Em uma sala longe dos conflitos do mundo estão Anthony Sollen e Tarant Mayfer :
-Nós da equipe O Livro das Sombras.....
-Que nós, só temos eu e você!
- Cala boca Chapeleiro.
- Posso nem brincar Sollen.
- Como eu ia dizendo nós da equipe gostaríamos de parabenizar nosso autor Avner pelo seu vigésimo terceiro aniversario. - Dimitri Hitchens aparata na sala.
- Por que sem ele isso daqui não existiria. -
- Droga Dimi essa fala era minha.
- Procure outra coisa pra falar chapeleiro.
- Pelas inúmeras tardes nos ajudando a evoluir.- Damon e Siegfryd Sollen aparatam na sala.
- Por nos imaginar como nós somos e nós dar vida.
- Até a pena da fênix fala e eu não. - Tarant começa a fazer beicinho.
- Por aturar a minha arrogância. -todos se viram para Anthony menos Siegfryd que parece estar com vergonha alheia. - Eu nunca disse que não era.
- Minha vez não é pessoal- todos assentiram. - Só queremos desejar Feliz Aniversario Pardal que você voe ao indefinido!- Tarant olha para os outros - Obrigado por me deixarem falar pessoal. Vamos Dimi temos que achar aquilo.
- É verdade Tarant. - os dois sumiram como girar de cartola.
- Acho que temos um possível fim de mundo em nossas mãos que tal voltarmos para oque estávamos fazendo. - e Siegfryd desaparatou.
- Claro Siegfryd, o matador de fenix. - Damon fez o mesmo
- Bem, o mais importante ficou para falar o encerramento. Bem nós conhecemos desde quando mesmo? Não importa, graças a voce eu sou quem eu sou hoje e ainda vou te surpreender e talvez... Não vou deixar como surpresa. Até mais e Feliz Aniversario.- e Anthony desaparece como fumaça e as luzes se apagam.
Fim!
30 de maio de 2014
28 de maio de 2014
(Spin-off) Noruega - Parte 2
Vozes. Várias vozes cantando em um
coral. A sensação era de leveza, mas a tontura era incontrolável. Aos poucos
minha visão foi clareando, em minha frente estava um belo jardim, todos os
tipos de flores que eu conhecia estavam ali. O cheiro de terra molhada era
muito agradável, e aos poucos a tontura também se foi. Não reconheci o lugar,
as vozes haviam parado de cantar.
Eu estava diante de uma janela, senti
que meus membros estavam amarrados. Logo percebi a cena ao redor. Em uma grande
cadeira fui atado, firmemente, não conseguia executar um movimento sequer.
Também não senti que tinha forças para me mover, era como se a força vital
houvesse me abandonado.
- É, a sensação é essa mesmo! – aquela
voz, reconheci, mas de onde? – Como você não morreu, mesmo depois que eu sequei
suas veias, resolvi que amarrado seria mais fácil lidar com você!
As lembranças vieram todas, de uma vez
só. Algo dera terrivelmente errado, e o tempo estava passando. Logo seria tarde
demais. Não consegui localizar Tarrant, mas por sorte minha cartola ainda jazia
em minha cabeça.
- O que você fez com Stoltenberg? –
juntei todas as minhas forças para formar essa pergunta.
Ele sorriu para mim, incrédulo.
- Engraçado, eu estava prestes a fazer a
mesma pergunta. – eu não tinha mais tempo para protelar com o sanguessuga – Não
vi um só rastro do maldito por aqui.
Aos poucos eu senti a magia voltando,
mas continuei agindo como se fraco. Ele olhou em meus olhos e seu sorriso se
alargou.
- Vejo que está se recuperando, mais
rápido do que previ. – como ele sabia? – Vamos fazer o seguinte. – ele veio em
minha direção – Você vai me contar o que sabe sobre o paradeiro do dono da casa
e eu não precisarei quebrar todos os seus ossos. – o fato dele não ter me
ameaçado de morte me espantou.
- Tarrant? – chamei, ao que em minha
frente surgiu meu velho amigo – Tudo bem, vou expor o caso para você, não
obstante, espero que não canse suas forças de vampiro tentando obter total
compreensão a respeito do caso. – antes que eu terminasse de falar, o vampiro virou
a cabeça na direção do meu espectro mágico.
- Quem é você? – quantos truques esse
vampiro tinha?
Tarrant ergueu os braços, uma forte
ventania invadiu o prédio. Cada vez mais forte, mas o vampiro não se abalou,
avançou em direção ao chapeleiro vorazmente. Óbvio que o atravessou, o que me
deu tempo de executar a fuga. Antes que o inimigo retornasse, Tarrant se
aproximou de mim e cortou as cordas usando fogo mágico, o vento parou
instantaneamente.
- Agora é comigo. – minha varinha não
estava mais no meu bolso, maldito, era nova em folha – Tarrant, minha varinha!
O vampiro já estava em cima de mim outra
vez, mas dessa vez eu consegui escapar.
- Acha mesmo que pode ser tão rápido
quanto eu? – já vi essa fala antes.
- Não preciso ser mais rápido, tenho
tudo que preciso dentro da cartola.
Tirei o chapéu e preparei um feitiço de
conjuração. Movimentos rápido dos dedos, seguidos de algumas palavras em latim,
e logo uma lufada de fadas-mordentes voou em direção do monstro.
- Arh! Esse truque barato de mágico de
festa não me afeta, idiota! – dizia ele, enquanto tentava se livrar das
pequenas mordidas.
O chapeleiro retornou com minha varinha
flutuando em suas mãos. Depois de a recuperar eu tratei de garantir mais alguns
segundos de segurança.
- Incarcerous! – bradei, e logo várias
cordas o imobilizaram.
Tomei o espaço necessário, não senti a
presença dos pergaminho na casa, e pelo comportamento dele ele não os possuía.
- Vou ter que arrancar seu coração por
isso, rapaz! – ameaças vãs, foi tudo que sobrou da pose de bad boy dele – Esses
barbantes não vão me segurar por muito tempo.
- Mas eu não preciso de muito mais tempo
com você. – Tarrant havia batido cada canto da casa, uma único objeto fora encontrado.
“Mas tenho certeza que isso aqui é muito
estranho!” – ele estava com um pequeno inseto nas mãos.
Cerca de dois centímetros de tamanho, de
azul-safira berrante. Tarrant o continha, mas de segundo em segundo ele girava
rapidamente, usando asas que lhe saiam da cabeça.
- Essa casa é cheia de insetos
estranhos. – soltou o vampiro – Antes de entrar aqui um besouro maluco
aparentemente secretou algo que me deixou bem para baixo.
Eu conhecia o padrão, de certa forma.
- Esse inseto aí, o Gira-gira, não é
nativo dessas terras. São mais comuns na Austrália. E o besouro-da-melancolia
que atacou você não resistiria ao frio. – mas ela não poderia estar na Noruega,
não comigo aqui – Algum especialista em insetos esteve aqui, porque Stoltenberg
não criaria essas criaturas.
O vampiro me encarou, mas eu já
entendera o jogo dele.
- Sem mais leituras de mentes por hoje,
meu caro, pode não parecer, mas acaba que sou até bom em Oclumência. – na
verdade a cartola de Tarrant é que me ajudava nessa questão.
Sem mais conversas, eu precisava escapar
dali antes que o vampiro se soltasse das amarras, o que aconteceria a qualquer
segundo.
- Ei! Isso é um caldeirão feito de casco
de Caranguejo-de-Fogo? – estanquei ao admirar tal joia rara – Vai ficar ótimo
na minha sala, quando eu a reconstruir.
Peguei o objeto e pus dentro da cartola.
- Adeus, sanguessuga! Espero nunca mais
olhar para essa sua cara de galã de Hollywood.
Eu sabia como encontrá-la, esses insetos
têm certos padrões de comportamentos, e ela atraia todo tipo de irregularidades.
Aparatei no centro de Oslo, precisava seguir as pistas para encontrar a ladra
ruiva. Com certeza ainda estava na cidade, logo perceberia que havia esquecido
seu caldeirão amado na casa de Stoltenberg.
“O quanto você acha que o vampiro leu da
sua mente?” – boa pergunta.
- Não o bastante, ele precisava de
contato visual, e evitei o máximo que pude. – mas com certeza ele viu algo.
Estava em um beco sem saída, dali eu
poderia executar o feitiço de localização com perfeição. Tirei o caldeirão da
cartola e o pus no chão.
- Tarrant, você vai servir de antena! –
tão útil, esse meu amigo.
O chapeleiro flutuou até o alto de um
prédio, assim o alcance do feitiço seria mais amplo.
- Factum
est autem dominus occurrit – repetida várias vezes, essa afirmação em latim
ativaria o feitiço de localização.
“Encontrei, lá estão os insetos!” –
Tarrant saltitava de alegria, enquanto apontava para algum ponto na parte
nordeste da cidade.
Recolhi os objetos e segui a direção
para onde ele apontara. O ponto final era um prédio bonito, um hotel de luxo.
- O Gran Hotel! – uma construção
fenomenal – Descer do salto nunca!
Acima do prédio eu percebi a
concentração de insetos. Com certeza estava na cobertura, a tratante. Aparatei
no teto, onde geralmente grandes festas são celebradas, como a daquela noite.
Havia muitos trouxas por ali, mas a música alta disfarçou minha chegada.
“Alguém poderia ter visto!” – essas
afirmações óbvias dele estavam me aborrecendo, já.
Ela não estava à vista. Desci e observei
o corredor. Lá estavam, vários gira-giras, enfeitando a porta de um dos quartos
principais. Tarrant atravessou, depois de dez segundos retornou.
“Está lá, está com o pergaminho!”
- Ok! – medidas deveriam ser tomadas –
Feche o perímetro, não queremos que ela desaparate!
“Mas dessa forma não vou poder ajudar
você!” – muito solícito.
- Não importa, eu sei me virar! –
Ele se desintegrou e se espalhou.
- Alohomora! – a tranca se abriu e eu
entrei no quarto.
26 de maio de 2014
(spin-off) Noruega - Parte 1.2 (A Versão do Vampiro Ian)
Fazia uma hora que Armand encarava Ian,
sem mover um músculo. Estavam sentados, frente a frente, no meio da sala. Através
dos olhos ele estava passando todo o tipo de informação necessária para que a
missão fosse completada com sucesso. Pareciam duas estátuas, os dois vampiros,
perfeitamente moldados em cera, pois não havia uma imperfeição sequer.
“Já entendi tudo, pode parar de gritar
na minha cabeça!”
Tudo o que Ian queria era encontrar
Daniele e fugir com ela de volta para a América, porém a facção dos vampiros da
Romênia estava guardando essa informação a sete chaves, ele já não cabia em si
de ansiedade.
“Não interrompa o fluxo de pensamentos,
garoto, preciso passar toda a história de cinco países em menos de dez minutos
para essa sua cabeça!” –
A noite havia acabado de cair, Ian fora
ao encontro de Armand com intenção de finalmente ser informado do paradeiro de
sua amada. A vampira fora raptada há três meses por um grupo de lobisomens
noruegueses, todos parte de uma gangue de renegados, nenhum registrado por
nenhum ministério.
Ian não suportava mais aquela tensão,
rasgou uma folha de um exemplar de Por
que não morri ao ouvir o canto do Agoureiro – de autoria de Gulliver
Pokerby – e em menos de dois segundos havia um origami em forma de Fênix em sua mão.
- Uma homenagem ao livro danificado? –
indagou o outro risonho.
Armand mais parecia um adolescente de
dezessete anos, seu rosto chegava a ser angelicalmente andrógeno. Seu cabelo
castanho-avermelhado, liso e cheio até os ombros, num corte eternizado pela
maldição, dava-lhe um ar infantil que apenas seu olhar de assassino e ancião destruía.
- Acho que já sei de tudo que preciso
sobre esse tal conselho, cara. Já tenho o endereço do tal de Stoltenberg, já
conheço as runas e os possíveis significados. E qualquer necessidade eu posso
ligar para você para perguntar. – essa comodidade o apressava ainda mais.
Armand sorriu e ficou de pé.
- Não esqueça que está lidando com
bruxos, garoto! – o vampiro se aproximou da estante enquanto falava – Qualquer deslize
e você vai acabar seco e atrofiado dentro de um caixão, isso na melhor das
hipóteses.
Ian não gostava de ser chamado de
garoto, mesmo por um vampiro quatrocentos anos mais velho que ele,
especialmente um que aparentava ainda estar no colegial. Mas isso pouco
importava, se ele conseguisse cumprir essa missão e tomasse posse dos
pergaminhos do Selo, Armand diria a exata localização da matilha que
sequestrara Daniele e ainda o ajudaria no resgate.
- Não se preocupe comigo, bonitinho! Se
depender de mim esses papeis já estão nas suas mãos.
Sem dar muito tempo para que Armand respondesse,
Ian se foi. Tão rápido quanto uma flecha, ele correu pela Floresta de
Hoia-Baciu, passou invisível pelas pessoas do Condado de Cluj e se dirigiu à
parte menos habitada, para então alçar voo e seguir em direção à Noruega.
A noite em Oslo estava exatamente como
Ian gostava: cheia de humanos perambulando. Ele precisou de muita concentração
para não perseguir uma jovem ruiva que saiu correndo exatamente da rua onde ele
precisava entrar. A moça em questão carregava um grande volume nas mãos,
aparentemente uma estudante apressada.
Passada a distração, e depois de ele
saciar sua sede com um carteiro retardatário, que chegaria em casa com um litro
a menos de sangue, caso sobrevivesse, Ian seguiu ao local indicado.
“Essa é a casa?” – pensou ele, incrédulo
com a simplicidade da residência do famoso economista – “Com certeza ele deve
ter outra, só pode!”.
Diante da casa ele pensou no que deveria
fazer. Então foi até os fundos do quintal, para evitar ser visto, buscou duas
pedras no chão e subiu ao telhado.
“Identificar o tipo de feitiço.” –
pensou e atirou as pedras em locais distintos, na parte frontal do telhado.
Algumas telhas se quebraram, óbvio, e
ele se aproximou para observar através dos buracos deixados. Naquele momento
ele ouviu um zumbido estranho se aproximando, mas ignorou e observou o interior
da casa. Curiosamente não conseguia ver nada além de fumaça.
“Então é uma casa falsa, como disse
Armand.”.
Antes que pudesse pensar em algo mais,
uma tristeza enorme o abateu. Visões de Daniele sendo sequestrada, imagens de
seu irmão sendo incinerado por um grupo de bruxas de Salem. Uma melancolia sem
precedentes o acometeu de tal forma, que por alguns minutos ele não conseguira se
lembrar do que fora fazer ali.
Rapidamente identificou um besouro
pousado em seu ombro, a fonte daquele zumbido estranho. Do inseto saia uma
secreção asquerosa, que causou nojo imediato no vampiro. Com um piparote forte
como um soco, o inseto foi repelido.
Aparentemente o besouro era a fonte da
melancolia que Ian sentira, pois no exato momento que o matou toda a tristeza
passara. Começou então a procurar os indicadores, segundo Armand seriam runas
desenhadas em algum local fixo.
“Telhas não são locais fixos, mas aqui
estão as malditas runas!”
A partir das instruções
psicointroduzidas por Armand, ele decifrou o significado das runas.
“Gelo, necessidade, proteção.”
Aquilo estava nas informações, só
precisou se lembrar da frase correta!
- Inima
înghețată de Ragnar Lodbrok, descoperi ceea ce este în vene! - as runas nas
telhas começaram a brilhar, vibraram em seguida, e começaram a flutuar.
Uma porta. Simples, de madeira comum.
Estava lá, no telhado, dando para o nada. O plano era atrair Stoltenberg para
fora e lidar com ele ali mesmo, não arriscaria um combate contra um bruxo
dentro de sua residência.
Infelizmente, seu sensor de vampiro não
identificou ninguém vivo dentro da casa, o que para Ian foi uma enorme surpresa
e um grande rombo no plano de Armand. Porém ele não teve muito tempo para
pensar, sua superaudição detectou ao longe um bruxo aparatando, e ele pôde
sentir a aproximação vindoura.
Pulou dentro do portal e o fechou. Não
tinha muito tempo, precisava encontrar os pergaminhos do Selo antes que aquele
bruxo chegasse ao local. Na pressa ele tropeçou em um grande caldeirão,
aparentemente feito de casco de Caranguejo de Fogo. Em outra ocasião ele
adoraria admirar a joia, porém precisava pensar rápido. Procurou os papeis
descritos por Armand, buscou por cada canto da mansão (sim, por dentro o
casebre era um casarão de luxo), mal teve tempo para admirar a decoração.
Estava e impacientando, quando ouviu a porta mágica se abrir.
“Droga! Não tenho tempo para fugir,
preciso enfrentar o maldito!”
Antes que o bruxo descesse as escadas,
Ian usara seu dom de ilusão para se parecer com o dono do lugar. Foi andando em
direção ao salão principal, onde o estranho estaria. Curiosamente deu de cara
com um rosto conhecido, vira-o várias vezes nos jornais britânicos, enquanto
perseguia a matilha renegada.
Armand havia relatado a possibilidade
daquela visita, de acordo com o ancião Hitchens assassinara o bruxo que havia
executado o feitiço do Selo naquela mesma noite, o mesmo vivia disfarçado como
um bondoso padre em algum vilarejo norueguês.
- Mas se não é o honroso ex-Ministro
Britânico da Magia!?
25 de maio de 2014
Ato Cinco
Eu estava sentado no meu quarto
esperando Russel chegar, finalmente toda farsa seria dita, nenhum segredo seria
poupado, aquele quarto estava escuro, aquela luz vinha das velas posicionadas
na escrivaninha do quarto, olhei meu relógio e percebi que tinha quinze horas,
tinha quase certeza que nesse tempo conseguiria voltar. A porta foi aberta,
Edward vinha com uma roupa de acolito toda branca, ele me viu deitado e jogou
um livro na minha cabeça, virei pro lado e cai da cama.
- Você poderia ter simplesmente ter
pego o livro.
- Esse livro é pesado- eu estava me
levantando, ele tirou um anel do bolso e me deu. – Eu aceito. – começamos a
rir.
- Você sabia que ele estava vivo?
- Não, eu te vi matar ele, vi a cabeça
e o corpo separados. Quero que você leve Alice com você agora. – tirei um
relógio do bolso da calça e dei a ele. – Faça o ponteiro marcar 4:20 e vocês
sairão daqui- ele estava relutando em pegar. - você é o rei, volte para seu
castelo e reine. Guardamos algo de valor lá e não está mais lá Dimitri roubou e
quase matou Garreth, o próprio me mandou uma coruja minutos antes de partirmos
para cá.
- Nós o acharemos e cuidaremos dos
assuntos pendentes! E você sabe que essa Adélia não é confiável então cuidado.
- Eu Anthony Sollen, o cuidado tem que
ter cuidado comigo. – nós dois rimos muito.
- Eu escutei tudo e não quero ir sem
você. – o feitiço tinha durado umas 2 horas.
- Mas se não é a Bela Adormecida.
- Bem se ela não vai eu vou indo.
- ele ajustou para o horário certo e
desapareceu.
- Então esse é o motivo real de tudo?
- Não intendi, aonde você quer chegar
com isso?
- Sabe sim, você fugiu para procurar
maneiras de matar Hitchens, maneiras de destruir o que não o deixa morrer?
- Você é muito perspicaz. – Barulho de
passos vinham em direção do quarto.
- Beije-me ou deixe-me?
- Que se dane. – eu me aproximei
vorazmente, agarrei aquela cintura e ela me beijo e agarrou minha bunda.
-
Was für eine schöne Szene.
- Originalsprache
Siegfryd.
-
Voce é meio estranho,
fugiu dela e agora está beijando-a. - aquele velho, não o via desde 1998.
- Você fugiu da minha mãe quando Tom
Riddle desapareceu.
- Mulheres
não me faltam, tipo Elena Queen.
- Ela, bem ela não vai poder te ver
nunca mais. – meu sorriso fez transparecer que eu tinha feito algo.
- Tenho certeza que você não ousou
tocar um dedo nela.
- Verdade eu não toquei nenhum dedo
nela. – meu sorriso irônico marcou novamente nosso encontro.
-Sie brachten ihre Töchter hier unten,
Lanchester Papa, Mama Lanchester Lanchester kleine Mädchen lebte glücklich und
zufrieden.
- Volte para nossa língua pai, eu fico
variando entre o Latim e o Inglês, você quer que eu fale Alemão também?
- Jeg vil have dig til at tale alle
sprog, vi holder.
- Dinamarquês.
- Αν θέλετε
να είναι
ένα μεγάλο
κακό, θα πρέπει να
μιλήσουν όλες
τις γλώσσες
για τη
διάδοση dominção τους.
- Esse eu lembro porque assim você
falava com os deuses gregos.
- Δαχτυλίδι γιο
μου, έτσι ώστε
να βγει
από εδώ.
- O bom e velho grego. – me virei para
Alice me ajoelhei e comecei o teatro.
- Fellatio o Sollen'll enteren.
Vipers han sido hasta aquí.
No se le dio un beso de amor
creo haber robado un objeto-mas – ela
começou a andar para traz como se fugisse de alguém. Colocou o anel no dedo:
- Δίας σκοτώσει
αυτά τα
δύο.
- Bem, esse anel especificamente tem
que ter o sangue Sollen para ser ativado. -
eu estava bem calmo.
- Mi querida hija, devuelva este
anillo y no ser lastimado.
- Espero que ouça a voz da razão
querida, Avada Kedavra.- minha varinha foi tão rápida que nem meu pai viu o
movimento dela.
- Você matou ela, que malvado.
- E temos as duas filhas delas no
quarto ao lado.
21 de maio de 2014
(Spin-off) Noruega - Parte 1
“Podemos começar pelo último nome, já
estamos na Noruega mesmo.” Essa habilidade que ele tinha de citar o óbvio às
vezes era aborrecedora.
- Tanto faz, aparatando qualquer
distância se torna centímetros. – se era esse o jogo dele, eu estava no páreo.
A noite em Oslo estava agitada, alguma
festividade fez com que os cidadãos que àquela hora estariam em casa assistindo
a algum programa de televisão, estivessem perambulando em direção ao pátio do
palácio. De longe eu pude ouvir a música dos trouxas, aquela distorção sem
sentido nem razão.
O endereço direcionava ao lado menos
abastado da cidade, casinhas simplistas e nada modernas adornavam a rua.
Caminhei ao lado de Tarrant, tentei me portar como um trouxa para que ninguém
me distinguisse dos transeuntes ordinários.
“É aquela ali, Dimi, aquela toda cinza!”
– ele estava sorridente, toda aquela agitação animava a lembrança do
chapeleiro.
A casa era muito bonita, mais não era a
mais bela da rua. Seria difícil de acreditar que o ex-ministro da Noruega
vivesse em um casebre como aquele, todavia ninguém do mundo trouxa sabia disso.
A residência oficial de Jens Stoltenberg era uma mansão aos moldes modernos,
toda equipada e conectada no sistema IPV6, a casa pensava por si só, e todos
admiravam a riqueza e a retidão do ex-chefe do governo norueguês.
- Esse casebre combina com a fama dele! –
senti que aquele sorriso sarcástico surgira em minha mente – Tem apenas uma
janela visível, mas aquela parte da grama ainda está amassada da última vez que
alguém se dirigiu aos fundos da casa.
“Verdade! Vou lá ver para você!” –
sempre tão solícito, meu caro.
Enquanto Tarrant ia espionar, eu comecei
a contar o número de telhas quebradas, eram muitas. Dava para se questionar o
estado em que a sala ficaria em dias de neve. A janela estava encoberta com
algo que parecia ser uma cortina, cinzenta e maltrapilha.
“Não consigo entrar, Dimi. Não tem porta
traseira nem janela extra, o local parece vazio, tentei penetrar na casa, mas a
parede parece sólida como pedra.” – sério?
Ele havia feito bem seu esconderijo, mas
já um feitiço de segredo seria um risco social muito grande para o ilustre.
- A casa é falsa! – agora eu só
precisava descobrir como penetrar na real residência de Stoltenberg.
A ideia me veio rápido, conjurei uma
pedra de tamanho de um tijolo e a lancei na porta. Como previ, o objeto bateu e
caiu, mas nenhum som fora produzido.
“Genial!” – eu sei.
- Accio! – e a pedra retornou à minha
mão.
Lancei-a outra vez dessa vez em direção
ao telhado. Um craque alto, e logo havia mais uma telha quebrada.
“Chega a ser fácil demais, Dimi!” – isso
é que estava me fazendo pensar demais.
- Tente entrar pelo teto, Tarry! –
Ele sorriu debilmente e me obedeceu.
Flutuou feericamente até o alto da residência e mergulhou. Outro craque, outra
telha quebrada.
“Ainda não consigo entrar!” – eu notei.
Magia nunca penetraria naquele lugar,
ainda assim o telhado era acessível por meios trouxas. Tarrant era magia, mesmo
assim estava se chocando com as telhas.
- Pense, pense! – e me infiltrei outra
vez em meu palácio mental.
O corredor e as portas, e eu outra vez no início dele. Dessa vez ela não me esperou tentar nenhuma sala, Eleinad
surgiu para mim e me lançou aquele sorriso delicioso.
- Qual a questão, Dimizinho? – não
mesmo, meu bem.
Desviei dela, como de costume, e segui
em frente, visando uma porta no meio do corredor.
- Escudos e Proteções Mágicas! – ela
disse alegremente – Eu sei tudo que está aí de cor.
- Eu também, mulher! – e abri a porta.
“Qual feitiço, Dimi?” – como se ele não
soubesse.
Sorri e desaparatei, no outro instante
eu estava em cima do telhado do casebre falso. Outra telha quebrada sob meus
pés, mais uma e eu seria preso por dano ao patrimônio privado.
- Aqui é a entrada, com certeza. Mas não
vai abrir se eu não souber a fórmula correta. – procurei de telha por telha,
curiosamente aquele teto suportava meu peso muito bem.
“Até parece mágica!” – e uma risada de
ironia para acentuar.
Ali estavam, três telhas eram
diferentes. Havia vários desenhos, indicações de como prosseguir.
- Runas! – alfabeto nórdico que qualquer
estudante aplicado de Hogwarts saberia decifrar – Era isso que estava no meu
palácio mental, preciso decifrar essa inscrição.
Reconheci rápido a primeira, Nyd, a
representação de Naudhiz. A outra já era comum para mim, simbolizava o gelo do
castelo de Valhalla de hoje, Isa, o gigante de gelo Ymir, certamente. A última
era a mais óbvia, especialmente em um feitiço desse gênero, Algiz, e certamente
referente às Valquírias da proteção.
“Ainda bem que nunca perdeu uma aula
dessas, hein?” - como se eu precisasse disso, meu pai me obrigara desde antes
de Hogwarts a aprender tudo sobre a cultura nórdica.
Necessidade, gelo e proteção!
Basicamente um enigma a ser desvendado. Não se tratava apenas de decifrar as
runas, isso qualquer bruxo estudioso faria tranquilamente. O significado
daquelas palavras só era óbvio para os descendentes da antiga ordem real, ou
para os seletos conselheiros.
O romeno era o idioma no qual Bob
Hitchens foi ensinado a usar magia, dessa forma todos nós, descendentes de sua
linhagem, somos obrigados a aprender a enrolar a língua.
“Mas qualquer um dos idiomas reais
serviria, Dimi!” – e o romeno nem era da realeza, até Bob ter que usá-lo.
- Inima
înghețată de Ragnar Lodbrok, descoperi ceea ce este în vene! – as runas nas
telhas começaram a brilhar, vibraram em seguida, e começaram a flutuar.
Uma porta. Simples, de madeira comum.
Estava lá, no telhado, dando para o nada. Sem pensar muito eu girei a maçaneta
e empurrei a porta para frente. As coisas poderiam ser mais complicadas, mas Stoltenberg
não esperava que algum de nós o viesse procurar tão cedo.
“Besteira dele, ainda mais sabendo do
jovem rei.” – concordei silenciosamente e atravesse o portal.
Proporcionalmente ao ocupante, a casa
por dentro era fenomenalmente luxuosa. Não quero me perder em descrições detalhadas,
seriam muitos móveis e elementos decorativos sobre os quais discorrer, porém
memorizei rapidamente todos os detalhes e tracei rapidamente meu próprio perfil
psicológico sobre o bruxo: materialista
e narcisista ao extremo, a julgar pelo número de retratos dele mesmo a
ornamentar as impecáveis paredes do lugar.
“Acredito que já sabe como lidar com
esse, não?”
- Sim. –
Àquela altura Stoltenberg já percebera
nossa presença, e em menos de dois minutos veio caminhando em minha direção,
todavia não demonstrou a surpresa que eu esperava.
- Mas se não é o honroso ex-Ministro
Britânico da Magia!? – é claro, acabava que eu me tornara um pouco famoso sim –
Eu estava esperando que cedo ou tarde você realmente viesse aqui, especialmente
quando tomei conhecimento da morte de um certo clérigo. – muito rápido, por
sinal, esse fluxo de informações – Só não achei que viria na mesma noite, quer
dizer, como se já tivesse de posse de minha localização secreta mais
antecipadamente do que meus planejamentos me garantiriam.
- Eu tenho meus métodos, sabe como é!? –
tentei esboçar minha seriedade, mas não consigo reprimir meu sorriso vaidoso – Uma
mão lava a outra, e as duas batem palmas e dançam.
- Eu só lamento que tenha vindo de tão
longe por nada, não estou mais de posse dos pergaminhos do Selo, se quer saber.
– como se eu fosse fácil de enganar a esse ponto -
- Vamos colocar as coisas dessa forma: Você
vai me entregar os papeis que diz não ter e então eu não precisarei usar os
métodos interrogatórios dos quais não gosto de dispor! – sentei-me em uma
poltrona e cruzei as pernas – Assim, ninguém precisa sair machucado e eu não
vou ficar me sentindo culpado pelo resto da minha vida, que a propósito será
consideravelmente longa, por não ter poupado a saúde e a segurança de alguém tão
perspicaz a ponto de invadir a residência mágica de um dos cinco conselheiros
da irmandade bruxa dos países nórdicos e ter tomado sua forma física com a
intenção de enganar o grande Dimitri Hitchens! –
Ele desfez o teatro e me mandou um
sorriso malicioso.
- O que me delatou? – odeio explicar o
óbvio.
- As pegadas ao redor da casa deixaram
claro que alguém havia chegado antes de mim, você subiu no telhado pelos
fundos, visto que as telhas quebradas estavam na parte da frente, onde você
possivelmente atirou algo para testar a magia, por isso se esqueceu de apagar
seus rastros. – agora a parte não óbvia – Além do mais o código dos
conselheiros diz claramente para não abordar o assunto “Selo” com ninguém até
que todas as confirmações de identidades fossem feitas. – ele abriu mais os
olhos, mas manteve o sorriso.
- Espantoso! – nem tanto – Mas é claro
que sua esperteza baseou-se em deslizes meus, tanto a invasão quanto o disfarce
foram medidas de emergência. – mau perdedor.
- Bom, agora que todos nos entendemos,
tenha a bondade de me dizer onde estão os pergaminhos! –
Ele inclinou a cabeça para a esquerda e
seu corpo se esfumaçou. No lugar do político surgiu um homem branco jovem,
aparentemente na faixa dos vinte anos, calça e jaqueta pretas, um corte curto e
rebelde de cabelo preto liso.
Não tive muito tempo para pensar, rápido
como uma flecha ele avançou por sobre mim, escancarou o maxilar e mordeu
tenazmente meu pescoço. Senti minha força física se esgotar aos poucos, minha
visão começara a escurecer.
Continua
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