4 de maio de 2014

Ato Dois

- Rick, eu tenho uma duvida- a voz dela tinha um tom de hesitação- você acha que a professora Cameron vai colocar na prova de História hoje?
- Serio que você me ligou de cinco horas da manhã, me acordou pra saber o assunto da prova?
- Foi, agora você pode abrir a porta, está frio aqui fora!- peguei um short vesti e abri a porta.
- Serio isso?- lá estava ela tremendo, estava usando uma calça jeans, a farda do colégio e um agasalho negro, ela entrou rápido- entre, bem o assunto está no meu caderno que está na mesa. - seu rosto estava vermelho, deduzi que fosse por causa do frio, fui ao meu quarto - Toma Cris- olhei novamente a bolsa dela, era diferente da que ela usava para ir ao colégio. Ela pegou o caderno, me abraçou, e chorou, não disse uma palavra eu tampouco perguntei, deixei-a na sala e fui terminar meu banho. Quando estava saindo escutei ela chorando, peguei minha varinha e conjurei uma orquídea, troquei de roupa e sai. Dei-lhe a flor, enxuguei suas lagrimas e perguntei:
- Qual o motivo disso tudo?
- Eu amo uma pessoa ela nunca percebeu e pelo jeito nunca vai perceber! - ela enrubesceu, pegou a flor me abraçou-Vamos pra aula já esta na hora.
- Creio que não- olhei meu relógio eram só seis da manha- ainda temos uma hora, podemos conversar sobre oque você quer!
- Bem eu tenho um amigo que eu gosto, mas ele é obtuso demais pra perceber isso!
- Creio que esse amigo possa estar com medo de quando acabar perca sua amizade- essa conversa já estava indo longe, bateram na porta- licença. – abri a porta era quem eu menos esperava Branca Di Angelo, em um vestido branco longo, seus cabelos ruivos e seus olhos negros me hipnotizaram- Você? - ela me empurrou pra dentro com uma força enorme.
- Tem alguém atrás de você seu idiota! - coloquei a mão na boca dela e ela colocou algo no meu bolso.
- Só porque não volto em casa não quer dizer que vai me assustar pra eu voltar, Branca essa é minha amiga Cristina, Cristina essa é Branca Castle minha irmã! - elas se olharam com se fossem inimigas em campo de batalha, acho que minha historia não colou. - Bem já esta ficando tarde e nós temos que ir para o colégio, bem mana você fica aqui eu volto lá pelas 2 sei que você vai me esperar, então tem comida na geladeira, vamos Cris!
Pegamos um taxi, demoraram 45 minutos, ela não falou nada nem me olhou, até o taxista percebeu, ele me olhou umas duas vezes e riu. Paguei o taxista, deu 20 reais e fui ao colégio, ela saiu e nem me olhou, saiu andando na minha frente. Uma voz estranha me chamou:
- Aham, você sabe onde fica a diretoria? Eu sou Elena Silva, professora substituta de Cameron Sales, minha amiga, vim para tomar o lugar dela essa semana, é que ela vai fazer um curso.
- Vamos por aqui. - guiei-a até a diretoria, bati na porta e chamei a diretora- Licença diretora tem alguém aqui pra vê-la- a professora entrou e fui pra aula. Dormi na aula, tinha acordado muito cedo. Olhei pro lado e perguntei:
- Cristina que horas são? - ela nem olhou.
- São 8:30 porque? Vai ligar pra sua irmã? - sua raiva era obvia então joguei mais lenha na fogueira. Lembrei que Branca tinha colocado algo no meu bolso, Cristina ainda olhava pra mim, eu ri e coloquei a mão no bolso, vi que era uma carta, vi também um olhar curioso por parte da minha colega, abri a carta e vi algo que mudou meu dia:
‘‘Pirralho.
A casa que eu vivia e guardava o corpo do Hitchens explodiu com ele dentro, deu tempo de sair obvio senão eu não estaria enviando essa carta, confiei em você e fiz de Cyril Camelot o segundo em comando no ministério, então não me preocupo em nada com o nosso plano. Logo você vai ter que se decidir. Se tudo que falamos for verdade o miserável do Hitchens está a solta por ai. Cuidado pirralho.
Russel Vipero Sollen’’
Tinha também uma caixinha, olhei novamente para Cris que parecia fascinada, abri e vi o anel da minha falecida mãe. Coloquei tudo novamente no bolso.
Levantei o braço e falei:
- Professora Elena, eu poderia sair?
- Por que motivo?
- Adoro quando respondem minhas perguntas com outra pergunta! - falei isso bem baixo para só quem estivesse ao meu lado pudesse rir- Bem, - falei isso olhando para Cristina que me fitava fixamente- minha irmã, Branca chegou de viajem hoje e não sei se ela está bem. - a professora pareceu não acreditar- Com todo respeito Elena, se não estiver acreditando no que estou falando pergunte a Cristina! Ele apareceu em casa hoje de manha para pegar o assunto de Historia, creio que por seu semblante acredita em mim, com licença!- sai da sala e vi duas morenas, uma com uma calça jeans e uma blusa do Mickey, seus olhos negros me fascinaram e seu sorriso parecia que derreteria até uma geleira do polo norte, a outra estava com uma camisa laranja com um centauro com alguma coisa escrita que não consegui distinguir por baixo de um casaco preto, usava também uma calça jeans, tinha os cabelos também negros e os olhos verdes cor do mar. Elas me fitaram como se vissem um alvo. - Posso ajuda-las?
- Meu nome é Katherina York essa é minha irmã Bárbara, estamos aqui procurando um aluno, Richard Castle, você conhece?
- Não! - peguei meu telefone mandei uma mensagem para meu outro telefone que estava em casa mandando Branca vender minha casa e meus bens, virei de costas- esse foi meu erro- fui atingido tão forte nas costas que quebrei a porta e só parei na parede, ouvi gritos, ouvi passos se aproximando de min, as duas falavam em uni solo.
- Richard Lewis Castle, viemos aqui em nome de Lanchester para acabar com suas seitas pagãs!- eu consegui com alguma força me colocar de joelhos e falei:
- Só uma duvida ínfima, Qual Lanchester?- levei um murro de Bárbara que me tirou um pouco de sangue além de ter batido a cabeça na parede.- Realmente estou gostando de vocês duas até convidaria as duas para um jantar, mas isso terá que acabar aqui e agora!- levantei e investir contra aquela chamada Katherina, a jogada foi bem feita, fintei pra direita e acertei um soco no rosto da inimiga que foi bater longe, meu erro foi esquecer a outra que acertou o pé no meu rosto e sai girando em direção ao fundo da sala, cai em cima do meu braço esquerdo quando bati no chão escutei um crack e senti uma dor lancinante no antebraço, nem olhei para não correr o risco de ficar tonto, decidi usar magia! – Bem garotas,- falava enquanto me levantava, minha boca pingando sangue, cuspi e tirei minha varinha do bolso da calça- não queria recorrer a isso mas, é uma pena- apontei para Bárbara que procurava algo no casaco- Expulso!- ela foi arremessada conta a parede e apagou.
- Bárbara!- Cristina levantou correndo para ajudar aquela mulher que tentou me matar, ela me olhou como um tigre que achou a presa, ela ficou esses meses todos me espionando e ela era uma bruxa- Você deve morrer Rick- Puxou a varinha e atacou- Curtess- o feitiço era potente se não tivesse saído da frente e seria jogado longe e teria ossos quebrados.
- Confringo!- o chão perto delas se quebrou e elas caíram. Minha visão estava ficando turva quando vi uma luz roxa vindo em minha direção e não consegui desviar, tudo ficou preto.
 Abri meus olhos devagar, a luz incomodou, tentei colocar as mãos no rosto, mas eu estava acorrentado, alguém tinha colocado meu braço no lugar e eles estavam acorrentados, alguém jogou algum liquido no meu rosto, percebi que era suco de laranja, meu corpo estava meio paralisado, estava muito escuro alguém socou meu estomago, cuspi sangue pra frente.
- Maldito Rick! Passamos 2 meses juntos e você não quis nada comigo.
- Eu prefiro morenas! - ela me deu outro soco no estomago- Minha mãe era morena, minha esposa era morena e minha antiga namorada era morena, - e outro soco agora no rosto, além de risinhos no fundo da sala- elas fazem mais o meu gosto Cristina, cabelos pretos, olhos negros e aquele sorriso que pode mudar o mundo, que pode me fazer mudar o pensamento e fazer uma boa ação. Uma pergunta como os alunos não se moviam em meio a toda aquela bagunça?
- Crucio- o feitiço me atingiu bem em cheio, só que elas não sabiam que eu era imune a aos feitiços imperdoáveis então eu gemi de dor. - Eu enfeiticei eles para não emitirem nenhum som ou se moverem.
- Interessante vocês irmãs York, vocês disseram que trabalham para um Lanchester, poderiam me dizer qual? - aquela chamada Katherina veio a min e falou:
- Lorde Julien Lanchester! - eu comecei a rir, elas se assustaram, ri até Cristina socar meu rosto.
- Vocês realmente- cuspi o sangue que sai a da minha boca-  sabem quem eu sou?
- Richard Lewis Castle, filho de um rico americano que vai pagar um grandioso resgate!
- Realmente não sabem, é uma pena gostei de vocês. Tick, Road, Branca a ajuda de vocês seria realmente de muita ajuda! - os risos familiares dos meus amigos.
- Você só faz pedir ajuda Sollen! - a luz do local voltou e vi o rosto atônito das minhas captoras
- Eu também te amo Road e você sabe disso e Branca bem prestativa você!
- Claro- por seu tom de amargura e ironia, percebi que ela escutou tudo que eu falei, Branca apareceu e matou Cristina e mataria as outras duas se eu não tivesse intervindo.
- Calma Branca! Eu as quero vivas- o olhar de desprezo dela me acertou em cheio- só elas sabem como abrir as correntes. São fechadas com alquimia, pode ver as marcas.
- Sollen, eu vou tira-lo dai- ela socou meu estomago. Abri meus olhos vagarosamente devagar, as luzes cegaram meus olhos.
- Você sempre demora tanto pra acordar depois de desmaiar? - perguntou Katherina
- É- olhei para elas que estavam acorrentadas aos pés da cama onde eu estava deitado. - Isso foi coisa da Branca não foi? E bem não sei quanto tempo demoro desacordado, normalmente eu estou dormindo. - A outra irmã sorriu pra mim e disse:
- Você baba enquanto dorme! 

2 comentários:

  1. Bruxas atrás de dinheiro trouxa?
    Juro que não comprei essa!

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    1. E seria um tolo se comprasse ou não e o escritor está louco

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