Ele entende depois, tipo agora e não julgue um livro pela capa!
ExcluirNada!
ExcluirEle é frio e calculista, e não tem sentimentos naturais auhuahauhau
Isso é uma armadura que ele usa para blindar os sentimentos
ResponderExcluir