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Vocês duas têm muito a me contar.
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Bem, Giuliana tinha pego um peixe maior do que a vara. – Katherina tinha um
senso de humor um tanto diferente. - Sabíamos que você era rico,
mais oh! É muito mais do que imaginávamos, agora você poderia colocar-nos no
chão?
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Devo confessar que eu não conhecia essa masmorra, meu irmão me disse como
chegar aqui e nossa, é muito legal ver vocês duas acorrentadas assim. Eu e meu
pai temos, ops, meu pai tinha, ele era e eu sou muito arrogante, mas eu estou ficando,
como dizem os brasileiros, fodão e
meu falecido pai era foda pra caralho.
Nossa aprendi umas palavras novas lá no brasil.
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O que quer de nós? – coloquei o dedo na boca daquela mulher.
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Onde estão seus modos Barbara? Não se interrompe os donos das casas quando eles
estão falando. Como eu ia dizendo, lá pela década de 60 houve uma coisa chamada
ditadura militar, naquela época eles torturavam aqueles que iam contra o
governo. Qual das duas irá 1º? – elas se entreolharam, quando Barbara ia falar -
Katherina! – ao escutar um nome Branca apareceu. – Minha querida Branca,
faça-me o favor de levá-la para a sala ao lado sim? - Embora eu fosse uns
20 centímetros mais baixo, tentei dar um beijo na testa dela.
-
Você não é a pessoa por quem eu me apaixonei, ele era mais alto. – as
prisioneiras riram.
-
Tem uma pesquisa que diz que as ruivas serão extintas em menos de 60 anos,
creio que se você continuar assim você não durará nem mais 1. – ela ficou
estática, sua respiração ficou cada vez mais devagar, suas mãos começaram a
tremer - Creio que você não tenha o senso de humor do Tyck, é uma pena. – fui
para a sala e esperei minha 1ª vítima. Ela mancava um pouco por estar um tempo
acorrentada.
-
Você vai mesmo executar esse plano Sollen? – Branca ainda tinha dúvidas de que
o plano daria errado.
-
Claro que vai dar certo, eu planejei essa bodega
toda!
-
Vícios de linguagem brasileiros, aprenda a falar direito e depois fale comigo!
- ela nem esperou uma resposta e o pior eu não tinha nenhuma resposta à altura.
Quando
entrei na sala, Katherina estava sentada, havia dois copos na mesa, quatro
cadeiras e quando fechei a porta os gritos começaram.
-
Bem, como pode ver sua irmã foi a escolhida para a tortura de Branca. - vi a
expressão no seu rosto, raiva e medo. - Beba e eu mando ela parar o jogo. – ela
me obedeceu, antes de começar as perguntas bati duas vezes na porta e os sons
pararam. - Seu nome?
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Barbara Francesca Hill York.
-
É verdade que você descende da família York, a famosa família da guerra das
rosas?
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Sim. Qual objetivo disso tudo? – duas batidas foram ouvidas na porta.
-
Ela já terminou. Você tem uma marca de L no corpo? – ela parecia muito surpresa
como se alguém tivesse contado um segredo muito intimo dela.
-
Sim, você disse que se chamava Sollen certo? – confirmei com a cabeça. – Você é
descendente de Lanchester?
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Aí depende.
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Como depende?
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Você não falou qual Lanchester! E qual o nome da sua mãe?
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Verdade, o nome dela é Angélica, Angélica Lacerda. Lady Gemma York cuidou de
nós quando um homem nos deixou na casa dela. Eu te odeio Sollen, bebi esse copo
pensando que era agua, mas percebi que era veritaserum.
-
Bem eu era o favorito de Snape, fazer oque?
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Severus Snape o penúltimo diretor de Hogwarts?
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Esse mesmo, mas você tem por volta de 30 anos eu acho, onde estudou? Não foi em
Hogwarts.
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Não vou te dizer nada se não vir minha irmã. – levantei-me, abri a porta:
-
Senhorita York, pode entrar. – ela me lançou um sorriso, incomum para alguém
que estava acorrentado agora há pouco. – Sente-se aí, por favor, e Katherina, continue!
– quando elas estavam ali na minha frente minha visão começou a ficar turva,
minha cabeça parecia que ia explodir e tudo ficou negro.
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